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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Movidos pela ganância

Pastores e líderes espirituais há que se tornaram especialistas em gestão eclesiástica, tecnocratas do evangelho; eles foram treinados para uma liderança eficaz objetivando o crescimento e a lucratividade

lucro
Imagem: Pixabay

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas…” (2 Pedro 2:3)               

Na Bíblia King Kames Atualizada (BKJA), lemos: “Movidos por sórdida ganância, tais mestres os explorarão com suas lendas e artimanhas…”


Pr. Cleber Montes Moreira


Na sociedade atual há uma briga acirrada, e até desleal, pela conquista de espaço e mercado. Empresas e marcas estão sempre em disputa. Basta ver os comerciais da TV: Marcas de refrigerantes, cervejas, remédios, produtos para limpeza, higiene, beleza e serviços estão sempre concorrendo com seus similares na telinha. Também nos outdoors e em qualquer outro espaço de mídia publicitária. O importante é vender! Não importa se para conquistar os clientes a propaganda seja enganosa.

Infelizmente, o mesmo tem ocorrido no meio dito evangélico. Quantos nomes de igrejas você conhece? Provavelmente um “sem número”; elas se proliferam por toda parte. Tradicionais, conservadoras, modernas, irreverentes, informais, inovadoras, inclusivas, sem rótulos… Tem para todos os gostos e necessidades do freguês. Elas estão sempre competindo umas com as outras no afã de atrair pessoas. Cada uma tem seu slogan, frases de efeito, mensagens publicitárias e promessas. Elas ocupam espaço na TV, no rádio, internet, outdoors e em todos os lugares possíveis.

Até algumas igrejas históricas deixaram de ser igrejas e passaram a tratar as coisas com uma visão secular de negócio, lucro, crescimento e gestão meramente humana. Nesta visão, o que importa não é cada indivíduo, e sim a massa. Pessoas passaram a ser tratadas como números e clientes. Líderes agora são gestores, e pastores são especialistas em administração; eles se tornaram tecnocratas do evangelho, cuja missão é gerir, e não pastorear; atrair, e não transformar; promover adesões, e não conversões. Eles se preocupam com a lã, e não com as ovelhas. Se não der lucro, por causa da lei de mercado, a “empresa” tem que rever sua administração. Tudo isso porque os lobos devoradores, disfarçados de homens de Deus, são movidos por sórdida ganância. É a infalível Palavra de Deus se cumprindo.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O fracasso do sucesso

 Tudo que alguém possa fazer ou conquistar sem antes considerar a vontade divina é fracasso. No fim, o que se constatará é o fracasso do sucesso, pois todo sucesso fora dos planos de Deus é fracasso

celebração
Imagem: Unsplash


“E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao Senhor. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar.” (Êxodo 32:5 e 6)


Pr. Cleber Montes Moreira


Como as pessoas geralmente reconhecem o sucesso de um líder religioso? Normalmente pelos sermões que prega, pelo carisma, pela projeção de sua imagem, pelo tamanho de sua igreja, pelo salário que recebe, pelo carro que possui, pelas grifes que usa etc. Em certa ocasião, um amigo desabafou: “O valor de um pastor é medido pela quantidade de membros de sua igreja.”

Arão, durante a ausência de Moisés, fez o maior sucesso. Ao ceder ao clamor popular por um deus para adorar, conquistou a simpatia de muitos. Diante do ídolo que construíra, um bezerro de ouro, o povo se apresentou com grande entusiasmo, tanto que resolveu erguer um altar e convocar a todos para uma grande celebração no dia seguinte. O que muitos líderes de hoje querem é ver o povo alegre e festejando. Este panem et circenses (pão e circo) gospel rende aplausos e gera um ambiente favorável para a liderança. Veja, por exemplo, o que ocorre nas chamadas “igrejas da prosperidade”, onde os pastores, bispos e apóstolos são bem quistos e até idolatrados. Dar ao povo o que ele quer é garantia quase infalível de sucesso, por isso que muitos, movidos pela ganância, se rendem aos caprichos de seus liderados.

Fico pensando até onde Arão e seu povo iria se Moisés não descesse do monte e se não houvesse uma intervenção divina. Podemos dizer que o sucesso sem Deus é mero fracasso. O sucesso de Arão foi um fracasso. O sucesso dos líderes gananciosos de nosso tempo é fracasso. Toda conquista fora dos desígnios de Deus é fracasso. Todos os sonhos realizados, toda obra empreendida, toda riqueza acumulada, toda fama alcançada, tudo que alguém possa fazer ou conquistar sem antes considerar a vontade divina é fracasso. No fim, o que se constatará é o fracasso do sucesso, pois todo sucesso fora dos planos de Deus é fracasso.

Quer ser bem-sucedido? Quer experimentar o verdadeiro sucesso? Siga o conselho dado a Josué pelo próprio Deus: “Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido.” (Josué 1:7,8 — grifo do autor). Por fim, tenha em mente que, independente do que pensam as pessoas, o sucesso sem Deus é fracasso, mas o “fracasso” com Deus é sucesso!

sábado, 22 de agosto de 2020

Quando um líder faz concessões…

Quando um líder se desvia da Verdade e faz concessões para agradar seus liderados, a consequência é uma sucessão de erros que lava à morte

bezerro
Imagem: Pixabay


Texto Bíblico: Êxodo 32:1 a 35)


Pr. Cleber Montes Moreira


O maior patrimônio de um líder cristão é sua integridade. Viver à vista de Deus, ser fiel, não negociar a fé ou fazer barganhas, não baratear o evangelho, não abrir mão de princípios, não ceder, não se corromper, ainda que diante de certas pressões, é o que se espera daqueles que lideram. Entretanto, vemos que há muitos que se desviam para agradar ao povo e criar em torno de si uma atmosfera (provisória) de conforto. Estes, ao contrário de Paulo, se preocupam mais em agradar aos homens que a Deus (1 Tessalonicenses 2:4), sempre visando certos benefícios.

Na ausência de Moisés, o povo pediu a Arão: “Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós” (Êxodo 32:1). Ele tinha duas alternativas, atender ao clamor popular, ou ser fiel a Deus. Escolheu a mais cômoda: pediu que lhe trouxessem ouro e criou um bezerro para ser adorado, diante do qual ofereceram holocaustos e apresentaram ofertas. O resultado? Morreram naquele dia cerca de três mil pessoas.

Quando um líder se desvia da Verdade e faz concessões para ficar em paz com seus liderados, a consequência é a morte: pessoas deixam de receber orientação segura, de ouvir a verdade, igrejas enfraquecem e almas deixam de ser salvas. Há quem se comporte como Arão: Enquanto Jesus não volta, consente o pecado, adota o politicamente correto, faz vista grossa ou apoia o erro abertamente, na intenção clara de preservar seu status, poder e amizade com os que se corrompem, criando ou permitindo que sejam criados bezerros de ouro. Gente assim não cultiva a fé genuína, mas camufla sua incredulidade.

Você é líder cristão? Não faça como fez Arão. Considere a natureza de seu chamado. Viva sempre na dependência do Espírito e preserve a sua integridade.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A Caixinha

 “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Romanos 1:21,22)

caixinha
Imagem: Unsplash


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Nestes dias tão conturbados querem nos proibir de pensar: autoridades constituídas, líderes religiosos e forças “ocultas” querem proibir qualquer pensamento e/ou expressão antagônica ao “novo moralismo” que tentam nos impor. Não é sem motivo que alguns se apresentam como “editores da sociedade”. Quem ousa desafiar tal proibição é “intolerante”, “hipócrita”, “fariseu”, “preconceituoso”, “racista”, “fascista”, “misógino”, “xenofóbico” etc. Palavras de ordem em defesa da desordem que querem instaurar. 

Para ser aceito nesta nova sociedade você deve pensar fora da “caixinha”. Esta “caixinha” pode ser a Bíblia, uma tradição familiar, os bons costumes… Você precisa se libertar dessas “prisões”. Mas não saia por aí pensando por conta própria, isso é perigoso. Junte-se àqueles que te ajudarão neste novo processo de aprendizagem do “pensamento”. Por isso, ao sair da velha “caixa” você deverá entrar naquela que comporta outros valores — isso porque ninguém pensa fora da caixa, apenas escolhe a sua. Para ser livre você deverá vestir a camisa da ideologia e se juntar aos novos companheiros de militância. Nesta nova “caixinha” vigora uma cartilha onde você aprende que aqueles que pensam diferente são inimigos, e você deve enfrentá-los com suas novas armas. Se, por exemplo, aqueles que permanecem na velha “caixa”, sob os mesmos velhos argumentos, se manifestarem contra o aborto, diga que são “radicais” e “violentos”, e se for praticado por uma menina de apenas 10 anos (também vítima de violência), que é para proteger a vida dela (ainda que o aborto seja um risco maior). Explique que você não está defendendo o aborto, mas que neste caso ele é legal e necessário, que não se trata de feticídio pois o feto (mesmo com 22 semanas) ainda não tem consciência. Denuncie os médicos que se recusaram a aplicar a solução letal no pequeno corpo, diga que deveriam ser enquadrados por uma nova lei, a do “não exercício legal da profissão”, e exalte aqueles que cumpriram o seu dever em “defesa da vida” — mesmo que nenhuma vida precisasse ser sacrificada. Se disserem que “Deus é contra a matança de inocentes”, fundamente sua contra-argumentação no novo evangelho, fale sobre a “lei do amor”, cite os teólogos progressistas e discorra sobre os sagrados “direitos reprodutivos das mulheres”. Se insistirem, diga que servem a um “deus” intransigente, impiedoso, assassino… Se defenderem a família, acuse-os de “defensores da moral e dos bons costumes” — uma outra expressão para “caretas”, “antiquados”, “falsos moralistas” etc. Seu dever é sempre se opor a todo “discurso de ódio”. Mas fique tranquilo, o seu ódio não é ódio, só o deles.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A celebração da morte, a “Nova Ordem” e o “crime de pensamento”

 A celebração da morte indica que já vivemos sob uma “Nova Ordem”. Pode ser que em breve a ficção vire realidade, e que insurgentes sejam levados aos tribunais acusados de “crime de pensamento”

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Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


Há muito que se discute a pena de morte no Brasil. Ela já está em vigor, faz tempo, e é aplicada de diversas formas. Ontem mais um inocente foi condenado à pena capital, enquanto o verdadeiro culpado segue foragido. O condenado um nascituro, de apenas 5 meses de gestação. Ele não conheceu o rosto da mãe. Foi morto sem nunca ter recebido o conforto de um colo, sentido o calor de um abraço, escutado uma canção de ninar, dormido num berço fofinho… Não teve um quarto preparado para recebê-lo, nem quem esperasse alegre por sua chegada. Não pôde ver a luz do dia, foi privado da infância, de brincar, de ir à escola, de sonhar… Os da própria família decidiram que ele não era bem-vindo.

O juiz que atendeu ao pedido do Ministério Público Estadual e ordenou a interrupção da gravidez, argumentou que “é legítimo e legal o aborto acima de 20-22 semanas no caso de gravidez decorrente de estupro, risco à vida da mulher e anencefalia fetal”, e disse que “a vontade da criança é soberana ainda que trate de incapaz, tendo a mesma declarado que não deseja dar seguimento à gravidez fruto de extrema violência que sofreu”.1 Percebam a incoerência: a criança de 10 anos sofreu “extrema violência”, mas o assassinato de uma criança em gestação não é violência alguma, apenas um ato legal. Sobre a afirmação de que “a vontade da criança é soberana”, pasmem, este é o mesmo argumento de muitos que defendem a pedofilia — talvez o magistrado não saiba.

Hoje alguns jornais noticiam que a criança, a de 10 anos, passa bem. Sobre a que foi assassinada não há notas nem pesar. Para os contrários à pena de morte sobram ameaças. Sim, a mídia que faz propaganda pró aborto, despudoradamente, publicou (com direito a gerundismo): “Promotoria vai investigar se grupos tentaram pressionar avó de menina estuprada a não autorizar aborto: O MP também vai investigar áudios de conversas de pessoas que estariam pressionando a família da criança a não interromper a gravidez.” O El País denunciou que “Ativistas radicais gritavam ‘Assassino’ na porta da clínica neste domingo para que não se cumprisse a lei”. Vejam: defensores da vida, em manifestação pacífica, são “ativistas radicais”.2 Nenhuma novidade: o certo é errado e o errado é certo, isso é do “politicamente correto”, é da Nova Ordem, é do “novo normal”; quem não se amolda ao novo padrão é um corpo estranho que precisa ser extirpado, tal como o inocente de seu “lar uterino”. Não estranhem se em breve “ativistas radicais” forem condenados e presos; se a morte de inocentes indefesos é legal, por que não criminalizar estes manifestantes perturbadores da ordem?

Hoje há comemoração — ainda que velada. Sim, há quem salte de alegria porque um indefeso inocente foi morto. Trata-se do mesmo sentimento daqueles que em 2018, emocionados, comemoraram em público a descriminalização da interrupção da gravidez na Irlanda.3 Abortistas também festejaram a legalização do aborto na França até o nono mês de gravidez. Como se não bastasse, já há quem defenda o “aborto pós-parto”, e não duvidem de que criem um Projeto de Lei para isso.

A celebração da morte é um dos indicativos de que já vivemos sob uma “Nova Ordem”. Temo que em breve a ficção vire realidade, e que discordantes, sob a alegação de “ativismo radical” e subversão da ordem, sejam levados aos tribunais e respondam por “crime de pensamento”.4


1 https://www.agazeta.com.br/es/cotidiano/medicos-concluem-1-etapa-de-interrupcao-de-gravidez-de-menina-estuprada-no-es-0820 (acessado em 17 de agosto de 2020)

2 https://brasil.elpais.com/brasil/2020-08-16/menina-de-10-anos-violentada-fara-aborto-legal-sob-alarde-de-conservadores-a-porta-do-hospital.html (acessado em 17 de agosto de 2020)

3 https://www.huffpostbrasil.com/2018/05/26/o-sim-para-a-legalizacao-do-aborto-e-as-imagens-da-comemoracao-das-mulheres-na-irlanda_a_23444154/ (acessado em 17 de agosto de 2020)

4 https://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_de_pensamento (acessado em 17 de agosto de 2020)

domingo, 16 de agosto de 2020

O evangelho ou “siga o fluxo”

Quer salvar vidas? Pregue o evangelho! Não tenha vergonha da Palavra da Verdade. Quer o templo abarrotado? Quer novas adesões? Fácil, siga o fluxo

Bíblia
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“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16)


Pr. Cleber Montes Moreira


Tem sido afirmado que vivemos um tempo de muitas adesões e poucas conversões no seio das igrejas. Isso é fato inegável, tanto que considero o meio dito evangélico como sendo um grande desafio missionário para este tempo. A multidão de não convertidos, misturada aos crentes, na membresia das igrejas, atesta tal realidade. Em função disso vemos membros se comportando como infiéis, dando péssimo testemunho e provocando escândalos. Eles estão em toda parte, em todos os setores da sociedade, ostentando o nome de Cristo, porém, vivendo em oposição aos Seus ensinos e valores. Como ilustração, lembro aqui aquele caso que ficou conhecido em todo o Brasil, em que deputados, ditos evangélicos, oram agradecendo a Deus pela propina recebida.

Em que a igreja está errando exatamente? Por que há entre nós tanta gente perdida? O assunto merece uma abordagem muito ampla, o que não farei aqui por questão de tempo e espaço, mas, em resumo, digo que a mensagem do evangelho tem sido substituída por mensagens e estratégias meramente humanas (para não dizer diabólicas). A prova disso é a quantidade de métodos e modelos de gerenciamento de igrejas e fórmulas para crescimento cada vez mais empregadas (há sempre alguém que se apresenta como descobridor da pólvora).

Pastores deixaram de pastorear para exercerem a função de CEO. O marketing das igrejas é aprimorado, mas o pastoreio de fato e o ensino da Sã Doutrina são abandonados. Veja, por exemplo, algumas frases em placas de igrejas: “Lugar de gente feliz”, “Lugar de gente feliz e ungida”, “Sempre pensando em te fazer feliz”, “Lugar de bênção”, “Lugar de vitórias e milagres”, “Casa de milagres”, “Igreja que ama você”, “Pare de sofrer”, “Uma fonte de prosperidade”. Numa outra está “A grande onda vai te pegar”. Isso me faz lembrar a publicidade de algumas grandes marcas, como Magazine Luíza que adotou o slogan “Vem Ser Feliz”. A Coca-Cola já usou “Abra a Felicidade”; o empresário Abílio Diniz, provocando concorrentes, chegou a dizer: “Agora, lugar de gente feliz é no Carrefour.” Há empresas especializadas neste tipo de marketing, que prestam assessoria às igrejas e cuidam da imagem do pastor, bispo ou apóstolo.

Uma certa igreja tirou o nome de sua denominação da fachada e colocou “Igreja da Cidade”. O motivo? Estratégia de marketing. Como fruto dessa propaganda, muitas igrejas estão se tornando menos bíblicas e mais inclusivas (no sentido secular do termo). Imagino o dia em que seminários substituirão a formação teológica pela de “Gestores Eclesiásticos”. Creia, isso não demora a acontecer.

A afirmação paulina deve ser objeto de reflexão: O evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”. Somente o evangelho, o puro e verdadeiro evangelho, e nada mais! Paulo estava pronto para anunciar o evangelho (Romanos 1:15). A mensagem confiada à igreja é o evangelho. O “IDE” de Jesus é para comunicar o evangelho. A fé vem pelo ouvir, e ouvir o evangelho. Nada no plano de Deus substitui o evangelho. Quem troca o evangelho por um método, estratégia ou fórmula faz a obra do diabo, e não a obra de Cristo. Por isso tenho dito: Ah, se a igreja fosse tão somente e simplesmente igreja e nada mais, certamente que a realidade seria outra, bem diferente da que enxergamos.

Há, diante do exposto, dois caminhos que as lideranças das igrejas devem observar e escolher, segundo o seu propósito: Quer salvar vidas? Pregue o evangelho! Não tenha vergonha da Palavra da Verdade. Quer seu templo abarrotado? Quer novas adesões? Fácil, siga o fluxo. No mundo há ótimas estratégias e modelos que você pode escolher. Sua escolha certamente será segundo a natureza de seu chamado.


NOTA: O problema que aqui considero não é o uso de estratégias e marketing, mas a finalidade do emprego destes expedientes em detrimento da direção do Espírito e abandono da Verdade.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Igreja ou prostíbulo?

 “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela.” (Mateus 7:13)

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Pr. Cleber Montes Moreira


O Pastor Neemias Santos Lima, em seu livro “Aos Olhos do Pai”, cita que em visita à Segunda Igreja Batista de Porto Velho, Rondônia, pôde ouvir do Pastor Márcio Hübner, então Secretário Executivo da Convenção Batista daquele Estado, uma história interessante a respeito daquela igreja: “Quando o templo foi construído, havia uma casa de prostituição cujo nome era Porta Larga. Para contrastar com essa realidade, a igreja fez o templo com a porta estreita.

Talvez aquela igreja quisesse ensinar para a sociedade que a porta do inferno é larga, enquanto a do céu é bem estreita, fazendo ecoar, assim, o ensino do próprio Cristo.

Quem quiser entrar para o reino de Deus deverá, sem dúvidas, andar por um caminho difícil e atravessar por uma porta estreita. Aqueles que desejam o mundo encontrão portas largas e escancaradas, andarão por avenidas asfaltadas e terão caminho livre para o inferno. O mundo oferece prazeres que satisfazem a carne, porém, quem deseja a vida eterna tem que mortificar a carne e rejeitar o mundo e suas ofertas. Por isso, a mensagem da igreja deve enfatizar o arrependimento e o nascimento para uma nova vida. Mas, é assim que ocorre hoje em dia?

Tenho visto muitas igrejas com portas bem largas. São igrejas que deixaram de ser igrejas, segundo a Bíblia, para se tornarem verdadeiros prostíbulos espirituais, promovendo qualquer coisa capaz de atrair pessoas para seus templos. Suavizam o evangelho, negociam princípios e doutrinas, promovem entretenimento, pregam sermões de autoajuda e fazem muitas outras coisas. Normalmente têm marketing bem agressivo.

É lamentável ver como algumas igrejas se esforçam para alargar o caminho. Por causa disso, elas estão com seus templos cheios de pessoas vazias; gente que encontra alegria passageira, experimenta emoções, que nutre algum tipo de fé, mas segue sem a experiência de uma conversão genuína. Gente crente, mas não cristã. Gente perdida andando por um caminho largo.

A porta de sua igreja é larga ou estreita? Digo da igreja, e não do templo. Sua mensagem é cristocêntrica ou antropocêntrica? Ou seja, é bíblica, ou adaptada para agradar e atrair pessoas? Esteja atento para não confundir igreja com prostíbulo. A diferença, neste caso, está na largura da porta.