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quinta-feira, 30 de julho de 2020

A ‘graça’ que tolera o erro é desgraça

Contrariando as Escrituras, muitas igrejas abandonaram a pregação contra o pecado e passaram a ostentar o que chamam de “cristianismo cheio de ‘graça’ e ‘acolhedor’”

Bíblia
Imagem: Pixabay


“Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.” (1 Coríntios 5:1,2)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Por causa de sua visão distorcida sobre a graça, a igreja em Corinto tolerava o pecado em seu seio, e fazia isso com certo orgulho. Da mesma forma, hoje, algumas igrejas, sob o viés de uma nova interpretação das Escrituras e a pretexto de amor e misericórdia, deixaram de cumprir a disciplina bíblica e adotaram uma postura de tolerância e inclusão que dá aos membros a liberdade de conservarem certas práticas pecaminosas. Alguns chamam isso, equivocadamente, de resiliência. Na verdade, trata-se de falsa espiritualidade que, com aparência de piedade, nada mais é que conformação com os padrões sociais vigentes, o que chamamos de mundanismo ou secularismo. Muitas igrejas locais, levadas por essa visão errada de cristianismo, passaram a estabelecer “novos diálogos” sobre certos temas, como o aborto, a aceitação de homossexuais na membresia, a relação da igreja com movimentos e ideologias político-sociais etc. Em decorrência disso, cresce, cada vez mais, o liberalismo em meio aos ditos evangélicos.

Assim como em Corinto, já não há tristeza quando o pecado se estabelece em meio aos crentes, mas, ao contrário, uma ostentação do que entendem ser um cristianismo cheio de “graça” e acolhedor. Não importando mais o arrependimento, todos são chamados como estão, sem necessidade de qualquer mudança ou transformação para a comunhão com um deus tolerante e perfeitamente moldado para atender, sob medida, aos anseios dos que sofrem, principalmente das minorias. Assim, pecadores não transformados — devassos, idólatras, maldizentes, alcoólatras, exploradores, corruptos etc. (v. 11) —, sentam-se à mesa da comunhão e comem, para a sua própria condenação, não discernindo o caráter do Corpo de Cristo.

Paulo encerra sua exortação dizendo: “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.” (v. 13). A graça que tolera o erro, é desgraça. Quando o assunto é pecado, não se deve fazer vista grossa. A disciplina é ensino bíblico e deve ser cumprida com amor e zelo, do contrário o fermento do mal contaminará toda a massa.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Noiva de Cristo ou amante do diabo?

Empunhando a bandeira do “amor” o movimento inclusivo propõe “novos diálogos”, um evangelho moldável, e uma igreja “acolhedora” e aculturada

noiva
Imagem: Pixabay


“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” (Efésios 5:11)

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


O cristianismo deve ser uma censura ao mundo, e não uma mesa de debates. Os princípios cristãos nunca devem ser relativizados a pretexto de uma postura de tolerância e entendimento com os diferentes. Há, entretanto, um movimento que se esforça neste sentido, por “novos diálogos”, por um evangelho inclusivo e por uma igreja sensível, que se amolda e se acultura ao contexto e valores sociais vigentes.

Este movimento é portador de um discurso estético, politicamente correto, sobre a necessidade da igreja dialogar com a sociedade sobre certos temas, como, por exemplo, aborto, ideologia de gênero, inclusão de LGBTQs, relações homoafetivas, teologia queer, novas configurações familiares, teologia negra, feminismo, direitos humanos e outros; como se fosse possível luz e trevas entrarem em acordo e firmarem consenso, como se os fundamentos cristãos pudessem ser adequados ou ressignificados a partir do entendimento comum entre as partes.

O argumento utilizado é quase sempre o amor. Para eles, o amor é a única doutrina, uma vez que tudo mais pode ser reinterpretado. Esta é uma tentativa diabólica de fazer a igreja relevante perante a sociedade, de produzir uma nova teologia a partir das ruas, de criar uma hermenêutica com base no pensamento de certas minorias e reimaginar a igreja. Isso nada mais é que parte de um esforço bem articulado para levar adiante um processo de desconstrução não só da igreja mas da própria sociedade, que passa pela quebra de paradigmas e conduz para um novo código moral que se contrapõe ao padrão divino ensinado nas Escrituras; é a criação de um novo deus, um novo evangelho, uma nova sociedade e uma nova religião. É pauta de uma agenda em andamento.

Este diálogo é falácia maligna, é estratégia das trevas. Deus não deixou sua igreja na Terra para se entender com o mundo senão para fazer discípulos de Cristo que venham a fazer jus ao nome cristão. A luz não comunga com as trevas, antes revela e condena suas más obras e desnuda o pecado; por isso os salvos são odiados (Mateus 24:9 — leia o contexto).

A verdadeira igreja é a noiva do Cordeiro que se preserva santa e irrepreensível (Efésios 5:27; Apocalipse 19:7). Ela não precisa ser reimaginada, deve ser igreja conforme o modelo bíblico, e capacitar os santos para cumprir seu papel de Sal e Luz. Igreja que busca consenso com o mundo não é igreja, é amante do diabo.


Abril de 2018

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A religião dos “amantes de si mesmos”

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano

narcisismo
Imagem: Pixabay

“Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2)


Pr. Cleber Montes Moreira


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.


Fevereiro de 2020

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Os homens dos “tempos trabalhosos” serão obstinados

Aquele que age impulsivamente, movido por paixões carnais, está sempre inclinado a se atirar no abismo. A obstinação inconsequente é como a pá na mão daquele que cava a própria cova

precipício
Imagem: Pixabay


“Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (2 Timóteo 3:4 — grifos do autor)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


Os homens dos tempos trabalhosos também serão propeteis (προπετεῖς). Na ACF “obstinados”, na NVI “precipitados”, na BKJA “inconsequentes”, e na NAA “atrevidos”. Conforme a Chave Linguística do Novo Testamento Grego, “alguém que cai antes ou adiante, obstinado, precipitado, alguém que está pronto a precipitar as coisas com linguagem ou ações ásperas”1. Segundo Champlim “são pessoas ousadas quando se entregam à maldade, visto que estão debaixo da influência e paixões descontroladas”2. Para Hernandes Dias Lopes é aquele “que não se detém diante de nada para obter seus propósitos”3. Esta característica descreve aqueles que agem impulsivamente, sem temor do perigo, e se atiram de cabeça em busca da realização de seus ideais e prazeres4.

Um exemplo bíblico de obstinação inconsequente foi o de Amnon, filho de Davi. Ele se apaixonou por sua irmã Tamar. Consumido por aquele desejo ardente e ilícito ele chegou a adoecer e emagrecer. Em vez de agir com a razão e repelir seus maus pensamentos, deu vazão ao sentimento carnal. Aconselhou-se com o sagaz Jonadabe, fingiu estar doente e pediu para ser atendido pela irmã para, no momento oportuno, abusar dela. O prazer momentâneo deu lugar a aversão por Tamar, e as consequências deste pecado marcou tragicamente a família de Davi (2 Samuel 13:1-17).

Este comportamento pode ser ilustrado pela esposa ou esposo, mãe ou pai de família, que se deixando levar por uma paixão se atira como que no escuro numa aventura amorosa, traindo o cônjuge e os filhos (se os tiver), sem medir as consequências deste ato em sua vida e na vida de seus familiares. A pessoa que assim age sabe que está cometendo um erro, porém, dominada por impulsos carnais, obstinada no seu intento, ousa seguir em frente independente dos prejuízos. Ela o faz por uma satisfação imediata e temporal, por prazer egoísta, por ser “amante de si mesma”. O resultado será decepção e sofrimento.

Um outro exemplo é o da pessoa que se precipita em contrair dívidas, que ama comprar, frequentar lugares caros, bancar os amigos, dar festas etc., que sempre tem o cartão de crédito consigo e extrapola seus limites, in-con-se-quen-te-men-te! Esta precipitação resulta em dívidas enormes, nome sujo e restrição do crédito, dentre outras coisas.

Você já falou algo do qual se arrependeu? Ou você conhece alguém que tem por hábito se precipitar no que fala? Um “sim” ou um “não” dito precipitadamente pode causar sérios prejuízos. Uma resposta impensada, áspera, ofensiva também pode resultar em grandes males. Também uma promessa não calculada, ou uma declaração inoportuna.

Aqueles que falam precipitadamente devem levar em conta o que diz o sábio: “Você viu alguém que é precipitado no falar? Há mais esperança para um tolo do que para ele” (Provérbios 29:20 — NAA). E o que age sem pensar deveria considerar que “Não é bom agir sem pensar; quem se precipita acaba pecando” (Provérbios 19:2 — NAA). Tiago nos exorta: “Vocês sabem estas coisas, meus amados irmãos. Cada um esteja pronto para ouvir, mas seja tardio para falar e tardio para ficar irado” (Tiago 1:19 — NAA).

O historiador grego Heródoto disse: “A precipitação é a mãe do fracasso.” A palavra precipitação vem de precipício. A pessoa precipitada é aquela que está sempre inclinada a se atirar no abismo. Sabe aquele provérbio português sobre “cavar a própria sepultura”? É exatamente o que faz a pessoa inconsequente.

Quanto mais se aproxima o tempo do fim, mais este comportamento se fará presente e intenso na sociedade, mas, infelizmente, também no seio religioso.

“Agir por impulso, é privilégio do insipiente. O sábio, é ponderado no pensar e no agir” (Edmilson Silveira).


1 Rienecker, Fritz – Rogers, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego, página 477, Vida Nova, São Paulo-SP, 1985.

2 Champlin, Russell Norman, Ph. D., Comentário Bíblico, Volume 5, página 387, Hagnos, 2001

3 Lopes, Dias Hernandes. 2 Timóteo, o Testamento de Paulo à Igreja, página 86, Hagnos, São Paulo, 2014.

4 STRONGS NT 4312: προπετής “caindo para a frente, de cabeça para baixo, inclinada, precipitada” https://biblehub.com/greek/4312.htm

Vivo, porém morto

Santidade e santarrice não combinam. Aquele cuja vida cristã é representativa, ainda que possa enganar a muitos, está totalmente exposto diante de Deus, daquele que sabe quem tem fama de vivo mas está morto

dia dos mortos
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“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela…” (2 Timóteo 3:5)

“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Mariana é dona de uma voz inconfundível. Quando louva o auditório silencia. Parece que o Céu desce à Terra. Certa noite, após o pastor pregar uma poderosa mensagem sobre “Como Deus cuida de Seus filhos”, o auditório, repleto, se emocionou ao ouvi-la entoar maviosamente: “Aflito e triste coração, Deus cuidará de ti! Por ti opera a Sua mão, que cuidará de ti […].”

Ao contrário da piedade aparente, a adoradora domingueira leva uma vida dupla: aos domingos, e em datas especiais, como casamentos e aniversários, canta na igreja, porém, aos sábados e dias de festas frequenta lugares inadequados para um cristão, bebe, e ainda posta em seus perfis nas redes sociais fotos e legendas que não condizem com a fé cristã. Certa ocasião postou um convite para um evento de universitários intitulado “Festa da Pinga”. No templo, santa, no mundo, profana; ostenta vida, mas está morta.

Mariana não é exceção. Ela nos revela um comportamento cada vez mais frequente entre os crentes, principalmente entre os mais jovens: “um pé na igreja, outro no mundo”, como se pudessem ao mesmo tempo servir Cristo e satisfazer a carne, desconsiderando a exortação que diz: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4).

Para aqueles que acham que “brincar de crente” é muito divertido, fica a advertência: Santidade e santarrice não combinam. O hipócrita — aquele cuja vida cristã é representativa — pode enganar a muitos, mas não a Deus. Ele conhece as obras de cada um, e sabe quem tem fama de vivo mas está morto. Pense nisso!

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Pastores e o “Armário Teológico”

Teólogos, pastores e líderes há que abandonaram a teologia conservadora e as interpretações bíblicas históricas; eles e assumiram publicamente novas convicções; trocaram a fé tradicional pela chamada Teologia Inclusiva, e adotaram um novo posicionamento em relação a temas basilares da fé cristã. Outros, porém, por algum motivo, continuam no “armário teológico”

armário
Imagem: Pixabay


“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela…”(2 Timóteo 3:5)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

A expressão “sair do armário” é tradução da gíria americana “come out of the closet”, que teria surgido a partir de outras duas expressões. Nos séculos 19 e 20, “come out” (“sair”, “surgir”, “se revelar”) era usado quando os pais organizavam os famosos bailes de debutantes que serviam para apresentar as adolescentes à sociedade. Era nestas festas de quinze anos que as meninas “se revelavam” adultas. Já a expressão “skeletons in the closet” (“esqueletos no armário”) era usada como sinônimo de algum segredo vexaminoso. Foi assim que “come out of the closet” passou a ser uma metáfora para aqueles que assumiam a homossexualidade, ou, como se diz hoje em dia, a sua “orientação sexual” ou “identidade de gênero”.

Creio que “sair do armário” seja uma expressão também adequada para ser usada em relação àqueles que resolveram sair do “armário teológico”, ou seja, abandonaram a teologia conservadora e as interpretações bíblicas históricas e assumiram publicamente outras convicções. Muitos líderes e autoridades religiosas — teólogos, pastores, padres etc. — têm trocado a fé tradicional pela chamada Teologia Inclusiva. Adotaram um novo posicionamento em relação a temas como pecado, arrependimento, novo nascimento, amor, justiça etc., e passaram a sustentar um discurso complacente em relação a certos valores e comportamentos. Algumas práticas antes consideradas pecaminosas agora são aceitas como sendo normais, dentre elas comportamentos (ou “orientações”) sexuais alternativas ao padrão tradicional. Para fundamentar “biblicamente” tais padrões resolveram ignorar, revisar ou ressignificar certos textos bíblicos e estabeleceram uma nova hermenêutica em que a Bíblia passou a ser interpretada não mais a partir da perspectiva de Seu Autor, mas das experiências, anseios e conveniências humanas. Eles passaram a fazer a “leitura pública da Bíblia” que consiste em sua interpretação a partir de certos grupos sociais: LTGBTs, mulheres (feministas), negros, indígenas e outros, sempre tratando de adequar os “mandamentos” às suas demandas. Certos textos, principalmente dentre os escritos paulinos, passaram a ser considerados “interditivos” de mulheres e homossexuais. Por esta nova leitura a Palavra de Deus deixou de ser normativa, e assumiu posição de submissão à Teologia Inclusiva para servir às suas finalidades.

Estes pastores que saíram do armário teológico, porque adotaram uma postura “politicamente correta” têm encontrado espaço na mídia e atraído multidões. Para os pecadores nada melhor que este “evangelho” que ao mesmo tempo em que autoriza o viver na carne aplaca suas consciências em relação a Deus. É como se a Nicodemos não tivesse sido dito “que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3), nem à mulher adúltera “vai-te, e não peques mais”, (João 8:11), ou que João Batista e Jesus não tivessem iniciado seus ministérios com uma exortação ao arrependimento (Mateus 3:3; 4:17), ou ainda que não houvesse nas Escrituras nenhuma exigência à santidade, porque à luz desta teologia, como seus expoentes ensinam, o único pecado é “não amar”.

Muitos pastores que têm saído do armário teológico expõem suas ‘convicções inclusivas’ a partir de seus púlpitos e por meio de todas as mídias possíveis; escrevem livros, promovem congressos e festivais, criam páginas e blogs onde publicam seus textos, coordenam movimentos etc. Geralmente investem e conseguem exercer grande influência sobre os mais jovens. Por isso muitas igrejas com perfil histórico se desviaram da Sã Doutrina, se desligaram ou foram desligadas de suas denominações, e passaram a interagir com outras igrejas e movimentos inclusivos. Outras ainda estão no rol de denominações históricas, mas sem compromisso doutrinário e teológico. É o caso de algumas igrejas onde pastores inclusivos, LGBTs, teólogos feministas, defensores do aborto, dentre outros, têm trânsito livre para pregar e ensinar.

Apesar da naturalidade como alguns pastores estão “saindo do armário” — de fato perderam a vergonha —, há outros que, mesmo abraçando tais convicções, não tiveram, ainda, a mesma coragem. Eles continuam no “armário teológico”. Alguns, talvez, estejam também naquele outro “armário”. Sei de pastores que não tendo assumido publicamente a Teologia Inclusiva procuram se cercar de ministros auxiliares (indicados por eles mesmos) e líderes inclusivos. Alguns encenam uma performance conservadora, porém agem sutilmente por meio de seu corpo de líderes para perverter a doutrina e desviar suas igrejas — tudo é uma questão de tempo. Por que eles continuam no armário? Talvez não haja uma única resposta, mas, provavelmente, por alguma conveniência ainda não tenham “se revelado”: porque estão numa zona de conforto, pastoreando boas igrejas e ganhando ótimos salários; porque ocupam cargos denominacionais e fazem de sua posição instrumento de militância (ainda que velada); porque não querem se indispor com líderes conservadores na igreja ou denominação; porque “ainda não é hora”; ou por outros motivos.

Os pastores (e outros líderes) inclusivos que ainda não “saíram do armário”, por causa de sua dissimulação — muitos até travestidos de conservadores —, são um enorme perigo porque que agem de modo articulado e estratégico, quase que imperceptivelmente, para desconstruir valores e apresentar às suas igrejas, por meio de um discurso suave e “contextualizado”, um “evangelho” palatável e adequado às suas convicções e intenções sórdidas. Tenham cuidado, “pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Judas 1:4 — NVI).


Setembro de 2019


domingo, 19 de julho de 2020

Discurso fraudulento

A enganosa Teologia Inclusiva considera o “amor” como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando a fé, o arrependimento e o novo nascimento, afrontando a cruz e blasfemando contra o Salvador, ensinando que qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo

bandeira inclusiva
Imagem: Pixabay

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Na época em que ocorreu o acidente que vitimou o jornalista Ricardo Boechat, um pastor evangélico progressista publicou numa rede social:

“Ainda sobre o Boechat, alguns estão perguntando: ‘Adianta ter amor ao próximo e não acreditar em Deus?’ Gente! Ter amor ao próximo é acreditar em Deus!”

A teologia Inclusiva considera o amor como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando exigências bíblicas como o arrependimento e o novo nascimento. Assim, qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo. Esta “teologia” (entre aspas mesmo), exalta a liberdade e despreza a cruz, debocha do evangelho, barateia a graça, torna desnecessária a obra de Cristo, e zomba do próprio Deus porque apresenta uma mentira travestida de verdade. Para não dizer que rasgam a Bíblia, os teólogos inclusivos ressignificam sua mensagem para adequá-la aos interesses humanos e aplacar as consciências em relação ao pecado. Aqueles que defendem os valores do verdadeiro evangelho são tidos como “puritanos e castradores” que proferem uma “repetição infinda de velhas fórmulas moralistas, que escravizam as pessoas, em vez de libertá-las”.1

Nada mais perigoso que essa mentira travestida de verdade. É como se dissessem: “Evitem a porta estreita, nela há falso moralismo, muitas exigências inúteis, e o caminho é muito difícil. Entrem pela porta larga onde não há legalismos, onde sua liberdade não será tolhida, onde o “evangelho” é suave e sua vida não será importunada.” Quer coisa melhor que um evangelho atrativo e sem a exigência da cruz? (Lucas 9:23)

“Se você ama, tudo bem, nada mais importa, você está salvo!” Esta é a mensagem que gera ateus evangélicos, crentes num deus a seu gosto, guiados por uma “verdade” aprisionadora — mas que lhes dá uma falsa sensação de liberdade — e orientados por uma “bíblia” cuja leitura e entendimento se dá a partir dos anseios das pessoas, especialmente de certas minorias.

“Ter amor ao próximo é acreditar em Deus” é um discurso fraudulento, construído pelo inimigo mais sutil e ardiloso — Satanás — cujo propósito é alargar a porta do inferno.


1 http://teologiainclusiva.blogspot.com/ (acessado em 18 de fevereiro de 2019)

sábado, 18 de julho de 2020

“Todo amor é sagrado”?

Qualquer ‘amor’ que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser ‘sagrado’

balões
Imagem: Pixabay


“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…” (João 15:10 — ACF)


Pr. Cleber Montes Moreira


Em seu perfil no Facebook uma igreja inclusiva divulgou uma imagem com a seguinte frase: “Todo amor é sagrado”1. Certamente que do ponto de vista desta sociedade decadente, amoldada ao “politicamente correto”, onde o principal valor é “seguir a voz do coração”, esta é uma afirmação muito bonita e suave aos ouvidos. Nada mais encantador que um discurso que versa sobre amor, principalmente se este for um discurso religioso, proferido em nome de Deus e tendo como base algum texto (por pretexto) das Escrituras. Não é sem motivo que atualmente este seja o tema predileto dos profetas do engano.

Será mesmo verdadeira a afirmação de que “todo amor é sagrado”? Esta pergunta deve ser respondida com base na Palavra de Deus, a regra de fé e prática de qualquer cristão autêntico, fora da qual não há nenhuma base confiável e normativa para a vida cristã. A Bíblia é inerrante e suficiente; não há outra fonte de revelação digna de total confiança, e por isso nenhuma outra palavra poderá substituir ou ser colocada em igualdade com a Palavra da Verdade. É nela que conhecemos o amor do Pai, bem como, por meio deste perfeito amor, somos chamados e ensinados sobre o modo como devemos amar a Deus e ao próximo.

Jesus nos adverte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (João 15:10 — ACF). Por meio de João, o Pai nos fala:“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:3-6 — ACF). O texto sagrado afirma que quem realmente conhece a Deus é aquele que guarda os seus mandamentos, que naquele que guarda a Sua Palavra (ensinos/mandamentos) o amor de Deus é aperfeiçoado, e que quem permanece verdadeiramente nele é aquele que anda como Ele (Jesus) andou.

Está claro que não existe amor puro, verdadeiro, que exclua a necessidade de obediência aos mandamentos de Deus explícitos na Bíblia. O critério do amor é este: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra…” De outro modo, “Quem não me ama não guarda as minhas palavras…” (João 14:23,24 — ACF). Assim percebemos que é impossível amar verdadeiramente sem antes amar a Deus, pois é o amor de Deus em nós que nos faz obedecer à Sua Palavra, que rege nossas vidas, incluindo, é claro, nossos relacionamentos. Qualquer ‘amor’ que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser amor verdadeiro.

O “evangelho paz e amor” pode ser muito agradável, mas não se engane, ele não é o poder de Deus para salvar, mas a mentira do diabo para enredar pessoas. Este amor celebrado pela religião inclusiva exalta a carne, autoriza o pecado e em nada opera para o bem; trata de um amor corrompido, hedonista, reprovado por Deus, que escraviza, que desonra corpos… nada mais é que um sentimento egoísta travestido de amor. É o amor daqueles que se desviaram da fé, conforme Paulo já nos adivertiu: “Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2 — ACF).

Nada que esteja fora do padrão estabelecido por Deus em Sua palavra pode ser chamado de “sagrado”, nem mesmo aquilo que muita gente insiste em chamar de “amor”. Pense nisso!


1 https://www.facebook.com/ibacolher/photos/a.535725653433963/1081702915502898

domingo, 12 de julho de 2020

Os “Theybies” e a sociedade decadente

Menino ou menina? Os “Theybies” refletem uma sociedade decadente: cega, desobediente a Deus e pervertida

criança
Imagem: Pixabay

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27 – grifo do autor)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Você sabe quem são os “theybies”? No dia 16 de fevereiro de 2019, aconteceu a festa do primeiro aniversário de Sparrow Dennis. A decoração foi toda em roxo e azul-petróleo, e a criança estava vestida com calça azul e blusa rosa. O detalhe é que pouca gente sabe se Sparrow é menino ou menina. É que a família, seguindo uma tendência crescente em várias partes do mundo, resolveu educar Sparrow como sendo de “gênero indefinido”. Segundo informações do jornal Wcnc.com, na certidão de nascimento de Sparrow o campo “sexo” está como “desconhecido”. O nome cunhado em inglês para crianças neutras é “theyby”. O movimento denominado de “gender-neutral” propõe que bebês de zero a 4 anos não sejam chamados de meninos ou meninas. Segundo a “neutralização de gênero”, as crianças devem “escolher” o gênero sem “interferências externas”. Para se referirem aos filhos, os pais não usam as palavras baby ou babies (bebê ou bebês), mas os pronomes indefinidos “they” e “them”1 (ele ou ela, e eles ou elas em português).

Em 2011, um casal de Toronto, no Canadá, virou notícia ao revelar que decidiu criar seu filho, Storn, sem relevar seu gênero. Uma família americana também chamou a atenção da imprensa pelo modo como decidiu educar seus filhos. Para Callie e Caleb Glorioso-Mays as crianças devem ser livres de estereótipos, e nada deve ser determinado como sendo do universo masculino ou feminino. O menino de 5 anos gosta de usar arco no cabelo e roupas femininas, já a menina de 1 ano veste roupas masculinas. Só nos Estados Unidos, existem cerca de quase 400 famílias “Parenting Theybies” (como são chamadas as famílias que decidem por bebês “sem gênero”).

A Suprema Corte da Austrália decidiu em 2014 que, além dos sexos feminino e masculino, um neutro poderia constar nas certidões de nascimento. A categoria foi chamada de non-specific, ou seja, ‘indefinido’. Em Malta, desde 2015 que a indicação do gênero de uma criança na certidão de nascimento pode ser adiada até que ela se defina. No Canadá, a partir de 2017, as certidões de nascimento e os passaportes passaram a conter a opção “X” além de ‘masculino’ e ‘feminino’. Na Alemanha, em 14 de novembro de 2018, a Câmara dos Deputados decidiu que pessoas do chamado “terceiro gênero” podem ser registradas como “intersexuais” ou terem a definição de gênero omitida em suas certidões de nascimento. Em 2018 Nova York também aprovou a opção do “terceiro gênero” nas certidões de nascimento. Na Nova Zelândia é possível registrar uma criança como sendo de gênero “indeterminado”, “intersexual” ou “inespecífico”. Nepal, Paquistão, Bangladesh, Índia e outros países também já aprovaram leis sobre o “terceiro gênero”. No Brasil tramitam alguns Projetos de Leis semelhantes, dentre eles o PL 5255/2016 de autoria da ex-deputada Laura Carneiro, que “Acrescenta § 4º ao art. 54 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que ‘dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências’ a fim de disciplinar o registro civil do recém-nascido sob o estado de intersexo.”2

Uma matéria publicada no Portal IG em 20123, intitulada “Filosofia polêmica propõe educar crianças fora de padrões de gênero”, explica que “Pais adeptos da ‘criação de gênero neutro’ permitem aos filhos usar roupas de fada e às garotas experimentar vivências tidas como masculinas.” Na mesma matéria, lemos:

Um dos casos mais polêmicos foi o de Sasha Laxton. Por cinco anos, os pais se recusaram a revelar o sexo da criança. No início deste ano (2012), na iminência do ingresso na escola, o casal finalmente contou que Sasha é um menino. No cartão de Natal enviado pela família nas últimas festas, ele aparece vestido de fada.

Em 2010, Angelina Jolie declarou sobre sua filha Shiloh Jolie-Pitt, à revista Vanity Fair: “Ela quer ser um garoto, então tivemos que cortar o cabelo dela”. Em junho de 2017, um site sobre famosos informou: “Filha de Angelina Jolie e Brad Pitt, Shiloh inicia processo de mudança de sexo.”4

Os teóricos da Ideologia de Gênero, também chamada por alguns de “Ideologia da Ausência de Sexo”, afirmam que ninguém nasce homem ou mulher, e que os gêneros, bem como os “papéis de gênero” que decorrem das diferenças de sexos, são construções culturais e sociais. Judith Butler, em seu livro Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (Questão de gênero: o feminismo e a subversão da identidade), afirma que “o gênero é uma construção cultural; por isso não é nem resultado causal do sexo, nem tão aparentemente fixo como o sexo”. Na mesma obra, Butler ainda defende que “homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino tanto um corpo masculino como um feminino”.5 Os teóricos da Ideologia de Gênero defendem que além dos gêneros masculino e feminino existem “outros gêneros”, e que qualquer pessoa pode escolher um desses “outros gêneros”, ou mesmo alguns desses “outros gêneros” simultaneamente.6

Cisgênero, agênero, gênero fluido, transgênero, intersexual, pansexual… Quantos gêneros existem? Não se sabe ao certo, mas a confusão parece não ter limites. Algumas fontes falam em 52, 56, 70, e até mais de 100 gêneros. Em 2017 O Globo publicou matéria intitulada: “Com 37 opções de sexualidade, Tinder tem 250 mil novos encontros em 6 meses.”7 Basta uma simples busca pelo Google e logo aparecem sites “especializados” no assunto, alguns com listas imensas de “gêneros” que nunca ouvimos falar.

Os “Theybies” são fruto de uma geração em rebeldia contra o Criador, que se obscurece em sua falsa sabedoria, que muda a verdade de Deus em mentira, e por isso está entregue à concupiscência e à sua própria desonra (Romanos 1). Os “Theybies” refletem uma sociedade decadente, governada pelo próprio Satanás, o deus deste século que cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus (2 Coríntios 4:4). O pecado é uma ofensa ao Criador, e também uma violência contra a criatura. Pense nisso!


1 Pronomes usados para se referir a uma pessoa quando você quer evitar dizer “ele” ou “ela”, ou quando você não sabe se a pessoa é do sexo masculino ou feminino.

2 https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2084195 (acessado em 22 de fevereiro de 2019). O texto do PL pode ser baixado em pdf neste link: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=4991146365BD3AC3DAD6E72F2EDD52A4.proposicoesWebExterno1?codteor=1456906&filename=PL+5255/2016

3 https://delas.ig.com.br/filhos/2012-09-15/criacao-de-genero-neutro.html (acessado em 22 de fevereiro de 2019)

4 http://www.purepeople.com.br/noticia/filha-de-angelina-jolie-e-brad-pitt-shiloh-faz-tratamento-para-mudanca-de-sexo_a183392/1 (acessado em 22 de fevereiro de 2019)

5 Com informações de https://www.semprefamilia.com.br/o-que-e-ideologia-de-genero/ (acessado em 22 de fevereiro de 20019)

6 Com informações do site http://sofos.wikidot.com/ideologia-de-genero (acessado em 22 de fevereiro de 2012)

7 https://oglobo.globo.com/economia/com-37-opcoes-de-sexualidade-tinder-tem-250-mil-novos-encontros-em-6-meses-1-21056701 (acessado em 22 de fevereiro de 2019)

sábado, 11 de julho de 2020

Os homens dos “tempos trabalhosos” serão traidores

Estar no seio da igreja, seja apenas como membro, líder, mestre ou formador de opinião, e trair a Cristo negando seus ensinos é também uma das características deste tempo de apostasia da fé

Judas
Imagam de Falco. Fonte: Pixabay

“Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (2 Timóteo 3:4 — grifos do autor)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Os homens dos tempos trabalhosos serão prodótai (προδόται), traidores, traiçoeiros. O termo indica ainda, dentre outras coisas, os informantes, delatores, entreguistas. Segundo Fritz Rienecker e Cleon Rogers “a palavra era usada para as pessoas que traíam seu país, ou que faltavam com um juramento, ou, ainda, para as pessoas que abandonavam outras em perigo”1. Em Lucas 6:16 o termo é usado para Judas Iscariotes, que entregou o Senhor por 30 moedas de prata.

A história está cheia de traidores anônimos e famosos. Dentre eles destaco Marcus Junius Brutus (Roma, 44 a.C), que alcançou fama por trair seu pai adotivo. Quando o imperador romano Júlio César foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo, Brutus se uniu a outro traidor, o general Cássio Longinus, para tomar o poder. Ele fez parte do complô que resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes, e proferiu a frase que ficou eternizada na história, e que hoje é usada para significar a traição de um falso amigo: “Até tu, Brutus, filho meu?”

“Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras” (2 Timóteo 4:14,15). Historiadores afirmam que foi Alexandre, o latoeiro, quem delatou Paulo, o que culminou em sua segunda prisão em Roma e consequentemente o martírio.

Segundo Jesus, os salvos também seriam traídos: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21:16,17).

Como Paulo escreve sobre desvios no meio religioso, ou seja, de dentro para fora, é de se esperar que os traidores deste tempo estejam também dentro das igrejas. A apostasia da fé é uma das piores traições.

Neste tempo de grande confusão, de disseminação de tantas heresias, é importante considerar o que escreveu Judas em sua carta: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 1:4 — ACF). Na Nova Almeida Atualizada (NAA), o mesmo texto está assim: “Pois certos indivíduos, cuja sentença de condenação foi promulgada há muito tempo, se infiltraram no meio de vocês sem serem notados. São pessoas ímpias, que transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (grifo do autor). Observem: “se infiltraram no meio de vocês sem serem notados.” Muitos traidores estão nos púlpitos das igrejas, ensinando nos seminários, liderando jovens, escrevendo livros supostamente cristãos, palestrando em eventos evangélicos etc., transformando a graça de Deus em libertinagem e negando Jesus Cristo e seus ensinos.

Sua ação é sutil, velada, mas nefasta. Eles distorcem a Sã doutrina utilizando um discurso politicamente correto, falando de amor, tolerância, justiça, igualdade etc. Trata-se de uma traição que surge de dentro dos arraiais evangélicos, que tem por objetivo implodir a fé cristã autêntica (doutrina dos apóstolos), oferecendo ao povo um evangelho palatável, saciando os que têm comichão nos ouvidos e desencaminhando os neófitos. Um exemplo deste comportamento é um print que recebi de uma postagem de um pastor de uma denominação histórica em que divulga o livro “Vocação para a Igualdade”2, da Igreja Batista do Pinheiro, do qual é coautor, lançado pela Editora Novos Diálogos, que conforme a sinopse no site da própria igreja “reúne reflexões bíblicas e teológicas, análises e relatos da história da IBP sobre o acolhimento de pessoas homoafetivas na comunidade de fé”. André Musskopf, teólogo luterano, gay, autor de vários livros, dentre eles “Viadagens Teológicas”3, sobre o livro “Vocação para a Igualdade”, depôs: “Este é um testemunho sobre a capacidade de transformação de uma comunidade orientada por suas crenças religiosas e atenta aos movimentos da vida, à população LGBTI+ e à diversidade sexual de gênero como expressão de liberdade e beleza.”4 Paulo Nascimento, em resenha do livro, afirmou que “o amor e o acolhimento prevaleceram sobre a frieza da doutrina e sobre as interpretações literais da Bíblia”5. Este não é um caso isolado, há uma militância forte, muito ativa, que pode ser percebida principalmente pelos posts e artigos em redes sociais, engajada, produzindo conteúdos supostamente bíblicos mas contrários à fé cristã.

Estes que pervertem a doutrina são os “inimigos da cruz de Cristo”, sobre os quais Paulo afirmou: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição” (Filipenses 3:18,19). Eles são os que “promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes”. Por isso, “desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples.” (Romanos 16:17,18).

Em tempos trabalhosos devemos observar com atenção a exortação paulina: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8); “Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:5).


1 Rienecker, Fritz – Rogers, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego, página 477, Vida Nova, São Paulo-SP, 1985.

2 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3023005544380898&set=a.211003665581114&type=3&theater (acessado em 26 de setembro de 2019)

3 http://andremusskopf.blogspot.com/2012/04/sobre-as-viadagens-teologicas-um-mimo.html (acessado em 26 de setembro de 2019)

4 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2696179563727184&set=a.859194720759020&type=3&theater (acessado em 26 de setembro de 2019)

5 https://www.youtube.com/watch?v=CD7-vMTdLhQ (acessado em 26 de setembro de 2019)

O carro ou a neta?

O apego às coisas materiais é uma das características mais fortes desta sociedade afastada de Deus; priorizar as coisas em detrimento de pessoas é uma marca reveladora da ausência de Cristo na vida. Ou somos reconhecidos como discípulos do Mestre, por imitá-lo, inclusive no amor, ou o negamos por um padrão oposto aos seus ensinos

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Imagem: Pixabay

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


Presenciei um episódio em que uma neta ligou para o avô pedindo que a buscasse na escola. Naquela tarde havia chovido bastante, e a menina disse que estava toda molhada. O avô pronunciou algumas palavras ríspidas, desligou o telefone e comentou zangado: “Se ela pensa que vai entrar no meu carro molhada, está enganada!” Após ouvir tal coisa passei a refletir sobre como temos priorizado coisas menores em detrimento das que são realmente importantes. Também pensei sobre qual tem sido o tratamento frequente daquele homem para com sua neta, bem como que tipo de lembrança ela terá dele no futuro. Certamente que se recordará de um dia em que seu avô se recusou a deixá-la entrar em seu carro, só porque estava molhada da chuva. Confesso que quis ser, ao menos por uns minutos, o avô daquela menina, ir buscá-la e levá-la para o conforto do lar. O carro? Eu não tenho um carro novo, mas se tivesse que diferença isso faria? Certamente que abriria a porta e a deixaria entrar sem me importar com o estofado. Os bens materiais são para que nos sirvamos deles, as pessoas para serem amadas. Quem faz o contrário quebra o grande mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Marcos 12:31). E, se devemos amar o próximo, os mais próximos são os nossos familiares. Portanto, o amor começa em casa.

O que você tem escolhido amar? O carro ou a neta? Os bens materiais ou as pessoas? Quais são os verdadeiros tesouros guardados em seu coração? O amor, não pelas coisas mas pelas pessoas, é a maior característica do cristão. Pense nisso!

 

 

Fato ocorrido em 2015.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

“Nossa religião é o amor”: a estratégia do diabo para enredar pessoas

Seria o “amor” como religião eficaz e suficiente para reconciliar o homem com Deus? Neste caso, qual o papel de Jesus nesta chamada “religião do amor”?

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Imagem: Pixabay

“Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10)


Pr. Cleber Montes Moreira


Pastores lacradores gostam de usar frases de efeito. Esses dias um deles escreveu um texto cheio de expressões da Teologia Inclusiva e, dentre outras coisas, afirmou: “Nossa religião é o amor”. Esta mesma afirmação já foi feita por outros evangélicos, mas também por médiuns, filósofos e até ateus. Um twitteiro postou: “Minha religião é o amor, e eu não sigo regras, sigo meu coração.” Uma blogueira escreveu: “Faça do amor também sua religião!” Num texto de exaltação a Santa Sara Kali (padroeira dos ciganos), o articulista escreveu: “Sabiamente seus seguidores ensinam ‘Nossa religião é o Amor!’, pois a felicidade destas pessoas é viver sem prisões ou rótulos…” Um pastor inclusivo, já falecido, num de seus sermões declarou: “Nossa igreja é a igreja do amor”. Um outro escreveu um livro em que apresenta o amor como “uma atitude política revolucionária”, onde trata da ética a partir desse “amor” e não da Palavra de Deus, pelo menos não a partir de sua interpretação tradicional. Esses pastores consideram que é preciso “romper com o tradicionalismo moralístico envernizado de fé cristã”, modo como tratam a fé daqueles que consideram “tradicionalistas”, “moralistas”, “intolerantes” etc. Tudo o que se opõe ao discurso do “amor” é considerado como expressão de ódio. Eles dizem que “o amor é libertário”, porém tal “liberdade” nada mais é que permissividade, uma vez que este “amor” tudo consente. Prova disso é o que afirma Alexandre Feitosa em seu livro “O Prêmio do Amor” (Editora Oásis), páginas 41 e 42: “Não há argumentos que tornem ilegítimas as uniões homoafetivas diante das Escrituras visto que contra o amor não há lei!” Assim a “religião do amor” é a religião do “tudo pode” — desde que feito com ou por “amor” —, daqueles que “convertem em dissolução a graça de Deus” (Judas 1:4).

Considerando a etimologia da palavra religião, afirmar que “nossa religião é o amor” significa dizer que o homem é (re)ligado a Deus pelo “amor”, ou, pelo menos, pelo que consideram ser o “amor”. Assim o “amor” é tido como elemento que viabiliza a salvação. Talvez por isso certo pregador tenha dito que se alguém é capaz de amar, não importando se religioso ou ateu, nem a sua condição moral etc., esta pessoa está salva. Em outras palavras, se alguém é capaz de amar, mesmo que não confesse Cristo como seu Senhor e Salvador, mesmo que não tenha a experiência do arrependimento e do novo nascimento, e ainda que não viva orientado pelo Espírito de Deus (Lucas 3:8; Gálatas 5:16) está salvo. Apesar de condenarem o “tradicionalismo”, os pregadores inclusivos seguem uma nova (mas antiga) tradição que como o religiosismo judaico invalida as Escrituras: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!” (Marcos 7:9 — NVI).

Porque no discurso e na prática os teólogos inclusivos consideram a suficiência do amor para (re)ligar a pessoa a Deus, Jesus Cristo passou a ocupar em sua teologia um lugar “estético”, de coadjuvante, muitas vezes exercendo papel de defensor dos “excluídos”. Eles não somente desprezam o Salvador e recusam o evangelho genuíno como único poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16), mas também a Bíblia como normativa para a vida cristã por considerarem certos textos “opressores” e/ou “interditivos”.

O verdadeiro amor é fruto da vida com Deus, e não instrumento de salvação. Jesus Cristo continua sendo, e sempre será, o único nome, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12). Apenas Ele tem o poder para reconciliar — (re)ligar — o homem com Deus (Romanos 5:10). Portanto, dizer que “nossa religião é o amor” pode até ser um discurso bonito, mas é estratégia do diabo para enredar pessoas. Pense nisso!

 

Em 02 de outubro de 2019

terça-feira, 7 de julho de 2020

Os ‘macumbagélicos’, um povo não alcançado

Em razão da apostasia da fé destes tempos trabalhosos, certos evangélicos se tornam cada vez mais num campo missionário; evangelizá-los é um desafio urgente

vassouras
Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


Sempre recebo vídeos e/ou links de postagens sobre atrações do circo gospel, algumas repetidas, outras consagradas, e também novidades. Desde pastores ungindo água no monte, profetisa com manto vermelho ostentando poder, pessoas se acotovelando para tocar na “arca da aliança”, apóstolos consagrando vassouras, lideres oferecendo cursos destoados da Bíblia sobre “batalha espiritual”, igrejas com bloco no carnaval, até performances ousadas de crentes no “picadeiro da fé” (isso porque não dá pra chamar certos ajuntamentos de igreja).

Recebi um vídeo de (in)fiéis rodopiando num “terreiro” ‘macumbagélico’. Bem, eu não encontrei um nome apropriado para aquele lugar onde “em nome do Senhor” pessoas pulavam e dançavam — prática apelidada de “reteté gospel” —, como se estivessem em transe (falo sem a intenção de ofender aos afro-religiosos). Histeria pura, como ainda não tinha visto. Não sei se estavam possuídas, ou se buscavam seus quinze minutos de fama. Seja como for, este é um retrato fiel da realidade caótica deste universo de “evangélicos sem o evangelho”, já denominados por alguns de “cristambeiros”. Eles não são sal, são mundo; não são luz, são trevas, e precisam urgentemente ser evangelizados. Quem sabe no futuro envidaremos esforços para fazer missões entre os ‘macumbagélicos’, um povo não ainda alcançado?! Afinal, o Senhor mandou: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).


Julho de 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Jesus Coach

A Teologia do Coaching é artimanha maligna que corrompe a igreja; projeta a imagem de um falso cristo por meio de um evangelho empacotado, e serve a interesses obscuros de falsos líderes

coaching
Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


Texto: Mateus 4:18-22 – Bíblia de Estudo Coach1


E Jesus, bem cedinho, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais passaram toda a noite no mar lançando suas redes, porém, sem nada apanhar. Ele lhes disse: “Cansados de tanto trabalho sem resultado satisfatório? Desejosos de experimentar o verdadeiro sucesso? Venham, aprendam comigo, e vocês serão pescadores de homens.” E eles, deixando as redes, seguiram o Senhor. Mais adiante, Ele viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu, que estavam com o pai num barco consertando suas redes. Ele os chamou, e eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, acompanharam o Mestre, que lhes explicou:


Vocês serão capacitados…

✅ Para atuarem como Líderes Mentores e Coach em suas futuras igrejas, elevando a sua Performance de Gestão e liderança.

✅ Para orientar e ajudar outras pessoas ampliarem sua visão, e capacitá-las nas diversas áreas da vida, tanto secular quanto espiritual, para que atinjam suas metas, conquistem seus sonhos e sintam-se realizadas.

✅ Para criarem novas Estruturas Eclesiásticas, contextualizadas, flexíveis às mudanças de valores e comportamentos.


Vocês ainda aprenderão sobre:

✅ Estilos de liderança.

✅ Técnicas de Programação Neurolinguística (PNL).

✅ Como eliminar ANCORAS e a auto sabotagem que impedem a realização de seus sonhos e objetivos.

✅ Desenvolvimento de liderança auto-responsável e controle da situação.

✅ Produtividade e Multiplicação.

✅ Relacionamentos Multiplicadores.

✅ Como criar um ambiente de “comunhão” para maior produtividade.

✅ Técnicas de Engajamento.

✅ Resolução de Conflitos.

✅ Liderança emocional.

✅ Técnicas de Gestão de pessoas.


Objetivos: Sair da vida comum, liderar pessoas, formar novos líderes e expandir o empreendimento por todo o mundo por meio do coaching.


É natural que mercenários da fé, obcecados pelo sucesso, troquem o Jesus da Bíblia e seu Evangelho pelo Jesus Coach.

 

 

Julho de 2019


1 Versão bíblica fictícia.