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quarta-feira, 29 de julho de 2020

“Miga, lacrei”

Lobos não podem ser tratados como ovelhas (Mateus 7:15; Atos 20:29). Somos advertidos a resisti-los, e não a tirarmos selfies com eles

Bíblia
Bíblia aberta: Romanos 16:17


“Desviai-vos deles.” (Romanos 16:17)


Pr. Cleber Montes Moreira


A frase título desta reflexão foi tomada de um comentário de uma foto publicada em redes sociais na qual um jovem, de uma igreja evangélica histórica, bacharel em Teologia, aparece ao lado de um teólogo gay. A foto foi tirada durante um evento conhecido como Festival Reimaginar, o qual acontece em várias cidades brasileiras, onde são debatidos temas como Direitos Humanos, violência, racismo, ecologia, missão e espiritualidade, Igreja, Diversidades e Gênero, dentre outros.

Num dos encontros, o painel que tratou de Igreja, Diversidades e Gênero — cujo vídeo está publicado no YouTube1 —, se inicia com a palavra da mediadora, uma jovem que se apresenta como sendo uma lésbica cristã, e tem as participações de uma pastora de uma igreja inclusiva e do referido teólogo, que também é militante de um movimento “inclusivo”.

Chamem como quiserem: “Teologia Queer”, “Teologia Inclusiva”, ou qualquer outra coisa, isso não é teologia, é artimanha maligna; não é ciência ou estudo que busca o conhecimento do Eterno, e sim uma tentativa de recriar Deus a partir de suas convicções, preferências e interesses; trata-se de um esforço bem articulado de reimaginar Deus, a fé e a igreja, e reinterpretar as Escrituras a partir de certos pressupostos. É um evangelho formatado com o objetivo de atrair pessoas excluídas sem a exigência do arrependimento como condição para a salvação e o relacionamento com Deus; é um evangelho humano, e não divino. Como eles mesmos dizem, é uma fé pública, porém, sabemos que a verdadeira fé não é de domínio público, assim como não são as doutrinas e os valores ensinados por Cristo. A verdade não vem do povo, de seu pensamento, de suas lutas, de sua cultura, de suas crenças, costumes ou vontade, mas do Pai das luzes. O evangelho se torna público na medida em que é proclamado aos pecadores, contudo, na medida em que é recusado, transforma-se em bem para aqueles que o guardam, e em maldição para os que o rejeitam (João 12:48). Os pilares da fé pública se erguem de humanos, enquanto os pilares da fé dos que creem em Deus se constroem e se sustentam na Rocha, que é Cristo, portanto, são inabaláveis; não podem ser relativizados, ressignificados ou reimaginados, pois a Palavra não muda, assim como imutável é Seu Autor. A Bíblia diz: “O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração.” (Salmos 33:11).

Estes movimentos pela inclusão de LGBTQs2 (e outros) na membresia das igrejas vêm fazendo a cabeça de muita gente. Em nome do amor, falso amor, baseado no conceito secular e vigente de amor, “amor” que subjuga a verdade, estão relativizando os valores do Reino e a própria Bíblia, que já ganhou versões para o público LGBT, bem como livros e revistas para estudos que abordam a temática a partir desta reinterpretação.

Este é o tempo em que muitos, até mesmo em nome de Deus, ao mal chamam bem, e ao bem, mal, fazem das trevas luz, e da luz, trevas, do amargo doce, e do doce, amargo (Isaías 5:20), inculcando nas mentes que pecado já não é pecado, e que opinião contra o pecado é legalismo, intolerância, homofobia etc. Estamos vivendo os tempos difíceis aos quais Paulo se refere, em que há pessoas que ostentam a piedade, mas a negam na prática, que aprendem, porém nunca chegam ao conhecimento e experiência da verdade, mas a resistem porque suas mentes são depravadas, corruptas, e por isso são, diante de Deus, reprovados na fé (Leia 2 Timóteo 3:1-17). Nisso que escrevo não há ódio, há opinião, há respeito, mas há divergência. É impossível para alguém ostentar um discurso contrário à Bíblia, principalmente quando fruto de uma ressignificação, e mesmo assim estar ao lado da verdade e no caminho com Deus. A própria Escritura nos apresenta este princípio: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). É incoerente pensar que uma Bíblia ressignificada ou reduzida ao amor como única doutrina continue sendo a infalível e imutável Palavra de Deus, da mesma forma que não se pode admitir que aqueles que pregam uma Escritura reducionista sejam profetas autênticos e porta-vozes do evangelho. A verdade ou é acatada ou rejeitada; se modificada ou relativizada, já não é mais a verdade, ainda que consista em verdade para alguns.           

É lamentável que pessoas envolvidas em tais movimentos estejam ministrando em seminários, em igrejas, e produzindo material para o ensino teológico e educação cristã, bem como para a leitura do povo evangélico. Mas é justamente este o expediente que adotam para fazer a cabeça dos que ainda não estão firmes na Sã Doutrina. Infelizmente, muitos estão ministrando aos adolescentes e jovens pelas igrejas, outros estão se preparando para o ministério pastoral, e outros já estão no exercício do pastorado, o que nos dá uma perspectiva terrível sobre a futura geração de crentes. A preocupação aqui não é quanto às igrejas declaradamente inclusivas, pois estas, no uso de sua liberdade, já se decidiram pelo tipo de “fé” que querem praticar, mas em relação às igrejas e denominações históricas que têm sido contaminadas por estes movimentos e ideologias progressistas.

David Martyn Lloyd Jones dizia que todo falso ensinamento deve ser odiado e combatido. Paulo exortou a Timóteo a se afastar dos heréticos (2 Timóteo 3:5), e aos romanos escreveu: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples.” (Romanos 16:17,18 — grifo do autor). Assim, também nós, se desejarmos igrejas fortes, crentes com fé sólida, e se quisermos construir um caminho que nos dê uma perspectiva melhor para as futuras gerações, precisamos afastar de nosso meio aqueles que, insubmissos à Palavra, persistem na intenção de desviar pessoas do bom caminho.

Lobos não podem ser tratados como ovelhas (Mateus 7:15; Atos 20:29). Somos advertidos a resisti-los, e não a tirarmos selfies com eles.

Miga, lacrei!”? Estou fora! E você?


Em 2018


1 https://www.youtube.com/watch?v=3bmDnYNhuCY (acessado em 29 de agosto de 2017)

2 Conheça outras SIGLAS acessando este link: http://desacato.info/lgbt-lgbti-lgbtq-ou-o-que/; http://blog.educahelp.com/lgbtq-pra-que-tanta-sigla/ (sites acessados em 26 de abril de 2018).

terça-feira, 28 de julho de 2020

Noiva de Cristo ou amante do diabo?

Empunhando a bandeira do “amor” o movimento inclusivo propõe “novos diálogos”, um evangelho moldável, e uma igreja “acolhedora” e aculturada

noiva
Imagem: Pixabay


“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.” (Efésios 5:11)

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


O cristianismo deve ser uma censura ao mundo, e não uma mesa de debates. Os princípios cristãos nunca devem ser relativizados a pretexto de uma postura de tolerância e entendimento com os diferentes. Há, entretanto, um movimento que se esforça neste sentido, por “novos diálogos”, por um evangelho inclusivo e por uma igreja sensível, que se amolda e se acultura ao contexto e valores sociais vigentes.

Este movimento é portador de um discurso estético, politicamente correto, sobre a necessidade da igreja dialogar com a sociedade sobre certos temas, como, por exemplo, aborto, ideologia de gênero, inclusão de LGBTQs, relações homoafetivas, teologia queer, novas configurações familiares, teologia negra, feminismo, direitos humanos e outros; como se fosse possível luz e trevas entrarem em acordo e firmarem consenso, como se os fundamentos cristãos pudessem ser adequados ou ressignificados a partir do entendimento comum entre as partes.

O argumento utilizado é quase sempre o amor. Para eles, o amor é a única doutrina, uma vez que tudo mais pode ser reinterpretado. Esta é uma tentativa diabólica de fazer a igreja relevante perante a sociedade, de produzir uma nova teologia a partir das ruas, de criar uma hermenêutica com base no pensamento de certas minorias e reimaginar a igreja. Isso nada mais é que parte de um esforço bem articulado para levar adiante um processo de desconstrução não só da igreja mas da própria sociedade, que passa pela quebra de paradigmas e conduz para um novo código moral que se contrapõe ao padrão divino ensinado nas Escrituras; é a criação de um novo deus, um novo evangelho, uma nova sociedade e uma nova religião. É pauta de uma agenda em andamento.

Este diálogo é falácia maligna, é estratégia das trevas. Deus não deixou sua igreja na Terra para se entender com o mundo senão para fazer discípulos de Cristo que venham a fazer jus ao nome cristão. A luz não comunga com as trevas, antes revela e condena suas más obras e desnuda o pecado; por isso os salvos são odiados (Mateus 24:9 — leia o contexto).

A verdadeira igreja é a noiva do Cordeiro que se preserva santa e irrepreensível (Efésios 5:27; Apocalipse 19:7). Ela não precisa ser reimaginada, deve ser igreja conforme o modelo bíblico, e capacitar os santos para cumprir seu papel de Sal e Luz. Igreja que busca consenso com o mundo não é igreja, é amante do diabo.


Abril de 2018

sexta-feira, 24 de julho de 2020

A religião dos “amantes de si mesmos”

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano

narcisismo
Imagem: Pixabay

“Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2)


Pr. Cleber Montes Moreira


Enquanto o amor se esfria no mundo em decorrência da multiplicação da iniquidade (Mateus 24:12), o amor sincero, altruísta, um outro tipo de amor se estabelece cada vez mais como marca de uma geração corrompida e cada vez mais distante de Deus. Falo do amor ao qual se refere Paulo ao dizer que os homens dos “tempos trabalhosos” seriam “amantes de si mesmos”.

Este amor — amor egoísta, que busca saciar os deleites da carne — parece ser a força propulsora de uma apostasia da fé jamais vista na história. Ele move tanto aqueles que procuram os benefícios dos falsos evangelhos quanto os falsos profetas que providenciam meios para atender às demandas do mercado da fé. Os primeiros estão sempre em busca da cura, do milagre, do emprego, da prosperidade, de trazer de volta o amor que se foi, de desfazer algum “trabalho de macumbaria”, de legitimar seus pecados, e outros favores e vantagens, enquanto os últimos — movidos pelo mesmo amor — ofertam soluções e fazem promessas em troca do que lhes interessa, quase sempre o dinheiro, o poder e o status. É assim que por meio deste amor multidões com comichão nos ouvidos, não suportando a sã doutrina, constituem para si líderes segundo seus próprios interesses, os quais, por sua vez, e porque são carnais e não espirituais, passam a mercadejar a Palavra em benefício próprio (2 Timóteo 4:3; 2 Pedro 2:3; 2 Coríntios 2:17).

Aqueles que amam a si mesmos acabam se tornando “sologâmicos”, ou seja, casados consigo mesmos, com seus interesses e caprichos. Eles fazem juras de amor e prometem ser fiéis a si mesmos na busca da satisfação pessoal, muitas vezes ao custo da honra, da desconstrução da família, em detrimento dos interesses e bem-estar do próximo, e do afastamento de Deus.

Mais que pelo entendimento errado das Escrituras, que pela falta de uma hermenêutica correta, a apostasia da fé deste tempo é fruto do amor que contempla os interesses pessoais, que alimenta a ganância, que coloca o ego como centro da adoração do sistema religioso humano; também nos arraiais evangélicos onde quase tudo converge para o homem. Basta uma análise simples das canções gospel, das mensagens proferidas por “encantadores de pecadores” (como chamo certos pregadores), e dos eventos que atraem multidões de “adoradores” para que se perceba onde está o foco. Nestas celebrações marcadas por rituais hedonistas, a adoração é dirigida ao (in)fiel — tudo é preparado para ele, para o seu prazer, para a sua exaltação.

Os profetas do engano são os ateus modernos: oportunistas de plantão, que falam em nome do Deus no qual eles mesmos não creem — porque se cressem teriam temor —, que usam a Bíblia apenas como pretexto e meio para conquistar a confiança dos incautos, que ostentam autoridade e poder espiritual, mas vivem na carne; ele são os “inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3:18,19).

Seja o helicóptero decolando de um heliponto de um mega templo em São Paulo, cheio de malas de dinheiro, a portinha de um templo de uma seita qualquer num bairro pobre, os frequentadores das correntes dos empresários, ou os pobres que procuram na religião alguma solução, parece que todos são movidos pelo mesmo amor que busca os próprios interesses.

O encontro dos “amantes de si mesmos” — de um lado os (in)fiéis que procuram um deus que corresponda aos seus desejos temporais, do outro os mercadores da fé que despudoradamente adéquam o evangelho aos anseios dos ouvintes — cria um ambiente favorável aos desvios, onde o amor-próprio passa a ser o fator gerador da apostasia da fé. Deste encontro de interesses (e interesseiros) que surge a necessidade de teologias moldáveis que correspondam às expectativas e contemplem a diversidade, que seja capaz de apresentar um deus serviçal, multiforme e representativo das mais diversas correntes de fé, de tradições e de comportamentos; um deus criado à imagem e semelhança dos homens. A Teologia da Prosperidade, o Evangelho Social, o Evangelho da Confissão Positiva, o Triunfalismo Gospel, a Teologia do Coaching, a Teologia Inclusiva (também chamada Teologia Queer e Teologia Gay) e outros desvios são apenas alguns dos meios pelos quais este deus se revela. Nada mais funesto, mais anticristão, que esta religião que fala de Deus, mas é, em sua essência, antropocêntrica — a religião dos “amantes de si mesmos”.


Fevereiro de 2020

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Os homens dos “tempos trabalhosos” serão obstinados

Aquele que age impulsivamente, movido por paixões carnais, está sempre inclinado a se atirar no abismo. A obstinação inconsequente é como a pá na mão daquele que cava a própria cova

precipício
Imagem: Pixabay


“Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (2 Timóteo 3:4 — grifos do autor)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


Os homens dos tempos trabalhosos também serão propeteis (προπετεῖς). Na ACF “obstinados”, na NVI “precipitados”, na BKJA “inconsequentes”, e na NAA “atrevidos”. Conforme a Chave Linguística do Novo Testamento Grego, “alguém que cai antes ou adiante, obstinado, precipitado, alguém que está pronto a precipitar as coisas com linguagem ou ações ásperas”1. Segundo Champlim “são pessoas ousadas quando se entregam à maldade, visto que estão debaixo da influência e paixões descontroladas”2. Para Hernandes Dias Lopes é aquele “que não se detém diante de nada para obter seus propósitos”3. Esta característica descreve aqueles que agem impulsivamente, sem temor do perigo, e se atiram de cabeça em busca da realização de seus ideais e prazeres4.

Um exemplo bíblico de obstinação inconsequente foi o de Amnon, filho de Davi. Ele se apaixonou por sua irmã Tamar. Consumido por aquele desejo ardente e ilícito ele chegou a adoecer e emagrecer. Em vez de agir com a razão e repelir seus maus pensamentos, deu vazão ao sentimento carnal. Aconselhou-se com o sagaz Jonadabe, fingiu estar doente e pediu para ser atendido pela irmã para, no momento oportuno, abusar dela. O prazer momentâneo deu lugar a aversão por Tamar, e as consequências deste pecado marcou tragicamente a família de Davi (2 Samuel 13:1-17).

Este comportamento pode ser ilustrado pela esposa ou esposo, mãe ou pai de família, que se deixando levar por uma paixão se atira como que no escuro numa aventura amorosa, traindo o cônjuge e os filhos (se os tiver), sem medir as consequências deste ato em sua vida e na vida de seus familiares. A pessoa que assim age sabe que está cometendo um erro, porém, dominada por impulsos carnais, obstinada no seu intento, ousa seguir em frente independente dos prejuízos. Ela o faz por uma satisfação imediata e temporal, por prazer egoísta, por ser “amante de si mesma”. O resultado será decepção e sofrimento.

Um outro exemplo é o da pessoa que se precipita em contrair dívidas, que ama comprar, frequentar lugares caros, bancar os amigos, dar festas etc., que sempre tem o cartão de crédito consigo e extrapola seus limites, in-con-se-quen-te-men-te! Esta precipitação resulta em dívidas enormes, nome sujo e restrição do crédito, dentre outras coisas.

Você já falou algo do qual se arrependeu? Ou você conhece alguém que tem por hábito se precipitar no que fala? Um “sim” ou um “não” dito precipitadamente pode causar sérios prejuízos. Uma resposta impensada, áspera, ofensiva também pode resultar em grandes males. Também uma promessa não calculada, ou uma declaração inoportuna.

Aqueles que falam precipitadamente devem levar em conta o que diz o sábio: “Você viu alguém que é precipitado no falar? Há mais esperança para um tolo do que para ele” (Provérbios 29:20 — NAA). E o que age sem pensar deveria considerar que “Não é bom agir sem pensar; quem se precipita acaba pecando” (Provérbios 19:2 — NAA). Tiago nos exorta: “Vocês sabem estas coisas, meus amados irmãos. Cada um esteja pronto para ouvir, mas seja tardio para falar e tardio para ficar irado” (Tiago 1:19 — NAA).

O historiador grego Heródoto disse: “A precipitação é a mãe do fracasso.” A palavra precipitação vem de precipício. A pessoa precipitada é aquela que está sempre inclinada a se atirar no abismo. Sabe aquele provérbio português sobre “cavar a própria sepultura”? É exatamente o que faz a pessoa inconsequente.

Quanto mais se aproxima o tempo do fim, mais este comportamento se fará presente e intenso na sociedade, mas, infelizmente, também no seio religioso.

“Agir por impulso, é privilégio do insipiente. O sábio, é ponderado no pensar e no agir” (Edmilson Silveira).


1 Rienecker, Fritz – Rogers, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego, página 477, Vida Nova, São Paulo-SP, 1985.

2 Champlin, Russell Norman, Ph. D., Comentário Bíblico, Volume 5, página 387, Hagnos, 2001

3 Lopes, Dias Hernandes. 2 Timóteo, o Testamento de Paulo à Igreja, página 86, Hagnos, São Paulo, 2014.

4 STRONGS NT 4312: προπετής “caindo para a frente, de cabeça para baixo, inclinada, precipitada” https://biblehub.com/greek/4312.htm

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Pastores e o “Armário Teológico”

Teólogos, pastores e líderes há que abandonaram a teologia conservadora e as interpretações bíblicas históricas; eles e assumiram publicamente novas convicções; trocaram a fé tradicional pela chamada Teologia Inclusiva, e adotaram um novo posicionamento em relação a temas basilares da fé cristã. Outros, porém, por algum motivo, continuam no “armário teológico”

armário
Imagem: Pixabay


“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela…”(2 Timóteo 3:5)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

A expressão “sair do armário” é tradução da gíria americana “come out of the closet”, que teria surgido a partir de outras duas expressões. Nos séculos 19 e 20, “come out” (“sair”, “surgir”, “se revelar”) era usado quando os pais organizavam os famosos bailes de debutantes que serviam para apresentar as adolescentes à sociedade. Era nestas festas de quinze anos que as meninas “se revelavam” adultas. Já a expressão “skeletons in the closet” (“esqueletos no armário”) era usada como sinônimo de algum segredo vexaminoso. Foi assim que “come out of the closet” passou a ser uma metáfora para aqueles que assumiam a homossexualidade, ou, como se diz hoje em dia, a sua “orientação sexual” ou “identidade de gênero”.

Creio que “sair do armário” seja uma expressão também adequada para ser usada em relação àqueles que resolveram sair do “armário teológico”, ou seja, abandonaram a teologia conservadora e as interpretações bíblicas históricas e assumiram publicamente outras convicções. Muitos líderes e autoridades religiosas — teólogos, pastores, padres etc. — têm trocado a fé tradicional pela chamada Teologia Inclusiva. Adotaram um novo posicionamento em relação a temas como pecado, arrependimento, novo nascimento, amor, justiça etc., e passaram a sustentar um discurso complacente em relação a certos valores e comportamentos. Algumas práticas antes consideradas pecaminosas agora são aceitas como sendo normais, dentre elas comportamentos (ou “orientações”) sexuais alternativas ao padrão tradicional. Para fundamentar “biblicamente” tais padrões resolveram ignorar, revisar ou ressignificar certos textos bíblicos e estabeleceram uma nova hermenêutica em que a Bíblia passou a ser interpretada não mais a partir da perspectiva de Seu Autor, mas das experiências, anseios e conveniências humanas. Eles passaram a fazer a “leitura pública da Bíblia” que consiste em sua interpretação a partir de certos grupos sociais: LTGBTs, mulheres (feministas), negros, indígenas e outros, sempre tratando de adequar os “mandamentos” às suas demandas. Certos textos, principalmente dentre os escritos paulinos, passaram a ser considerados “interditivos” de mulheres e homossexuais. Por esta nova leitura a Palavra de Deus deixou de ser normativa, e assumiu posição de submissão à Teologia Inclusiva para servir às suas finalidades.

Estes pastores que saíram do armário teológico, porque adotaram uma postura “politicamente correta” têm encontrado espaço na mídia e atraído multidões. Para os pecadores nada melhor que este “evangelho” que ao mesmo tempo em que autoriza o viver na carne aplaca suas consciências em relação a Deus. É como se a Nicodemos não tivesse sido dito “que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3), nem à mulher adúltera “vai-te, e não peques mais”, (João 8:11), ou que João Batista e Jesus não tivessem iniciado seus ministérios com uma exortação ao arrependimento (Mateus 3:3; 4:17), ou ainda que não houvesse nas Escrituras nenhuma exigência à santidade, porque à luz desta teologia, como seus expoentes ensinam, o único pecado é “não amar”.

Muitos pastores que têm saído do armário teológico expõem suas ‘convicções inclusivas’ a partir de seus púlpitos e por meio de todas as mídias possíveis; escrevem livros, promovem congressos e festivais, criam páginas e blogs onde publicam seus textos, coordenam movimentos etc. Geralmente investem e conseguem exercer grande influência sobre os mais jovens. Por isso muitas igrejas com perfil histórico se desviaram da Sã Doutrina, se desligaram ou foram desligadas de suas denominações, e passaram a interagir com outras igrejas e movimentos inclusivos. Outras ainda estão no rol de denominações históricas, mas sem compromisso doutrinário e teológico. É o caso de algumas igrejas onde pastores inclusivos, LGBTs, teólogos feministas, defensores do aborto, dentre outros, têm trânsito livre para pregar e ensinar.

Apesar da naturalidade como alguns pastores estão “saindo do armário” — de fato perderam a vergonha —, há outros que, mesmo abraçando tais convicções, não tiveram, ainda, a mesma coragem. Eles continuam no “armário teológico”. Alguns, talvez, estejam também naquele outro “armário”. Sei de pastores que não tendo assumido publicamente a Teologia Inclusiva procuram se cercar de ministros auxiliares (indicados por eles mesmos) e líderes inclusivos. Alguns encenam uma performance conservadora, porém agem sutilmente por meio de seu corpo de líderes para perverter a doutrina e desviar suas igrejas — tudo é uma questão de tempo. Por que eles continuam no armário? Talvez não haja uma única resposta, mas, provavelmente, por alguma conveniência ainda não tenham “se revelado”: porque estão numa zona de conforto, pastoreando boas igrejas e ganhando ótimos salários; porque ocupam cargos denominacionais e fazem de sua posição instrumento de militância (ainda que velada); porque não querem se indispor com líderes conservadores na igreja ou denominação; porque “ainda não é hora”; ou por outros motivos.

Os pastores (e outros líderes) inclusivos que ainda não “saíram do armário”, por causa de sua dissimulação — muitos até travestidos de conservadores —, são um enorme perigo porque que agem de modo articulado e estratégico, quase que imperceptivelmente, para desconstruir valores e apresentar às suas igrejas, por meio de um discurso suave e “contextualizado”, um “evangelho” palatável e adequado às suas convicções e intenções sórdidas. Tenham cuidado, “pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Judas 1:4 — NVI).


Setembro de 2019


domingo, 19 de julho de 2020

Discurso fraudulento

A enganosa Teologia Inclusiva considera o “amor” como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando a fé, o arrependimento e o novo nascimento, afrontando a cruz e blasfemando contra o Salvador, ensinando que qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo

bandeira inclusiva
Imagem: Pixabay

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (Colossenses 2:8)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Na época em que ocorreu o acidente que vitimou o jornalista Ricardo Boechat, um pastor evangélico progressista publicou numa rede social:

“Ainda sobre o Boechat, alguns estão perguntando: ‘Adianta ter amor ao próximo e não acreditar em Deus?’ Gente! Ter amor ao próximo é acreditar em Deus!”

A teologia Inclusiva considera o amor como a única doutrina para o acesso a Deus, desprezando exigências bíblicas como o arrependimento e o novo nascimento. Assim, qualquer pecador, mesmo um ateu confesso, se é capaz de amar ao próximo, está salvo. Esta “teologia” (entre aspas mesmo), exalta a liberdade e despreza a cruz, debocha do evangelho, barateia a graça, torna desnecessária a obra de Cristo, e zomba do próprio Deus porque apresenta uma mentira travestida de verdade. Para não dizer que rasgam a Bíblia, os teólogos inclusivos ressignificam sua mensagem para adequá-la aos interesses humanos e aplacar as consciências em relação ao pecado. Aqueles que defendem os valores do verdadeiro evangelho são tidos como “puritanos e castradores” que proferem uma “repetição infinda de velhas fórmulas moralistas, que escravizam as pessoas, em vez de libertá-las”.1

Nada mais perigoso que essa mentira travestida de verdade. É como se dissessem: “Evitem a porta estreita, nela há falso moralismo, muitas exigências inúteis, e o caminho é muito difícil. Entrem pela porta larga onde não há legalismos, onde sua liberdade não será tolhida, onde o “evangelho” é suave e sua vida não será importunada.” Quer coisa melhor que um evangelho atrativo e sem a exigência da cruz? (Lucas 9:23)

“Se você ama, tudo bem, nada mais importa, você está salvo!” Esta é a mensagem que gera ateus evangélicos, crentes num deus a seu gosto, guiados por uma “verdade” aprisionadora — mas que lhes dá uma falsa sensação de liberdade — e orientados por uma “bíblia” cuja leitura e entendimento se dá a partir dos anseios das pessoas, especialmente de certas minorias.

“Ter amor ao próximo é acreditar em Deus” é um discurso fraudulento, construído pelo inimigo mais sutil e ardiloso — Satanás — cujo propósito é alargar a porta do inferno.


1 http://teologiainclusiva.blogspot.com/ (acessado em 18 de fevereiro de 2019)

sábado, 18 de julho de 2020

“Todo amor é sagrado”?

Qualquer ‘amor’ que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser ‘sagrado’

balões
Imagem: Pixabay


“Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor…” (João 15:10 — ACF)


Pr. Cleber Montes Moreira


Em seu perfil no Facebook uma igreja inclusiva divulgou uma imagem com a seguinte frase: “Todo amor é sagrado”1. Certamente que do ponto de vista desta sociedade decadente, amoldada ao “politicamente correto”, onde o principal valor é “seguir a voz do coração”, esta é uma afirmação muito bonita e suave aos ouvidos. Nada mais encantador que um discurso que versa sobre amor, principalmente se este for um discurso religioso, proferido em nome de Deus e tendo como base algum texto (por pretexto) das Escrituras. Não é sem motivo que atualmente este seja o tema predileto dos profetas do engano.

Será mesmo verdadeira a afirmação de que “todo amor é sagrado”? Esta pergunta deve ser respondida com base na Palavra de Deus, a regra de fé e prática de qualquer cristão autêntico, fora da qual não há nenhuma base confiável e normativa para a vida cristã. A Bíblia é inerrante e suficiente; não há outra fonte de revelação digna de total confiança, e por isso nenhuma outra palavra poderá substituir ou ser colocada em igualdade com a Palavra da Verdade. É nela que conhecemos o amor do Pai, bem como, por meio deste perfeito amor, somos chamados e ensinados sobre o modo como devemos amar a Deus e ao próximo.

Jesus nos adverte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (João 15:10 — ACF). Por meio de João, o Pai nos fala:“E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 João 2:3-6 — ACF). O texto sagrado afirma que quem realmente conhece a Deus é aquele que guarda os seus mandamentos, que naquele que guarda a Sua Palavra (ensinos/mandamentos) o amor de Deus é aperfeiçoado, e que quem permanece verdadeiramente nele é aquele que anda como Ele (Jesus) andou.

Está claro que não existe amor puro, verdadeiro, que exclua a necessidade de obediência aos mandamentos de Deus explícitos na Bíblia. O critério do amor é este: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra…” De outro modo, “Quem não me ama não guarda as minhas palavras…” (João 14:23,24 — ACF). Assim percebemos que é impossível amar verdadeiramente sem antes amar a Deus, pois é o amor de Deus em nós que nos faz obedecer à Sua Palavra, que rege nossas vidas, incluindo, é claro, nossos relacionamentos. Qualquer ‘amor’ que despreze os ensinos bíblicos, que relativize princípios e valores, ou que para se estabelecer necessite reinterpretar ou ressignificar as Escrituras está longe de ser amor verdadeiro.

O “evangelho paz e amor” pode ser muito agradável, mas não se engane, ele não é o poder de Deus para salvar, mas a mentira do diabo para enredar pessoas. Este amor celebrado pela religião inclusiva exalta a carne, autoriza o pecado e em nada opera para o bem; trata de um amor corrompido, hedonista, reprovado por Deus, que escraviza, que desonra corpos… nada mais é que um sentimento egoísta travestido de amor. É o amor daqueles que se desviaram da fé, conforme Paulo já nos adivertiu: “Porque haverá homens amantes de si mesmos…” (2 Timóteo 3:2 — ACF).

Nada que esteja fora do padrão estabelecido por Deus em Sua palavra pode ser chamado de “sagrado”, nem mesmo aquilo que muita gente insiste em chamar de “amor”. Pense nisso!


1 https://www.facebook.com/ibacolher/photos/a.535725653433963/1081702915502898

sábado, 11 de julho de 2020

Os homens dos “tempos trabalhosos” serão traidores

Estar no seio da igreja, seja apenas como membro, líder, mestre ou formador de opinião, e trair a Cristo negando seus ensinos é também uma das características deste tempo de apostasia da fé

Judas
Imagam de Falco. Fonte: Pixabay

“Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.” (2 Timóteo 3:4 — grifos do autor)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Os homens dos tempos trabalhosos serão prodótai (προδόται), traidores, traiçoeiros. O termo indica ainda, dentre outras coisas, os informantes, delatores, entreguistas. Segundo Fritz Rienecker e Cleon Rogers “a palavra era usada para as pessoas que traíam seu país, ou que faltavam com um juramento, ou, ainda, para as pessoas que abandonavam outras em perigo”1. Em Lucas 6:16 o termo é usado para Judas Iscariotes, que entregou o Senhor por 30 moedas de prata.

A história está cheia de traidores anônimos e famosos. Dentre eles destaco Marcus Junius Brutus (Roma, 44 a.C), que alcançou fama por trair seu pai adotivo. Quando o imperador romano Júlio César foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo, Brutus se uniu a outro traidor, o general Cássio Longinus, para tomar o poder. Ele fez parte do complô que resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes, e proferiu a frase que ficou eternizada na história, e que hoje é usada para significar a traição de um falso amigo: “Até tu, Brutus, filho meu?”

“Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras. Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras” (2 Timóteo 4:14,15). Historiadores afirmam que foi Alexandre, o latoeiro, quem delatou Paulo, o que culminou em sua segunda prisão em Roma e consequentemente o martírio.

Segundo Jesus, os salvos também seriam traídos: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome” (Lucas 21:16,17).

Como Paulo escreve sobre desvios no meio religioso, ou seja, de dentro para fora, é de se esperar que os traidores deste tempo estejam também dentro das igrejas. A apostasia da fé é uma das piores traições.

Neste tempo de grande confusão, de disseminação de tantas heresias, é importante considerar o que escreveu Judas em sua carta: “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 1:4 — ACF). Na Nova Almeida Atualizada (NAA), o mesmo texto está assim: “Pois certos indivíduos, cuja sentença de condenação foi promulgada há muito tempo, se infiltraram no meio de vocês sem serem notados. São pessoas ímpias, que transformam em libertinagem a graça do nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (grifo do autor). Observem: “se infiltraram no meio de vocês sem serem notados.” Muitos traidores estão nos púlpitos das igrejas, ensinando nos seminários, liderando jovens, escrevendo livros supostamente cristãos, palestrando em eventos evangélicos etc., transformando a graça de Deus em libertinagem e negando Jesus Cristo e seus ensinos.

Sua ação é sutil, velada, mas nefasta. Eles distorcem a Sã doutrina utilizando um discurso politicamente correto, falando de amor, tolerância, justiça, igualdade etc. Trata-se de uma traição que surge de dentro dos arraiais evangélicos, que tem por objetivo implodir a fé cristã autêntica (doutrina dos apóstolos), oferecendo ao povo um evangelho palatável, saciando os que têm comichão nos ouvidos e desencaminhando os neófitos. Um exemplo deste comportamento é um print que recebi de uma postagem de um pastor de uma denominação histórica em que divulga o livro “Vocação para a Igualdade”2, da Igreja Batista do Pinheiro, do qual é coautor, lançado pela Editora Novos Diálogos, que conforme a sinopse no site da própria igreja “reúne reflexões bíblicas e teológicas, análises e relatos da história da IBP sobre o acolhimento de pessoas homoafetivas na comunidade de fé”. André Musskopf, teólogo luterano, gay, autor de vários livros, dentre eles “Viadagens Teológicas”3, sobre o livro “Vocação para a Igualdade”, depôs: “Este é um testemunho sobre a capacidade de transformação de uma comunidade orientada por suas crenças religiosas e atenta aos movimentos da vida, à população LGBTI+ e à diversidade sexual de gênero como expressão de liberdade e beleza.”4 Paulo Nascimento, em resenha do livro, afirmou que “o amor e o acolhimento prevaleceram sobre a frieza da doutrina e sobre as interpretações literais da Bíblia”5. Este não é um caso isolado, há uma militância forte, muito ativa, que pode ser percebida principalmente pelos posts e artigos em redes sociais, engajada, produzindo conteúdos supostamente bíblicos mas contrários à fé cristã.

Estes que pervertem a doutrina são os “inimigos da cruz de Cristo”, sobre os quais Paulo afirmou: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição” (Filipenses 3:18,19). Eles são os que “promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes”. Por isso, “desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples.” (Romanos 16:17,18).

Em tempos trabalhosos devemos observar com atenção a exortação paulina: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8); “Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:5).


1 Rienecker, Fritz – Rogers, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego, página 477, Vida Nova, São Paulo-SP, 1985.

2 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3023005544380898&set=a.211003665581114&type=3&theater (acessado em 26 de setembro de 2019)

3 http://andremusskopf.blogspot.com/2012/04/sobre-as-viadagens-teologicas-um-mimo.html (acessado em 26 de setembro de 2019)

4 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2696179563727184&set=a.859194720759020&type=3&theater (acessado em 26 de setembro de 2019)

5 https://www.youtube.com/watch?v=CD7-vMTdLhQ (acessado em 26 de setembro de 2019)

sexta-feira, 10 de julho de 2020

“Nossa religião é o amor”: a estratégia do diabo para enredar pessoas

Seria o “amor” como religião eficaz e suficiente para reconciliar o homem com Deus? Neste caso, qual o papel de Jesus nesta chamada “religião do amor”?

guarda-chuvas
Imagem: Pixabay

“Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” (Romanos 5:10)


Pr. Cleber Montes Moreira


Pastores lacradores gostam de usar frases de efeito. Esses dias um deles escreveu um texto cheio de expressões da Teologia Inclusiva e, dentre outras coisas, afirmou: “Nossa religião é o amor”. Esta mesma afirmação já foi feita por outros evangélicos, mas também por médiuns, filósofos e até ateus. Um twitteiro postou: “Minha religião é o amor, e eu não sigo regras, sigo meu coração.” Uma blogueira escreveu: “Faça do amor também sua religião!” Num texto de exaltação a Santa Sara Kali (padroeira dos ciganos), o articulista escreveu: “Sabiamente seus seguidores ensinam ‘Nossa religião é o Amor!’, pois a felicidade destas pessoas é viver sem prisões ou rótulos…” Um pastor inclusivo, já falecido, num de seus sermões declarou: “Nossa igreja é a igreja do amor”. Um outro escreveu um livro em que apresenta o amor como “uma atitude política revolucionária”, onde trata da ética a partir desse “amor” e não da Palavra de Deus, pelo menos não a partir de sua interpretação tradicional. Esses pastores consideram que é preciso “romper com o tradicionalismo moralístico envernizado de fé cristã”, modo como tratam a fé daqueles que consideram “tradicionalistas”, “moralistas”, “intolerantes” etc. Tudo o que se opõe ao discurso do “amor” é considerado como expressão de ódio. Eles dizem que “o amor é libertário”, porém tal “liberdade” nada mais é que permissividade, uma vez que este “amor” tudo consente. Prova disso é o que afirma Alexandre Feitosa em seu livro “O Prêmio do Amor” (Editora Oásis), páginas 41 e 42: “Não há argumentos que tornem ilegítimas as uniões homoafetivas diante das Escrituras visto que contra o amor não há lei!” Assim a “religião do amor” é a religião do “tudo pode” — desde que feito com ou por “amor” —, daqueles que “convertem em dissolução a graça de Deus” (Judas 1:4).

Considerando a etimologia da palavra religião, afirmar que “nossa religião é o amor” significa dizer que o homem é (re)ligado a Deus pelo “amor”, ou, pelo menos, pelo que consideram ser o “amor”. Assim o “amor” é tido como elemento que viabiliza a salvação. Talvez por isso certo pregador tenha dito que se alguém é capaz de amar, não importando se religioso ou ateu, nem a sua condição moral etc., esta pessoa está salva. Em outras palavras, se alguém é capaz de amar, mesmo que não confesse Cristo como seu Senhor e Salvador, mesmo que não tenha a experiência do arrependimento e do novo nascimento, e ainda que não viva orientado pelo Espírito de Deus (Lucas 3:8; Gálatas 5:16) está salvo. Apesar de condenarem o “tradicionalismo”, os pregadores inclusivos seguem uma nova (mas antiga) tradição que como o religiosismo judaico invalida as Escrituras: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!” (Marcos 7:9 — NVI).

Porque no discurso e na prática os teólogos inclusivos consideram a suficiência do amor para (re)ligar a pessoa a Deus, Jesus Cristo passou a ocupar em sua teologia um lugar “estético”, de coadjuvante, muitas vezes exercendo papel de defensor dos “excluídos”. Eles não somente desprezam o Salvador e recusam o evangelho genuíno como único poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1:16), mas também a Bíblia como normativa para a vida cristã por considerarem certos textos “opressores” e/ou “interditivos”.

O verdadeiro amor é fruto da vida com Deus, e não instrumento de salvação. Jesus Cristo continua sendo, e sempre será, o único nome, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12). Apenas Ele tem o poder para reconciliar — (re)ligar — o homem com Deus (Romanos 5:10). Portanto, dizer que “nossa religião é o amor” pode até ser um discurso bonito, mas é estratégia do diabo para enredar pessoas. Pense nisso!

 

Em 02 de outubro de 2019

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Não creio…

“Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o Senhor é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há.” (Deuteronômio 4:39)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Não creio no deus dos que dizendo pregar o evangelho, porém, servindo ao próprio ventre, com suas sutilezas enganam os incautos.

Não creio no deus daqueles que se dizendo fiéis ao evangelho, mas descrentes de seu poder, usam de subterfúgios para convencerem os infiéis.

Não creio no deus dos que pregam o amor, mas fazem acepção de pessoas.

Não creio no deus dos que, subindo aos montes para ver a sua glória, desejam construir lá cabanas para si.

Não creio no deus dos soberbos “espiritualizados”, cheios de “poder” e desprovidos da humildade característica do Salvador.

Não creio no deus dos mestres, sábios aos próprios olhos, que instruem aos outros sem, todavia, praticarem o que ensinam.

Não creio no deus dos que ocultam o verdadeiro Cristo enquanto exaltam a si mesmos.

Não creio no deus dos que servem a Mamon; dos que priorizam as riquezas em detrimento do reino eterno.

Não creio no deus dos que pregam um amor que sujuga a verdade.

Não creio no deus daqueles que, iludidos por um “evangelho social”, pregam uma justiça temporal e deixam de ensinar sobre a justiça divina, da qual devemos ter fome e sede.

Não creio no deus dos que apresentam uma verdade mentirosa, destoante dos princípios ensinados nas Escrituras; “verdade” que engana, aprisiona e mata.

Não creio no deus dos malabaristas da palavra, encantadores de (in)fiéis, que atraem para si aqueles que, não suportando a sã doutrina, se desviam da Verdade em busca de quem lhes afague o ego.

Não creio no deus daqueles que tendo aparência de piedade, na prática negam sua eficácia.

Não creio no deus daqueles que, declarando falar em nome do Eterno, proclamam aos homens a sua própria palavra.

Não creio no deus dos mercadores da fé.

Não creio no deus daqueles que, ostentando espiritualidade, encobrem seu ateísmo.

Não creio no deus presente nos louvores antropocêntricos.

Não creio no deus das “igrejas” mundanizadas.

Não creio no deus das “igrejas” que dialogam com o mundo, sempre dispostas a negociarem princípios basilares da fé cristã.

Não creio no deus da religião sem Deus.

Não creio no deus da fé institucionalizada.

Não creio no deus daqueles que ressignificam as Escrituras.

Não creio no deus dos que pregam um outro evangelho.

Não creio num deus mutável (nem mutante).

Não creio num deus criado pelos homens, à sua imagem e semelhança, falho, impotente, sujeito às paixões, subserviente, pronto a atender aos comandos de seu criador.

Não creio num deus que não ama.

Não creio num deus que não se relaciona seu povo.

Não creio num deus que não disciplina seus filhos.

Não creio num deus que não julga.

Não creio no deus da Teologia Universalista.

Não creio num deus que dispensa a reverência e o temor dos fiéis.

Não creio num deus que não exija dos salvos a santificação.

Não creio em nenhum deus além do Deus eterno, Soberano, diante do qual todos os deuses serão aniquilados, e todos os homens dobrarão seus joelhos naquele grande e terrível dia.

 

Março de 2019

terça-feira, 7 de julho de 2020

Os ‘macumbagélicos’, um povo não alcançado

Em razão da apostasia da fé destes tempos trabalhosos, certos evangélicos se tornam cada vez mais num campo missionário; evangelizá-los é um desafio urgente

vassouras
Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


Sempre recebo vídeos e/ou links de postagens sobre atrações do circo gospel, algumas repetidas, outras consagradas, e também novidades. Desde pastores ungindo água no monte, profetisa com manto vermelho ostentando poder, pessoas se acotovelando para tocar na “arca da aliança”, apóstolos consagrando vassouras, lideres oferecendo cursos destoados da Bíblia sobre “batalha espiritual”, igrejas com bloco no carnaval, até performances ousadas de crentes no “picadeiro da fé” (isso porque não dá pra chamar certos ajuntamentos de igreja).

Recebi um vídeo de (in)fiéis rodopiando num “terreiro” ‘macumbagélico’. Bem, eu não encontrei um nome apropriado para aquele lugar onde “em nome do Senhor” pessoas pulavam e dançavam — prática apelidada de “reteté gospel” —, como se estivessem em transe (falo sem a intenção de ofender aos afro-religiosos). Histeria pura, como ainda não tinha visto. Não sei se estavam possuídas, ou se buscavam seus quinze minutos de fama. Seja como for, este é um retrato fiel da realidade caótica deste universo de “evangélicos sem o evangelho”, já denominados por alguns de “cristambeiros”. Eles não são sal, são mundo; não são luz, são trevas, e precisam urgentemente ser evangelizados. Quem sabe no futuro envidaremos esforços para fazer missões entre os ‘macumbagélicos’, um povo não ainda alcançado?! Afinal, o Senhor mandou: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15).


Julho de 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Jesus Coach

A Teologia do Coaching é artimanha maligna que corrompe a igreja; projeta a imagem de um falso cristo por meio de um evangelho empacotado, e serve a interesses obscuros de falsos líderes

coaching
Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


Texto: Mateus 4:18-22 – Bíblia de Estudo Coach1


E Jesus, bem cedinho, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais passaram toda a noite no mar lançando suas redes, porém, sem nada apanhar. Ele lhes disse: “Cansados de tanto trabalho sem resultado satisfatório? Desejosos de experimentar o verdadeiro sucesso? Venham, aprendam comigo, e vocês serão pescadores de homens.” E eles, deixando as redes, seguiram o Senhor. Mais adiante, Ele viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu, que estavam com o pai num barco consertando suas redes. Ele os chamou, e eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, acompanharam o Mestre, que lhes explicou:


Vocês serão capacitados…

✅ Para atuarem como Líderes Mentores e Coach em suas futuras igrejas, elevando a sua Performance de Gestão e liderança.

✅ Para orientar e ajudar outras pessoas ampliarem sua visão, e capacitá-las nas diversas áreas da vida, tanto secular quanto espiritual, para que atinjam suas metas, conquistem seus sonhos e sintam-se realizadas.

✅ Para criarem novas Estruturas Eclesiásticas, contextualizadas, flexíveis às mudanças de valores e comportamentos.


Vocês ainda aprenderão sobre:

✅ Estilos de liderança.

✅ Técnicas de Programação Neurolinguística (PNL).

✅ Como eliminar ANCORAS e a auto sabotagem que impedem a realização de seus sonhos e objetivos.

✅ Desenvolvimento de liderança auto-responsável e controle da situação.

✅ Produtividade e Multiplicação.

✅ Relacionamentos Multiplicadores.

✅ Como criar um ambiente de “comunhão” para maior produtividade.

✅ Técnicas de Engajamento.

✅ Resolução de Conflitos.

✅ Liderança emocional.

✅ Técnicas de Gestão de pessoas.


Objetivos: Sair da vida comum, liderar pessoas, formar novos líderes e expandir o empreendimento por todo o mundo por meio do coaching.


É natural que mercenários da fé, obcecados pelo sucesso, troquem o Jesus da Bíblia e seu Evangelho pelo Jesus Coach.

 

 

Julho de 2019


1 Versão bíblica fictícia.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Geração de “fuscos”

Enquanto aqueles que deveriam zelar pela sã doutrina, a pretexto de respeito, “amor” e tolerância dialogam com inimigos da fé, eis que surge uma geração que não conhece a Deus

jugo
Imagem: Pixabay

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Coríntios 6:14,15 — ACF)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


Luz e Trevas viviam em guerra, e sempre travavam violentas batalhas. A Luz sempre usava as armas da verdade, e por isso prevalecia contra as Trevas que tinham como principal instrumento a mentira. Não importando as estratégias das Trevas, todas as suas armadilhas, mordacidade, artimanhas, calúnias etc., a Luz, de posse da verdade, sempre vencia os combates.

Certa feita, num tempo de aparente trégua, enquanto as Trevas planejavam um novo ataque, a Luz começou a observá-las com olhar bondoso. Pensou se em toda aquela densa escuridão não haveria alguma virtude escondida e, que talvez, as Trevas não fossem totalmente más. Após refletir por algum tempo sobre esta probabilidade, a Luz, cheia de boas intenções, intentou aproximar-se das Trevas para conhecê-las melhor e, quem sabe, descobrir algo de bom até então encoberto.

Foi assim que a Luz, com sincera disposição, resolveu convidar as Trevas para um café. As Trevas desconfiaram do convite inusitado, mas, considerando o caráter íntegro da Luz, resolveram que aquela seria uma grande oportunidade. Então, numa noite muito escura — porque as Trevas fogem da Luz — ambas se encontraram. As Trevas foram com sua vestimenta habitual, mas a luz, para não contrariar as Trevas, numa gesto de boa vontade, vestiu-se toda de preto. Esta foi a primeira vez que a Luz usou aquelas roupas. Durante o café conversaram sobre vários temas, e decidiram que deveriam marcar outros encontros para dialogarem mais sobre suas diferenças — talvez pudessem, por meio do respeito e do diálogo, acabarem com as hostilidades. Desde então a Luz decidiu que, além de vestimentas que não ofendessem as Trevas, teria de usar outros instrumentos além da verdade, que deveria agir com mais amor e tolerância, pois do contrário não haveria chance para a paz.

Outros encontros aconteceram, até que a Luz se encantou pelas Trevas. Inimigas históricas, agora Luz e Trevas não apenas se tornaram amigas, mas parceiras e, por fim, amantes. Não demorou muito e desta união nasceu o Fusco (lusco-fusco). No DNA características herdadas dos pais indicavam um ponto de equilíbrio entre as forças antes antagônicas: nem totalmente Luz, nem totalmente Trevas; nem totalmente verdade, nem totalmente mentira; nem totalmente bom, nem totalmente mau (…). O Lusco era o que faltava para dar ainda mais sentido àquele relacionamento.

Este “jugo desigual”, casamento entre Luz e Trevas (luz que não é luz) é uma realidade no meio religioso. Muitos pseudos cristãos, em particular no meio evangélico, têm levantado a bandeira do “amor”, respeito e diálogo com os divergentes. Na mesa temas como aborto, ideologia de gênero, ingresso de LGBTs na membresia das igrejas, feminismo, teologia negra etc. Padres católicos, representantes afro-religiosos, líderes islâmicos, dentre outros, falam em templos evangélicos. Pastores defensores da Teologia Inclusiva palestram em igrejas de denominações históricas, até então consideradas conservadoras. Lembro-me de um convite que circulou pelas redes sociais para uma palestra de uma transexual numa igreja evangélica. Em outro evento, um pastor inclusivo, militante de um partido político radical, esteve pregando e divulgando seu livro numa igreja de uma denominação histórica. Nesta mesma igreja, em outra data, uma pastora luterana, defensora do aborto, conferenciou. Numa Faculdade Teológica de uma denominação conservadora, a pretexto de “diálogo inter-religioso”, aconteceu uma “aula esclarecedora” com um líder de uma religião que abriga grupos radicais que têm por “hobby” decapitar cristãos, isso sem falar no modo como tratam as mulheres e as crianças. Já não é incomum que apareçam em vídeos de campanhas religiosas (evangélicas) homens com aspecto feminilizado. As lideranças observam tais ocorrências passivamente, não sei se por indiferença, frouxidão, posicionamento politicamente correto, ou por alinhamento de convicções.

Pelo que vejo, Luz e Trevas têm gerado muitos filhos… Não são filhos da luz, mas filhos da Luz (que não é luz) com as Trevas (como se isso fosse possível). Uma geração de “fuscos” tem se formado, e é ela que, se nada for feito, estará à frente de seminários e faculdades confessionais, nas lideranças denominacionais, no pastoreio de jovens, de igrejas, e em outras posições estratégicas. E tudo isso enquanto aqueles que deveriam guardar as portas, a pretexto de respeito, “amor” e tolerância, dialogam com inimigos sobre assuntos, princípios e doutrinas que deveriam ser inegociáveis.

 

Em 11 de setembro de 2019