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domingo, 9 de agosto de 2020

Onde o céu começa

 Não existe “lar doce lar” sem a presença de Cristo; com Ele até o mais humilde casebre irradia luz e alegria. A Sua Palavra, lida e ensinada, amada e praticada, transforma nosso lar no lugar “onde o céu começa”

casa
Imagem: Pixabay


“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Deuteronômio 6:6-7)


Pr. Cleber Montes Moreira


Li no adesivo de um carro uma frase muito interessante: “O céu começa em casa”. Logo pensei: se para alguns o céu começa em casa, para outros é lá que o inferno tem início. Penso que um lar com Jesus é céu, mas sem Ele é inferno.

A Bíblia diz que “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…” (Salmos 127:1). Muitos querem edificar seus lares nas areias movediças da autossuficiência, de tradições familiares ou religiosas, do velho ou novo moralismo etc. Se esquecem de que todo esforço neste sentido é vão, e que somente é possível ter uma família equilibrada, sadia e firme diante das intempéries se ela estiver firmada na base sólida da Palavra de Deus.

A Bíblia é o manual para a formação de famílias saudáveis. Ela tem orientações para o esposo, a esposa, pais, filhos etc. Ela transmite valores eternos, e quem fizer caso deles será bem-sucedido. Podemos parafrasear assim o Salmo primeiro, versos 1, 2 e 3: “Bem-aventurada é a família que não vive segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.”

Sabemos que Satanás tem se esforçado para desfazer a Obra do Criador, e sua maior estratégia é destruir a família. Ele tenta afastar seus membros da presença de Deus, usando todos os meios possíveis, inclusive a mídia, para propagar valores invertidos. Traições, desobediência, rebeldia, desrespeito, inveja, ódio, violência, pornografia, ridicularização dos valores bíblicos, heterofobia (isso existe), são apenas alguns ingredientes dos enredos de filmes, novelas e programas de auditórios da TV que entram nos lares e minam as colunas que dão firmeza às famílias. Às vezes de forma imperceptível, devagar, o pecado vai entrando e, quando se percebe, o estrago está feito.

Muitas lutas podem ser travadas nos lares, podendo ser motivadas por desvio dos cônjuges, brigas, consumo de álcool e drogas, consumismo, má administração do tempo, escassez de saúde, desemprego, falta de dinheiro etc. A família sem Jesus estará vulnerável e propícia ao esfacelamento.

Se você quer que o céu comece em sua casa precisa viver e ensinar os valores bíblicos em seu lar. Seus ensinos e seu exemplo terão papel poderoso e determinante na influência positiva da sua vida sobre os demais membros de sua família. Pense nisso!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A Escola de Justino

Quase tudo que Justino sabia sobre Deus, ele aprendera na EBD. As lições recebidas na “maior escola do mundo” cooperaram para forjar seu caráter, formar seus valores, e prepará-lo para a vida

criança lendo a Bíblia
Imagem: Pixabay

“Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti […]. E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 1:5; 3:15)


Pr. Cleber Montes Moreira


Justino, órfão de pai, criado pela mãe e a avó materna, nunca teve vida fácil. Passou escassez de quase tudo, teve de trabalhar cedo para ajudar nas despesas da casa, não pôde frequentar a escola, e o pouco que aprendeu a ler foi com uma vizinha professora, a quem chamava de tia. Por muito tempo o único livro da casa, a velha Bíblia, e algumas revistas recebidas na igreja foram-lhe bastante úteis para treinar a leitura. Era inteligente, autodidata. Na década de 1970 cooperou na organização de uma igreja no bairro onde morava. Sempre operante, dirigia cultos, pregava, ensinava classes bíblicas e gostava de evangelizar. Desenvolto, hábil no ensino da Palavra de Deus, certa feita alguém lhe inquiriu sobre a escola em que havia estudado, ao que respondeu: “Na Escola Bíblica Dominical.” Sim, ele desenvolveu sua habilidade na leitura desde criança, a partir das revistas da EBD da antiga igreja. Assim como Lóide e Eunice, que instruíram Timóteo na fé, Justino também aprendeu com o testemunho da avó e da mãe, mulheres sábias, que despertaram nele, desde a infância, o interesse pela classe dominical.

Quase tudo que Justino sabia sobre Deus, ele aprendera na EBD. As lições recebidas na “maior escola do mundo” cooperaram para forjar seu caráter, formar seus valores, e prepará-lo para a vida. Mesmo sem formação secular, alcançou sabedoria. Seu testemunho era impactante e persuasivo. Agora era ele quem conduzia seus três filhos no bom caminho.

Creio que se agirmos como Lóide e Eunice, e como a avó e a mãe de Justino, se ensinarmos aos pequeninos as sagradas Escrituras, que podem fazê-los sábios para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus, tais ensinos frutificarão em suas vidas e Deus fará neles a Sua Obra.

A escola de Justino pode ser também a escola de sua família. Pense nisso!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

“Com Cristo no barco tudo vai muito bem”, sempre?

"Com Cristo no barco tudo vai muito bem,
Vai muito bem, vai muito bem.
Com Cristo no barco tudo vai muito bem,
E passa o temporal (…)."
barquinho
Imagem: Pixabay

“E se levantou grande tempestade de vento, e as ondas batiam no barco, de modo que já se enchia” (Marcos 4:37 — BKJF)

 

 

Pr. Cleber Montes Moreira

 


Recordo-me de uma canção antiga que as crianças cantavam em nossas igrejas, cuja letra diz:

Com Cristo no barco tudo vai muito bem,
Vai muito bem, vai muito bem.
Com Cristo no barco tudo vai muito bem,
E passa o temporal (…).

Em virtude da pregação de certos falsos profetas, pessoas são levadas a pensar na vida cristã como sendo isenta de problemas. “Pare de sofrer” é visto como um portal para a felicidade, para um tipo de vida acima das circunstâncias deste mundo, sem sofrimentos, sem dissabores, sem contratempos… Porém, vejo que muita gente que entra por ele em algum momento se decepciona. No início há muitas expectativas, mas, com o tempo, com o desgaste da esperança em promessas que não se cumprem, os iludidos chegam finalmente à percepção de que se trata de um caminho de engano, usado por oportunistas de plantão para satisfazer sua ganância.

Ser cristão não nos coloca numa condição tal que estejamos livres de adversidades. O contexto de Marcos 4:35-41 nos mostra que mesmo com a presença do Senhor no barco, os discípulos enfrentaram terrível tempestade, de modo que ficaram apavorados diante da fúria da natureza; não foram poupados, mas tiveram a oportunidade de exercitarem a fé e contemplarem o seu poder. Eles foram confrontados com sua fragilidade e impotência diante de situação tão grave, fora de seu controle, e levados a recorrerem ao Salvador como a única esperança.

Com Cristo no barco tudo vai muito bem, sempre? Não! Porém, mesmo que o mar se revolte, mesmo que os ventos sejam ameaçadores, há paz e segurança pelo Seu poder. Com ele, sempre passa o temporal.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

O desafio de restaurar valores cristãos na família

Em meio a uma sociedade decadente, já intitulada por alguns como “sociedade pós -cristã”, restaurar valores cristãos em família é um desafio necessário e inadiável. Família abençoada, e que Deus usa para abençoar outras famílias, é aquela que se orienta pelos ensinos e princípios bíblicos.

Família Cristã
Imagem: Pixabay

"Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida." (Lucas 15:8,9)



Pr. Cleber Montes Moreira

 

Vivemos num mundo em constante transformação, o que não significa, necessariamente, do ponto de vista bíblico, alguma evolução. Muitas vezes os avanços trazem consequências drásticas e prejuízos incalculáveis. O progresso, sobretudo o tecnológico, deu ao ser humano a sensação de independência de Deus, o que desencadeia a soberba, a autoconfiança, o individualismo, a materialização e falência de valores em nossa sociedade. Este modo de viver é bem entendido à luz de Romanos 1:22, que diz: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”.

Sendo seu próprio deus, por priorizar o que lhe dá prazer em detrimento dos princípios encontrados nas Sagradas Escrituras, o ser humano passou a criar valores próprios e estabeleceu uma nova ética. Assim o hedonismo passou a ser característica principal e norteador do comportamento humano. Na busca pelo prazer como bem supremo vale qualquer coisa: é isso que dita as regras. Os valores cristãos, como a própria Bíblia, hoje são considerados como arcaicos.

A humanidade pode atingir o solo da Lua, explorar Marte, fabricar chuvas, transformar espécies geneticamente, bem como criar seu próprio sistema ético-moral. “Não dependemos mais de Deus”, dizem. “Mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador…” e em decorrência disso “Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si”, e “os abandonou às paixões infames” (Romanos 1:24,25-26). Como no tempo do apóstolo Paulo, esta é também uma “geração corrompida e perversa” (Filipenses 1:15), que foi entregue às consequências de seus atos, pois “tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7). A degradação é tal que podemos fazer aquela mesma pergunta que Jesus fez em Lucas 18:8: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” Entendo que os sofrimentos, decepções, pavores e todo o mal que assola a humanidade é fruto do pecado e conseguinte afastamento do Criador: “Esconderei o meu rosto deles, verei qual será o seu fim; porque são geração perversa, filhos em quem não há lealdade” (Deuteronômio 32:20).

A tragédia da vida sem Deus se dá tanto individual quanto coletivamente. A sociedade vem sofrendo as consequências de uma decadência quase generalizada, o que faz lembrar a civilização pré-diluviana: “Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento…”, vivendo dissolutamente como se não tivessem que prestar contas a Deus. Mas, o resultado foi este: “até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lucas 17.27) ― Deus é longânimo, porém é justo, ele “é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente…” (Naum 1:3).

A família de Noé foi desafiada a iniciar uma nova colonização da Terra, pois era a única que ainda preservava os valores morais, éticos e espirituais revelados por Deus. Igualmente as famílias cristãs têm a missão de como Sal da Terra ‘saturar’ o mundo com tais valores, e como Luz do mundo fazer ver aqueles que, pela ação do deus deste século, estão cegos em seu entendimento, para que lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo (2 Coríntios 4:4), a fim de resgatarem valores perdidos. No entanto, necessitam agir primeiramente no seu próprio contexto, uma vez que o ‘secularismo’, ou ‘mundanismo’ as tem afetado drasticamente.

Estamos diante de um contexto adverso, que exige cuidados para com as famílias, quando precisamos buscar o que foi perdido para que estejamos em condições de cumprirmos a missão de Deus. É para isso que ainda estamos aqui, para realizarmos Seus propósitos! Para que nossas famílias sejam abençoadas e sejam bênção para outras famílias, precisamos, com urgência e diligência, encaramos o desafio de restaurar os valores cristãos em nossos lares.

Entendendo o termo:

Entendamos o significado do termo usado no título deste estudo: ‘restaurar’ significa reparar, recuperar, consertar, pôr em bom estado, restabelecer (…). Assim sendo, o desafio proposto aqui é recuperar, consertar, restabelecer, reaver os valores cristãos no seio das famílias.

Observemos, atentamente, o texto em epígrafe: “Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido” (Lucas 15:8,9 ― grifos do autor). 

O perigo do descuido:

Jesus fala de algo que foi perdido dentro de casa, não na rua ou em outro lugar. Atualmente muitos valores têm sido perdidos dentro dos lares, tais como amor, respeito, carinho, compreensão, dedicação, comunhão, paz, boa administração do tempo, diálogo, cultivo da vida devocional, meditação na Palavra de Deus, oração em família, gestão dos recursos etc. Tais valores se perdem facilmente quando se deixa de ter a devida atenção.

Provavelmente aquela mulher perdeu sua moeda num momento de distração ou descuido. Ela a deixou cair, ou simplesmente rolou de onde estava colocada. Não sabemos exatamente como se deu a perda. Valores tão importantes também se perdem por falta de atenção e até mesmo negligência. Quando membros da família não vigiam acontecem grandes prejuízos: brigas, infidelidade, imoralidades, divórcios, abalos emocionais, rebeldia, filhos nas drogas… a lista parece não ter fim!

Hoje nos distraímos facilmente com coisas que achamos incapazes de interferir na vida familiar: trabalho demasiado que subtrai o tempo; a TV assumindo papel preponderante na (de)formação do caráter e valores; absorção de conceitos seculares por se acreditar que “isso não tem nada a ver”; comportamento “politicamente correto” ao contrário do biblicamente certo, consumismo desenfreado que tira o foco do que é mais importante…

A Candeia e a Vassoura:

A candeia era uma lâmpada formada por um recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche com óleo para queimar. Talvez a figura mais próxima de nós seja a lamparina de querosene, ainda usada em lugares onde não há eletricidade. A candeia era a ‘lâmpada’ usada na época de Jesus.

A candeia, por emitir luz, metaforicamente representa a Palavra de Deus, que é a Luz da vida. A falta dessa Luz cria condições para o erro, pois Jesus mesmo disse “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29), e aquele que “andar de noite, tropeça, porque nele não há luz” (João 11:10).

Para reaver o que havia perdido a mulher teve que acender a luz, sem a qual ficaria praticamente impossível a busca. A Palavra (revelação) de Deus, personificada em Jesus ― “Eu sou a luz do mundo” (João 5:12) ― é indispensável como norte para a vida. São os ensinos do Senhor que dão luz para os que buscam encontrar a Verdade. Quem segue Sua doutrina “não tropeça, porque vê a luz deste mundo” (João 11:9). É Sua Palavra que revela o padrão ideal para a família cristã. Se em seu lar os valores bíblicos estão perdidos, somente com a Luz de Jesus poderão ser restaurados. Portanto, acenda a candeia!

Usando a vassoura:

Sou levado a pensar que aquela casa estava suja, e as sujeiras ocultavam a moeda, sendo necessário, para encontrá-la, varrer e vasculhar cada canto cuidadosamente. Não sabemos como a sujeira penetrou naquele lugar, mas, normalmente, entra pelas janelas, portas e frestas sem ser convidada. Se acumula nos cantos, em baixo dos móveis e tapetes, e se espalha por toda a casa. Em termos espirituais a contaminação entra por meio dos olhos, ouvidos, sentimentos, por janelas e portas da mente e do coração; pela TV e outras mídias, por influências maléficas de pessoas sem o temor de Deus com as quais convivemos etc. Esta sujeira se acumula e encobre valores que vão se perdendo aos poucos. Sempre digo que o diabo impõe seus (des)valores gradativamente, sorrateiramente, de modo muito sutil. Também neste caso devemos atentar para o que escreveu Paulo: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8).

Procedendo a limpeza e a busca:

Depois da Luz de Deus sobre o entendimento (a candeia está acesa), percebe-se a necessidade da limpeza. Por onde começar?

Varra da sua mente o conceito de que “isso não tem nada a ver”, pois ele é a porta principal de entrada de tudo aquilo que não presta e atrapalha a sua vida. Esta frase representa a filosofia de vida de quem não quer compromisso com Deus e se dispõe a aceitar o domínio do pecado em sua vida;

Varra de sua mente todos os conceitos contrários à Palavra de Deus. Este é um tempo em que a sociedade transforma o bem em mal e o mal em bem, o certo em errado e o errado em certo, a justiça em injustiça e a injustiça em justiça… (Isaías 5:20). Os conceitos da “nova moralidade” conflitam com os ensinos das Escrituras e não podem ser tolerados por quem quer seguir a Cristo. Portanto, se há em sua mente algum pensamento, alguma crença, filosofia ou ‘achismo’ que conflita com os valores do evangelho, deve ser urgentemente varrido! Esta é uma faxina que não pode esperar!

Varra de seu coração todo e qualquer sentimento e/ou comportamento contrário aos princípios cristãos explícitos nas Sagradas Escrituras. Alguns sentimentos e comportamentos destrutivos comuns são o ódio, a inveja e a cobiça, mas existem outros que também devem ser erradicados, tais como amor-próprio excessivo, paixões ilícitas, o olhar interesseiro para o jardim do vizinho, a infidelidade etc.

Varra de sua vida a simpatia por coisas pecaminosas. Não basta apenas não praticar, é preciso não ter prazer nas coisas erradas, tais como cenas de novelas ou outros programas de TV que corrompem valores, em leituras impróprias, sites inadequados, ou mesmo em encobrir um erro de alguém ainda que por “amor” ou amizade etc.

Um mal hábito que tenho é o de guardar papéis que acho que podem servir no futuro, mas que ficam lá nas gavetas e prateleiras por anos, até que percebo sua inutilidade e, então, faço de vez em quando, uma faxina. Jogo fora cartas, jornais, revistas, folhas impressas e coisas que na verdade só ocuparam espaço e não têm serventia.

Quando criança comecei uma coleção de tampinhas de garrafas de refrigerante. Elas eram variadas: tampinhas de Coca-cola com desenhos da Disney, de Mineirinho com desenhos de animais, entre outras. A coleção crescia mais e mais, de forma que já não havia como guardar tudo. Aquilo não servia absolutamente para nada, mas um sentimento inexplicável me impedia de jogá-las fora. Demorei bastante e foi muito difícil me livrar daquele “lixo”, porém, quando o fiz, fiquei aliviado.

Pessoas há que conservam certas coisas por um apego sentimental que contraria a razão. No bairro onde moro uma pessoa conservava, até há pouco tempo, uma brasília velha, verde, com insulfilme e um som possante. O carro devia gerar gastos desnecessários, a lataria sempre era remendada, não tinha valor comercial, mas era cuidado com muito sentimento: um lixo que custava caro pra manter!

Tem gente que sabe que certas telenovelas trazem muitos malefícios, principalmente porque são instrumentos de desconstrução de valores, mas não conseguem abandonar o vício; muitas vezes toma partido por uma esposa, ou esposo em seu adultério, ou por um caso homossexual, ou por um bandido com cara de mocinho etc. Muitos se emocionam com cenas e histórias que conflitam com os valores cristãos. Há até quem aprecie cenas de pornografia explícita. Outros conservam palavreado “mundano”, outros vícios como “beber socialmente”; eu mesmo pastoreei uma igreja na qual havia um membro que fumava escondido, e conheço gente que bebe em oculto.

Pessoas há que insistem em conservar “pecadinhos” de estimação. Também há gente apática e omissa diante de realidades que normalmente causariam indignação ao crente. Quem tem simpatia pelo pecado está pecando. Pecado não se tolera, se erradica!

Conservar algum hábito pecaminoso por “capricho” é como conservar aquela brasília verde: pecados de estimação têm custo elevado, desproporcional ao prazer (momentâneo) que produz, e, invariavelmente, leva à ruína.

Depois de fazer sua ‘higiene pessoal’, ou seja, de se desfazer de todo o lixo, conscientize os demais membros de sua família para fazerem o mesmo. Assim sua casa (lar), com a cooperação de cada membro, ficará limpa!

Seja diligente:

Ser diligente é ser zeloso, cuidadoso, dedicado, criterioso naquilo que faz. A mulher sabia que para encontrar sua dracma precisava ser diligente. Muitas vezes não encontramos algo por não procurarmos direito. Assim também devemos agir no esforço de resgatarmos os valores do evangelho em nossos lares. Se formos relapsos em nossa relação com Deus, no cultivo de hábitos sadios, na vigilância, na devoção, na santidade (…), não obteremos sucesso. Quantas vezes fazemos com deszelo o que deveríamos fazer com dedicação?! Quantas vezes deixamos para amanhã aquilo é urgente?! Enquanto postergamos certas atitudes, a poeira vai se acumulando. A negligência sempre causa prejuízos, alguns incalculáveis!

Seja perseverante:

“Até encontrá-la” descreve a busca incansável daquela mulher, a sua determinação e perseverança. Muitas vezes queremos atingir alvos sem muito labor, sem muita oração, sem muito empenho… É comum a expectativa por resultados fáceis e imediatos, numa sociedade onde as mudanças acontecem rapidamente. No entanto, transformações profundas demandam muito esforço. De vez em quando ouço testemunhos do tipo “orei trinta anos pela conversão de meu esposo, mas valeu a pena: hoje ele está salvo”.

A perseverança é ensinada por Jesus. Foi Ele quem disse “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á” (Mateus 7:7,8), e também ensinou uma parábola “sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer” (Lucas 18:1).

Vejo que as famílias necessitam de transformações profundas e urgentes, mas que não acontecerão sem perseverança. Se não nos dedicarmos mais à oração, à busca da santidade de vida, ao conhecimento de Deus e Sua vontade, ao bem-estar dos nossos, e se não lutarmos em favor de nossas famílias não chegaremos a lugar algum. Pergunto:

  • O que a esposa crente será capaz de fazer para ganhar seu esposo incrédulo?
  • O que pais crentes serão capazes de fazer para ganhar seus filhos para Cristo?
  • O que você será capaz de fazer para proteger sua família da ação do diabo?
  • O que você será capaz de fazer para cultivar a comunhão no lar?
  • O que você será capaz de fazer para resgatar valores cristãos no seio de sua família?
  • Para tudo o que necessita sua família, até onde você é capaz de ir ou o que você é capaz de fazer?

O que necessita ser resgatado em sua família?

O texto fala de algo que foi perdido e encontrado depois. Creio que cada família deva responder à pergunta após avaliação de sua própria realidade, mas, em geral, pode ser:

  • Sentimentos e atitudes como amor, respeito, perdão, demonstração de afeto (…);
  • Interesse sincero pelos outros;
  • Atitudes positivas em relação aos demais membros da família;
  • Diálogo;
  • Silêncio;
  • Palavreado sadio;
  • Mutualidade;
  • Unidade;
  • Vida devocional (leitura bíblica, reflexão, oração);
  • Valores éticos e morais;
  • E outros.

Desfrutando alegrias:

Os valores do evangelho quando vivenciados produzem alegrias. Eles são a vontade de Deus para nossas vidas.

O resgate dos valores cristãos impactará cada membro da família. Quão bom é dizer “eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15). Os salmos 127 e 128 retratam o resultado de observar os ensinos divinos na vida familiar. O marido cristão traz alegria à sua esposa, assim como a esposa cristã traz alegria ao seu marido. Pais cristãos contribuem para o sucesso e felicidade de seus filhos. Filhos cristãos, praticantes dos valores bíblicos, dão alegria aos pais.

Reflita:

O rei Josias teve papel importante na restauração do culto a Deus no Antigo Testamento. Durante a reforma do templo fora encontrado um livro, talvez o pentateuco, ou precisamente o livro de Deuteronômio (2 Reis 22:8). O livro, que estava perdido no templo, foi levado e lido na presença do rei. Após ouvir atentamente a sua leitura, Josias conclui que Israel estava em rebelião contra Deus, pois “nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro” (2 Reis 22:13) disse ele. Assim, além de comandar uma reforma no templo, o rei iniciou uma reforma espiritual que culminou no avivamento de Israel, e resgatou valores antes esquecidos. O culto a Deus foi restaurado!

Creio que assim como Deus usou Josias para restaurar o culto em Israel, poderá usar você para iniciar um avivamento espiritual em sua família, que resulte no resgate dos valores cristãos em seu lar. Isso depende da oração e da observância da Palavra de Deus, sempre na dependência do Espírito Santo. Talvez a Palavra esquecida numa gaveta, pedida em algum lugar, ou até desprezada… Sua família não poderá viver um intenso relacionamento com Deus sem que Sua Palavra seja lida, amada e vivida. Só por meio dela que valores cristão podem ser restaurados, tanto individual quanto coletivamente. Pense nisso!

Uma grande responsabilidade

Inculcar nos filhos o conhecimento sobre Deus e ensiná-los valores eternos é tarefa dos pais; não pode ser transferida ou terceirizada; eles prestarão contas ao Senhor.

Bíblia
Imagem: Pixabay

Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. (Deuteronômio 6:6,7 ― NVI)


Pr. Cleber Montes Moreira


Os bons ensinamentos que deixamos para nossos filhos criam marcas em suas mentes, ajudam a forjar o seu caráter, colaboram para nortear suas escolhas e abençoam seu futuro. Mesmo que, por liberdade, mais tarde escolham o mau caminho, ainda assim se lembrarão das coisas que lhes foram ensinadas.

No texto, ensinar tem o sentido de inculcar, palavra que significa, dentre outras coisas, “Propor, recomendar. Imprimir uma coisa no espírito de alguém: inculcar uma verdade. Apregoar, notar. Revelar, dar a entender”1. Assim, a exortação que temos é a de ‘inculcar’ para impregnar a mente com o conhecimento das Sagradas Escrituras. Para isso devem ser ensinadas com persistência, repetidas vezes, em casa, caminhando, ao deitar e ao levantar, com toda diligência e criatividade. Este esforço deve ser intencional e constante, para que se torne um hábito prazeroso na rotina familiar. Tal zelo, além de cumprir com o papel de preservar a história, transmitindo às futuras gerações o conhecimento sobre as misericórdias divinas, desperta nos filhos o amor e o temor a Deus. Pais bem sucedidos são aqueles que alcançam os filhos para Cristo, e por meio deles também alcançam seus netos, bisnetos, e assim sucessivamente. Embora a salvação não seja hereditária, mas individual, o conhecimento do Evangelho é o maior legado, que poderá desencadear em quem o recebe a fé salvadora, pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17).

Tanto mais os pais falham na missão de ensinar valores cristãos aos filhos, mais facilmente o mundo logra exito em desviá-los do Caminho. Os programas de TVs têm cumprido o seu papel de propagar a ‘nova moralidade’. Muitas músicas estão cheias de violência, apelos sexuais e até apologia às drogas. Há escolas que têm abdicado de seu papel primordial para disseminar ideologias anticristãs. Assim, a grande pergunta que precisamos responder é: qual a marca que está sendo impressa em nossos filhos, a marca de Cristo, ou a marca do mundo? A resposta depende do que está sendo inculcado em suas mentes, e os pais têm papel fundamental nisso; eles prestarão contas ao Senhor!


1   https://www.dicio.com.br/inculcar/ (acessado em 22 de maio de 2018).

domingo, 17 de maio de 2020

O que você tem feito para anunciar Cristo aos membros de sua família?

Embora a decisão por Cristo seja individual, quando todos de uma mesma família se rendem ao Salvador se tornam unidos pela mesma fé e esperança eterna.

Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


“E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16:30,31)


Muitos estudiosos tratam sobre o que exatamente o carcereiro quis dizer com sua pergunta sobre a salvação. Seja como for, a resposta dada por Paulo e Silas revelou claramente o que lhe era necessário fazer para alcançar a vida eterna em Cristo. O texto diz que os apóstolos lhe pregaram a Palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa (Atos 16:32). Esta Palavra, que se constitui no poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Romanos 1:16), desencadeou a fé que alcançou o coração daquele homem, e também a todos de sua família. Ele creu, cada pessoa em seu lar creu, e todos foram, naquela mesma noite, batizados. É provável que aquele homem soubesse algo sobre Josué e sua famosa afirmação, “eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15), mas agora aquela era também a sua experiência. Fato é que aquela foi uma noite inesquecível e de consequências eternas: pela decisão de cada um por Cristo como Senhor e Salvador, a família toda agora estava unida pela mesma fé e esperança eterna.

O evangelho que nos leva ao Salvador é o mesmo que tem poder para salvar nossos familiares. O sentimento que fez com que aquele homem levasse dois prisioneiros para falar de Jesus em sua casa deve ser o mesmo de cada cristão: abrir a Bíblia e ensiná-la, levar alguém para falar, realizar um culto evangelístico, acolher um pequeno grupo de estudo bíblico, testemunhar, gerar oportunidades… tudo isso deve ser feito sob a orientação do Espírito Santo e em oração por cada pessoa. A fórmula continua a mesma: Crer no Senhor Jesus Cristo para ser salvo! E isso só é possível mediante o conhecimento das Escrituras; são elas que revelam o Cristo e a vida eterna.

Ter a família unida no Senhor deve ser o anseio e a alegria de cada crente. O que você tem feito para que isso aconteça em seu lar?

sábado, 16 de maio de 2020

Onde está o jardineiro?

“Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros.” (1 Coríntios 10:24 NVI)

Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

Enquanto passeava pelo Jardim Botânico pela primeira vez, Aninha se deslumbrava com tantas espécies de plantas, cada qual mais bonita que a outra.

― Mamãe, quem plantou?

― O jardineiro.

― E onde ele está?

― Não sei, filha. Por que pergunta?

― Pra agradecer! ― Ela aprendera em casa o valor da gratidão e o dever de sempre dizer “obrigado”.

Li em algum lugar que “Não há jardim sem jardineiro”. Embora seja uma afirmação óbvia, ao admirarmos as flores, nem sempre quem as plantou é lembrado. Distraídos com tanta beleza, nossos olhos nem sempre procuram pela figura simples daquele que, talvez, esteja em algum canto, cuidando de alguma plantinha, adubando, regando, podando, preparando novos canteiros, suportando o sol, a chuva, o calor ou frio. Na maioria das vezes o agradecimento vem tão somente da semente que germina, da flor que desabrocha, do seu cheiro, da sombra de uma árvore, de algum fruto… ao contrário de muita gente, a natureza não é ingrata.

Já pensou em como o mundo seria bem melhor se houvesse mais jardineiros?! Se nas avenidas houvesse canteiros floridos, se as administrações investissem mais em parques e jardins? Certamente que todos seriam mais alegres, e a qualidade de vida muito melhor.

O mundo carece de jardins e de jardineiros, em todas as áreas da vida. É preciso arrancar as ervas daninhas, preparar a terra, semear, adubar, cuidar… canteiros não surgem por acaso. Seu lar pode ser um lindo jardim, se você estiver disposto a trabalhar para isso. Há boas sementes: amor, amizade, perdão, compreensão, fidelidade, mutualidade, respeito, gentilezas etc. Algumas espécies estão em extinção, mas você poderá ajudar a recuperá-las. Se plantá-las com dedicação, se regá-las com sorrisos, se fizer tudo isso por prazer e sem exigir algo em troca, crendo que Deus dará condições para o crescimento, certamente que produzirão em abundância, para alegria sua e de toda a família, e seu lar poderá ser o lugar mais aprazível do mundo. Pense nisso!

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Tenha olhos santos

“Não porei coisa má diante dos meus olhos...” (Salmos 101:3)

Inagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

 

Intriga, traição, adultério, incesto, pornografia, ganância, suborno, roubo, violência… Quais pecados está afetando sua vida? Muita gente, mesmo sem perceber, está sentimentalmente envolvida com essas e outras práticas. As tramas das novelas, os realitys shows e outros programas de TVs estão cheios delas, e o telespectador é levado a um envolvimento emocional com esses enredos, às vezes na torcida para que a amante tome o lugar da esposa, para que um relacionamento sexual fora dos padrões bíblicos seja concretizado e/ou aceito pela família, para que um vilão ou vilã tenha êxito numa guerra por poder, para que um funcionário lese seu patrão, para que um roubo seja consumado, para que o bandido vença o mocinho etc. Você já esteve, no sofá de sua casa, na torcida por alguma prática biblicamente ilícita ou pecaminosa?

 

O prazer neste tipo de entretenimento afeta a vida em família e dissemina (des)valores que passam a gerar ‘sentimentos’, ‘desejos’ e até mesmo orientar pessoas. É certo que uma esposa que torce por um caso de adultério na telinha não deseja que seu marido a traia, porém, sem intenção, ela acaba legitimando a prática por aprová-la num outro contexto.

 

Estas coisas afastam pessoas e famílias inteiras da presença de Deus. Muitos crentes deixam de lado entretenimentos saudáveis, se descuidam do relacionamento familiar, abandonam a devoção doméstica e até os cultos em suas igrejas. Alguém que esteja envolvido sentimentalmente com o pecado, ainda que não o pratique, se enfraquece social, moral e espiritualmente. Todo envolvimento emocional com o pecado consiste em pecado. Devemos lembrar que as tentações chegam muitas vezes pelos olhos, penetram a mente e o coração, alimenta os desejos carnais, e tais desejos, concebidos, dão à luz o pecado, e o pecado consumado gera a morte (Leia Tiago 1:15). É Jesus quem nos ensina que um desejo pecaminoso, acolhido no coração, antes mesmo de ser consumado, já é pecado (Mateus 5:28). Isso me faz lembrar o que dizia um velho amigo: “Mesmo que um pássaro não pouse em sua cabeça, ele poderá sujá-la. Por isso, o melhor é vigiar”.

 

Evite o mal. Não se envolva sentimentalmente com qualquer prática que desagrade a Deus. Faça com sinceridade o mesmo propósito que fez o salmista: “Não porei coisa má diante dos meus olhos...”. A luz ou as trevas penetram em você por meio deles (Mateus 6:22,23); é você quem escolhe quando abrir ou fechar a porta.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Não arranje confusão

“E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém. E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.” (2 Samuel 11:1,2 – Leia em sua Bíblia todo o capítulo)

Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

Davi estava no lugar errado, na hora errada, quando olhou para direção errada e desejou a coisa errada. Ele deveria ter ido para a guerra, mas não foi. Não era noite, era tarde ainda quando, ocioso, se levantou de sua cama e foi passear no terraço da casa real, de onde sua vista alcançou uma linda mulher que estava se banhando. Em seu coração ele a cobiçou, e mandou investigar a seu respeito. Depois mandou buscá-la e deitou-se com ela, e ela engravidou.

Quando alguém, mesmo sendo crente, deixa de lado suas obrigações, dá lugar a ociosidade e fica com sua mente desocupada, o pecado encontra condições favoráveis para florescer. Há um adágio que diz que “Mente vazia é oficina do diabo”. Quem não tem o que fazer, acaba se ocupando de fazer o que não deve. O rei tinha tudo, mesmo assim tomou a única cordeira de um homem pobre, ou seja, adulterou com sua mulher. Mais que isso, para legitimar seu caso amoroso articulou a morte de Urias, pessoa justa e cumpridora de seus deveres.

Quantos males um pecado pode causar? Davi desprezou a Palavra de Deus, e fez o que não devia. O adultério custou-lhe muito caro. A espada não mais saiu de sua casa, e coisas terríveis sucederam sobre sua família. Do que plantou colheu em abundância.

Alguém desocupado está sempre em condições de arranjar alguma confusão. Portanto, ocupe-se com coisas boas, honestas e que edificam. Procure colocar seu foco e pensamento nas coisas de cima, e não nas que são da terra, para não alimentar desejos carnais que possam levá-lo às práticas pecaminosas (Colossenses 3:2; Gálatas 5:16).


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Impulsos sexuais e santidade

“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus.” (1 Tessalonicenses 4:3-5 — NVI).

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Pr. Cleber Montes Moreira

Controlar os impulsos carnais não é fácil, e os impulso sexuais são muito difíceis de dominar. É por isso que tantos jovens não conseguem esperar o casamento, e mesmo dentre os casados muitos são vencidos pela carne e acabam traindo seus cônjuges, o que provoca feridas sangrentas e até mesmo o fim do relacionamento.

Dominada por um ‘modo de pensar’ destoante do evangelho, nossa sociedade tem abandonado valores importantes, que precisam urgentemente ser resgatados, dentre eles a fidelidade conjugal e o conceito de que o enlace matrimonial deve ser para a vida toda. Infelizmente, o “até que a morte os separe” deu lugar ao “seja eterno enquanto dure”, e mesmo o casamento tem sido substituído pelo “ficar juntos”. Esta nova mentalidade é fruto de um comportamento hedonista que floresce sobre os ‘monturos’ da degradação moral, adubado pelo egoísmo. Neste contexto é difícil inculcar nas mentes a ideia de pureza sexual, uma vez que, mesmo os crentes sofrem demasiada pressão para seguir um padrão comportamental comum. Os que vieram do mundo lutam com dificuldade para se livrarem do pensamento mundano, e os que nasceram em berço cristão sofrem todo tipo de influência externa. Isso sem falar que nem todos que estão na membresia das igrejas são, de fato, pessoas transformadas por Cristo, e que até mesmo muitas “igrejas” têm se rendido ao secularismo e adotado padrões não cristãos. A pressão é tamanha que penso que muitos sintam vergonha de conservarem certos princípios, receosos de serem ridicularizados: vergonha de dizer que é virgem, vergonha de ser fiel, vergonha de dizer que nunca “pulou a cerca”, vergonha de não se corromper… O padrão moral politicamente correto se impõe cada vez mais, fazendo marginalizados os que insistem em conservar certos princípios. Isso coopera para o menosprezo dos votos matrimoniais e conseguinte aumento dos casos de divórcios.

Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Somos regidos pelos valores do Reino eterno, e não pelos poderes seculares e transitórios. Paulo diz que a vontade de Deus é que sejamos santificados, ou seja, que abstenhamos da imoralidade sexual tão comum neste tempo. Busquemos uma vida de pureza, e nos esforcemos como guardiões dos valores cristãos em nossos lares. Que, pelo poder do Espírito Santo que em nós habita, consigamos controlar nossos impulsos para não cedermos a nenhuma paixão ou desejo desenfreado. Pense nisso!

terça-feira, 12 de maio de 2020

Evangelizando pelo exemplo

Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também habita em você.” (2 Timóteo 1:5 — NVI)

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Pr. Cleber Montes Moreira

Num domingo pela manhã, enquanto aguardava o ônibus para ir à Escola Bíblica Dominical, presenciei uma cena da qual jamais me esqueci: Uma mulher conduzia um dos filhos aos tapas, dizendo: “Não te falei para não jogar bola domingo, que é dia de ir à igreja?!” Os irmãozinhos estavam arrumadinhos, mas o menino suado e com uniforme de clube de futebol. Seu prazer não estava na igreja, mas no campo. O detalhe importante que percebi é que, pela roupa que usava, a mãe também não iria ao culto. Ela agia como quem exigia dos filhos o que não estava disposta a praticar.

Qual a estratégia de evangelização que utilizamos dentro de nossas casas? Há uma muito eficaz, a melhor, que Paulo diz ter sido usada pela avó e pela mãe de Timóteo: O exemplo! Sim, o exemplo é um recurso muito eficaz para a ganharmos nossos familiares para Cristo; é o nosso melhor argumento, é prova inconteste de que nossas vidas foram transformadas, de que amamos e obedecemos a Deus, de que temos uma esperança que não morre.

Dizer é fácil, fazer é difícil. Quando damos aos filhos ordens ou conselhos que nem nós mesmos praticamos, quando lhes ordenamos para que façam aquilo que não estamos dispostos a fazer, nossa palavra deixa de ter crédito e perdemos autoridade.

Paulo menciona uma virtude que alcançou três gerações na família de Timóteo: a “fé não fingida”, praticada por Lóide, por Eunice e, finalmente, pelo próprio Timóteo. Avó e mãe não viveram uma encenação, mas desfurfuraram de um relacionamento vivo com Deus, de forma que todos os ensinamentos transmitidos foram acolhidos como verdadeiros e desencadearam no menino o temor do Senhor. Elas foram Bíblias vivas lidas por Timóteo, e instrumentos para que o Espírito Santo trabalhasse em seu coração e o alcançasse. Deus quer usar nosso exemplo, ele tem mais poder que palavras!

Que tipo de fé tem habitado seu coração? Sua vida com Cristo ajuda ou atrapalha a evangelização dos seus familiares? Pense nisso!

segunda-feira, 11 de maio de 2020

A quem você fará feliz, hoje?

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus.” (Filipenses 2:3-5 — NVI)

Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira


As pessoas buscam freneticamente a felicidade, porém, de uma forma errada. Muitas querem alcançá-la egoisticamente, ou seja, buscam concretizá-la na realização da própria vontade e desejos pessoais sem, no entanto, considerar os outros, não tendo sensibilidade para perceber os anseios e necessidades dos que estão ao redor. Este é um comportamento quase que majoritário na sociedade, mas que se percebe também no seio de muitas famílias, onde cada um pensa primeiro em si. Assim, maridos querem ser felizes satisfazendo seus apetites, do seu modo, seja no sexo, no entretenimento, na maneira de gerir os recursos financeiros, no desfrute dos bens etc. Da mesma forma muitas esposas lutam por conquistas e prazeres individuais, e concorrem com os esposos nas mais diversas áreas e assuntos da vida. Com os filhos não é diferente, eles querem ter primazia em tudo: roupas de grife, celulares de última geração, computadores, lazer etc. O problema é que este comportamento, embora possa desencadear alguma alegria momentânea, não promove a verdadeira felicidade, e isso vale para todos os tipos de relacionamentos, especialmente no âmbito do lar.

Certa vez fui convidado para celebrar um culto de noivado. Em dado momento da cerimônia, que ocorreu na casa dos pais da noiva, franqueei a palavra ao noivo que queria dar um depoimento. Seu testemunho começou assim: “Eu sempre orava a Deus pedindo que me desse alguém para me fazer feliz…” Percebam: ele viu nela a possibilidade de satisfação pessoal, ou seja, sua motivação era egoísta, ele se preocupava em ser feliz e não em fazê-la feliz, queria receber e não ofertar. O seu ego orientava sua oração, seu comportamento e, imagino, determinava o modo como se relacionava com sua noiva. Faz alguns anos desde aquela declaração; até hoje eles não se casaram, mas passaram a viver maritalmente. Talvez os dois estejam movidos pela mesma ambição: a própria felicidade, e não a do outro. Um relacionamento assim normalmente tem prazo de validade, pois quando um não puder mais oferecer o que o outro quer, quando a beleza do outro, o vigor, e a “qualidade” na “prestação dos serviços” não for adequada, alguém tomará a iniciativa para se afastar; tanto que a praxe social tem demonstrado que pessoas são ‘descartáveis’. Uma relação em que cada qual luta pelos seus próprios interesses é como uma casa dividida que não poderá subsistir por muito tempo: nela as pessoas não se completam, mas competem entre si (aqui se aplica o mesmo princípio ensinado por Jesus em Marcos 3:25).

Embora o texto inicial trate de relacionamentos no seio da igreja, os princípios nele observados podem e devem ser aplicados no lar, uma vez que cabem bem em qualquer contexto de convivência:

Nada deve ser feito por ambição egoísta — a humildade é o antídoto do egoismo, e alguns a consideram como sendo um ‘segredo’ para a manutenção de bons relacionamentos. É certo que conviver com alguém que pensa e trabalha excessivamente pelos próprios interesses é desgastante.

Mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos — a pessoa humilde está sempre disposta a perdoar e a pedir perdão, a reavaliar opiniões e atitudes, a reconsiderar certas coisas e buscar o aperfeiçoamento em Cristo — isso não é fraqueza, é virtude! Quem pratica a humildade não busca o prestígio pessoal, antes age de modo a valorizar o próximo, a trabalhar pelo bem-estar dos outros, e a promover a paz.

Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros — O altruísmo tem sido uma virtude esquecida. Pode parecer difícil deixar de lado os próprios interesses e trabalhar para o contentamento do outro, mas é agindo assim que expressamos nosso amor e cultivamos em nós a mesma atitude de Cristo, que “esvaziou-se a si mesmo” e veio ao mundo não “para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Filipenses 2:7; Marcos 10:45). Para “cuidar dos interesses dos outros” devemos exercitar a ‘empatia’, valor em desuso, mas que precisa ser resgatado.

Ao contrário do que muitos afirmam, diferente do que diz a ‘sabedoria’ de certos ‘pensadores’, ninguém é feliz sozinho. Especialmente no lar, a felicidade de um depende da felicidade do outro. O marido feliz é o que faz a esposa feliz, e vice-versa. Os pais felizes são os que criam filhos felizes, e filhos felizes são os que agem intencionalmente para a felicidade dos pais. Irmãos que se apreciam trabalham para a felicidade uns dos outros. O segredo para agir assim? É o amor de Cristo em nós que nos leva a “completar” a alegria do outro, e isso começa pelos pequenos gestos.

A quem, você fará feliz, hoje? Pense nisso!

domingo, 10 de maio de 2020

“Eita Mulherão”

"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis." (Provérbios 31:10)

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Pr. Cleber Montes Moreira

Certo jovem, ao ver uma mulher linda e atraente passar, soltou um grito: “Eita mulherão!” Obviamente se referia ao corpo escultural; à forma e não à essência; à beleza física e não ao caráter. Mulherão é sinônimo de seios fartos, de lábios carnudos, de glúteos volumosos, pernas torneadas dentre outros atributos. O padrão é o das dançarinas dos programas de palco, das que aparecem nas capas de revistas e, até das que se oferecem em anúncios como “acompanhantes”. Neste sentido mulherão é a concepção formada por uma mente doentia, sensualista, desconectada de valores mais elevados; é a interpretação mais vulgar do que significa ser mulher.

Na Bíblia temos vários exemplos de mulheres que merecem admiração, mulheres valorosas, exemplares, mulheres de fé e verdadeiras servas. Cada uma pode ser considerada, verdadeiramente, um mulherão: DÉBORA, escolhida para ser juíza; certa SUNAMITA, que pediu ao marido que construísse um quarto a mais em sua casa para hospedar o profeta Eliseu. ESTER, que se tornou rainha e foi instrumento divino para salvar seu povo da destruição. RUTE, nora de NOEMI, era mulher honesta e trabalhadora. ANA, mulher de oração, mãe do profeta Samuel. ABIGAIL, “mulher de bom entendimento e formosa”, que livrou sua família (1 Samuel 25:3). A anônima VIÚVA POBRE, cuja liberalidade tornou-se exemplo a ser seguido. MARIA DE BETÂNIA, que encontrou tempo para ouvir o Mestre, deixando, por algum momento, seus afazeres. A SAMARITANA, pecadora arrependida que se tornou missionária entre o seu povo. MARIA, mãe de Jesus, que em vez de exaltar-se, reconheceu sua condição de serva (Lucas 1:48). DORCAS, discípula cheia de “boas obras” (Atos 9:36). LÍDIA, que abriu sua casa para a pregação do evangelho. LÓIDE e EUNICE, que transmitiram ao jovem Timóteo os valores da “fé não fingida” (2 Timóteo 1:5). Tantas outras aparecem nas Sagradas Escrituras, como verdadeiras heroínas. Cada uma delas pode ser considerada, literalmente, um mulherão!

Mulherão é a mãe, a filha, a esposa, a amiga, a companheira, a mulher íntegra, a trabalhadora, a que cuida com zelo de sua família, a que em seu lar cultiva os valores cristãos, a que é exemplo de fé e obediência a Deus. Qualquer outra concepção do que seja um “mulherão” será fruto de devaneio.

Sua família tem a marca?

O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito. ‘Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes o comemorarão como festa ao Senhor. Comemorem-no como decreto perpétuo…’ Então, à meia-noite, o Senhor matou todos os primogênitos do Egito, desde o filho mais velho do faraó, herdeiro do trono, até o filho mais velho do prisioneiro que estava no calabouço, e também todas as primeiras crias do gado. No meio da noite o faraó, todos os seus conselheiros e todos os egípcios se levantaram. E houve grande pranto no Egito, pois não havia casa que não houvesse um morto.” (Êxodo 12:13,14,29,30 — NVI. Para melhor compreensão, leia todo o capítulo).

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Pr. Cleber Montes Moreira

O Êxodo estava por acontecer. A morte dos primogênitos seria a última praga que assolaria o Egito antes da libertação dos hebreus. Um sinal deveria identificar o povo de Deus: Com o sangue de um cordeiro sacrificado por família (ou partilhado com o vizinho, se a família fosse pequena), deveriam ser tingidas as laterais e as vigas das portas das casas. Onde houvesse sangue, haveria libertação, onde não houvesse, haveria choro e lamento. Assim foi naquela noite; entre os egípcios não houve família sem luto, e entre os hebreus não houve mais escravo; as famílias sem o sinal do sangue choraram, as famílias cujas casas foram marcadas pelo sangue se alegraram.

Assim também as famílias de hoje precisam do poder do sangue de Cristo, o Cordeiro perfeito, como sinal de sua aliança com Deus impresso não nos umbrais, não nas paredes, não em objetos decorativos, mas nas vidas dos que se renderam ao Salvador e aceitaram viver sob seu senhorio.

Embora a decisão por Cristo seja individual, quando numa mesma família todos passaram pela experiência do novo nascimento, podem, com alegria, dizer: “eu e minha casa servimos ao Senhor!” Familiares, unidos pela mesma fé, partilham da mesma esperança eterna prometida aos que creem; eles têm alegria nesta vida e esperam se encontrar no céu. Nas famílias onde não há o sinal do sangue, mesmo que haja unidade neste tempo, o futuro é incerto: há dúvidas, tristezas, desesperança e cheiro de morte.

Sua família possui a marca que a distingue do mundo? Naquele grande dia, quando Deus proclamar o seu juízo, para os seus haverá lamento ou alegria, morte ou vida? O sangue é sinal de perdição para os infiéis, mas para os que creem é bênção e salvação. Pense nisso!