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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Descanso ou tormento?

Quem nunca ouviu frases como “fulano descansou”, “descanse em paz” e “que Deus o tenha em bom lugar”, principalmente quando alguém falece depois de muito sofrimento? Será que este conceito de descanso está correto? O que a Bíblia diz sobre o assunto?

funeral
Funeral / Reprodução Internet

“E ouvi uma voz do céu, me dizendo: Escreve; Bem-aventurados os mortos, que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos; e suas obras sigam com eles.” (Apocalipse 14:13 – Novo Testamento Almeida de 1819, revisado para o português corrente e cotejado com o Textus Receptus publicado por Scrivener)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

 

Dona Anita faleceu aos 98 anos, depois de passar vários dias em coma no hospital. No velório, uma conhecida desabafou: “Dona Anita descansou”. O mesmo foi dito sobre Jorge, 39 anos, usuário de drogas que perambulava pelas ruas do Centro de São Paulo. Por diversas vezes estivera internado, e a família, por mais que se esforçasse, não conseguiu resgatá-lo do vício. Joana, uma crente fiel, aos 28 anos perdeu a batalha para o câncer. Durante o sermão fúnebre seu pastor afirmou: “Irmã Joana descansou e já está com o Senhor.”

Frases como “Fulano descansou”, ou “Fulano passou dessa para melhor”, embora possam indicar o descanso de lutas e aflições desta vida, nem sempre revelam uma condição melhor na eternidade, constituindo-se, muitas vezes, em meros eufemismos. Isso porque somente o cristão pode descansar no Senhor. Para aqueles que não se renderam a Cristo pela fé, para os que não passaram pela experiência do novo nascimento, o futuro não é de descanso, e sobre eles não se pode dizer que “passaram dessa para melhor”. A Bíblia é clara ao declarar sobre a eternidade dos perdidos e a eternidade dos salvos: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Ainda, sobre o lugar dos mortos sem Cristo é dito que “ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:50), portanto, nenhum descanso, mas sofrimento eterno.

Não é o que será dito sobre você no seu funeral que determinará sua condição na eternidade, mas sua escolha ou rejeição por Cristo: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36). O descanso e a vida eterna são para os que creem, e crer é confessar a Jesus como Senhor e Salvador, é entregar-se a Ele e sujeitar-se ao seu senhorio; é acatar o evangelho, “o poder de Deus para a salvação de todo o que crê” (Romanos 1:16), como regra de fé e prática. Se você pertence a Cristo seu futuro eterno será com Ele, porém, se não, a profecia de Apocalipse 14:13 não é sobre você. Pense nisso!

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Para as boas obras

A ideia de que as boas obras são essenciais para a salvação está enraizada na cultura religiosa brasileira, mas é este um ensino bíblico? As obras são meio para a salvação ou resultado dela?

Bíblia
Imagem: Pixabay

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Efésios 2:10 — NVI).


Pr. Cleber Montes Moreira


Embora pessoas sem a experiência da salvação possam realizar coisas boas e receberem aprovação social, elas não o fazem como fruto de uma vida nova. Até os maus podem praticar o bem (Mateus 7:11), mas jamais serão justificados perante Deus pelo que fazem.

William Barclay escreveu: “Todas as obras boas do mundo não podem nos justificar diante de Deus, mas uma vez que fomos justificados perante Ele nosso cristianismo terá algo radicalmente errôneo se não frutificar em boas obras”. É verdade! Embora Paulo ensine que somos salvos pela graça, mediante a fé, e não pelas obras, razão pela qual não temos mérito algum na obra da salvação (Efésios 2:8,9), ele também nos faz saber que as obras têm lugar na vida cristã, pois, pela operação da graça, o homem novo foi criado em Cristo para as boas obras. Sim, as boas obras seguem a experiência da fé e novo nascimento — elas não são o meio para alguém alcançar a vida eterna, mas resultado dela; são realizadas pela atuação do Espírito Santo que habita e frutifica nos salvos. Assim, o novo viver é a manifestação de Deus em nós, agindo em nós e por meio de nós, realizando coisas boas para a glória não do homem, mas daquele que o fez nova criatura.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Ou você deixa tudo, ou não pode entrar

Um espírito avarento, por colocar o coração nas coisas temporais, sempre fará do objeto de seu interesse um impedimento para o relacionamento com Deus.

avareza
Imagem: Pixabay

“E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” (Mateus 19:22-24)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Segundo os dicionários, avareza é “qualidade ou característica de quem é avarento, de quem tem apego excessivo ao dinheiro, às riquezas”. Etimologicamente é “cobiça, desejo excessivo de haveres”. A cobiça é “desejo ardente de possuir ou conseguir alguma coisa. Desejo imoderado de bens, riquezas ou honras; ambição, avidez, concupiscência.” A avareza e a cobiça andam sempre juntas. A pessoa avarenta coloca o seu coração neste mundo ― seu olhar é para o horizonte, e nunca para cima, onde estão os verdadeiros tesouros. Ela raciocina e labora pensando naquilo que deseja conquistar. Faz planos, emprega inteligência, se envolve emocionalmente, esforça e trabalha obstinadamente para atingir seus objetivos. O objeto de seu desejo é seu ídolo e fonte de contentamento.

Ao contar a Parábola do Semeador Jesus falou sobre um tipo específico de solo (coração) em que a semente do evangelho é lançada, mas não frutifica: “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13:22). Observe que o problema que impede a Palavra de frutificar são “os cuidados deste mundo” e a “sedução das riquezas”. Um espírito avarento sempre será seduzido pelo dinheiro, bens, fama, poder e interesses temporais, e por isso desprezará o mais importante.

Quando aquele jovem, bom moço, que guardava os mandamentos desde criança, ouviu de Jesus que para ser salvo deveria vender tudo quanto tinha e dar aos pobres, saiu da presença do Senhor entristecido, pois o seu coração estava apegado às riquezas terrenas.

A cruz e a avareza não combinam. A porta do reino é tão estreita que não permite a ninguém levar coisa alguma desde mundo ― ou você deixa tudo, ou não pode entrar. Pense nisso!