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sábado, 23 de janeiro de 2021

Ajustando o foco e reordenando valores e prioridades

 A ansiedade nos faz desviar o olhar de Deus e ignorar os seus cuidados, bem como limita nossa visão a respeito de nós mesmos e nos impede de enxergar nossas mais urgentes necessidades

Mateus 6:33

“Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? […]. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:25,32,33)

 
Pr. Cleber Montes Moreira

 

Imagine uma casa muito bonita. Você passa na rua, olha e admira sua arquitetura. Trata de uma obra bem-feita, bem-acabada, pintura nova, um belo jardim na frente… Um dia você é convidado a entrar naquela casa e observa que os móveis são velhos e feios, alguns arranhados, quebrados ou sendo comidos por cupins. Também os eletrodomésticos são antigos, com cores desbotadas. As vidraças estão sujas, e numa janela há um vidro quebrado. Pergunto: o imóvel perde seu valor porque os móveis, os eletrodomésticos e as vidraças estão nestas condições? Claro que não! Entretanto, muitos reclamam da vida porque não podem comprar móveis novos, eletrodomésticos de última geração, porque não têm um smartphone moderno, porque não podem trocar de carro, usar roupas de grife, ou mesmo porque não podem ter comida cara em suas mesas, se esquecendo que a vida é uma dádiva de valor inestimável. Imagino que seja isso que Jesus quis nos ensinar ao dizer: “Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6:25).

A ansiedade pelas coisas temporais, ainda que muitas delas nos sejam necessárias, nos fazem desviar o olhar de Deus e ignorarmos os seus cuidados, bem como limita nossa visão a respeito de nós mesmos e nos impede de enxergar nossas mais urgentes necessidades. O foco no “pão material” nos desvia do Pão de Deus que “desce do céu e dá vida ao mundo” (João 6:33), de modo que ainda que o corpo esteja bem alimentado e bem-vestido, o espírito está nu e faminto; ainda que acumulemos riquezas neste mundo, se não tivermos o principal seremos miseráveis. É assim que as preocupações exageradas com esta vida nos fazem adoecer; enquanto somos acometidos de ansiedade, as aves do céu, “que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros” têm seu alimento diário, e os “lírios do campo” que “não trabalham nem fiam” se vestem esplendorosamente (vs. 26,28).

O segredo para uma vida equilibrada é ajustar o foco e reordenar nossos valores e prioridades. Consideremos que nosso Pai celestial sabe tudo quando realmente necessitamos, que Ele cuida de nós, que inútil nos “será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono” (Salmos 127:2), e com esta confiança busquemos “primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (v.33), sabendo que nada nos faltará. Isso é saúde para a mente, para o corpo e para o espírito.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

O que esperar, ou em quem esperar?

 “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:17,18)

2021
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

 

Depois de um ano tão conturbado, o que esperar do Ano Novo? Nesta época mensagens são compartilhadas com desejos de saúde, paz e prosperidade. Se cada um fizesse uma lista de desejos, talvez entre as expectativas comuns estivesse uma vacina eficaz contra a Covid-19 e o retorno à normalidade. Uma sociedade mais justa, mais segurança, educação de qualidade, igualdade social e melhor gestão dos recursos públicos também seriam, dentre outros temas, lembrados. Não faltariam pedidos específicos como a cura para alguma enfermidade, emprego, restabelecimento de relacionamentos, viagens, a realização de algum sonho pessoal etc.

Vamos falar de você. Qual é a sua ‘lista de desejos’ para 2021? E se todas as suas expectativas para o Ano Novo forem frustradas? A questão, quando tratada de modo adequado, não é o que esperamos, mas em quem esperamos. O profeta Habacuque, por exemplo, fala de realidades muito adversas:“ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado”. E o salmista nos apresenta cenas de um possível caos: “ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza” (Salmos 46:2,3). Talvez, um bom exercício para a fé seja pensarmos em possíveis “ainda que”, já que nem tudo o que desejamos ou esperamos se concretiza. Talvez, apenas talvez, o Ano Novo não seja melhor que o que passou, e mesmo assim, ainda que não haja a cura definitiva para a Covid-19, ainda que não haja fartura na mesa, ainda que a economia não vá bem, ainda que os recursos sejam escassos, ainda que o mundo esteja em desordem… a questão determinante é onde ou em quem está sua confiança e contentamento. Se você é capaz de crer em Deus como o seu “refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1) e, independentemente das circunstâncias, dizer “Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3:18) você terá paz e segurança. Pense nisso!

domingo, 27 de dezembro de 2020

Quem conhece a Jesus, conhece o amor

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 — grifo do autor)

crucificação
Imagem de José Manuel de Laá por Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


O amor verdadeiro não é um mero sentimento, algo estático, mas ativo. É altruísta. Quando Deus amou o mundo Ele não fez um discurso, escreveu um poema, compôs uma canção, mandou flores… embora encontremos na Bíblia declarações, poemas e canções sobre o amor divino, Paulo diz que Deus provou o seu amor para conosco ao entregar Cristo para morrer em nosso lugar, na cruz, estando nós em inimizade contra Ele por causa do pecado (Romanos 5:8).

Talvez uma mãe ou um pai ouse morrer em lugar de um filho, um irmão em lugar de outro, um cônjuge em lugar da pessoa amada, ou mesmo um amigo em lugar de alguém muito especial, mas quem morreria em lugar de um inimigo? Porém, a grandeza do amor divinal está “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10) — João diz que Deus nos “deu o seu Filho unigênito” (João 3:16). Isso pode parecer loucura. De fato este amor transcende nosso entendimento. Paulo afirmou que “a palavra da cruz é loucura para os que perecem” (1 Coríntios 1:18), entretanto, esta ‘loucura’ é a maior prova de amor já vista. Como este amor, em toda a sua dimensão, não pode ser traduzido em palavras humanas, pode ser este o motivo de João, inspirado pelo Espírito, ter escrito: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira…” E o que isso significa? Que não há em todo o universo algum outro amor, nem mesmo o amor de mãe, nada que o pensamento humano possa conceber, nada que possa ser descrito ou sonhado que possa, ainda que palidamente, ilustrar com fidelidade o amor do Pai — se não há como descrevê-lo, basta-nos saber que Ele nos “amou de tal maneira…”.

O amor de Deus é a suprema expressão de amor. Como escreveram nossos saudosos poetas, “se os mares todos fossem tinta e o céu sem fim fosse papel, se as hastes todas fossem penas e os homens todos escrivães, nem mesmo assim o amor seria descrito em seu fulgor”; de modo que “quem pode o seu amor contar? Quem pode o seu amor contar? O grande amor do Salvador quem poderá contar?”

Se o amor divino não pode ser sondado, nem descrito, ele pode ser experimentado. Quem conhece a Jesus, conhece o amor. Pense nisso.

sábado, 26 de dezembro de 2020

O maior presente

 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 — grifo do autor)

presépio
Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


Há uma frase muito conhecida que virou chavão, principalmente entre os evangélicos, extraída de uma canção que diz que “o melhor de Deus ainda está por vir”. Tal afirmação contraria João 3:16, onde lemos que Deus nos “deu o seu Filho unigênito”, que é Jesus. Sendo Ele a revelação perfeita do Pai — de modo que “quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9) —, tendo sido profetizado por Isaías como o “Deus conosco” (Isaías 7:14; Mateus 1:23), que expectativa podemos ter de algo melhor que o próprio Senhor? Quem ainda espera o “melhor de Deus” não compreendeu o verdadeiro sentido do Natal. Talvez o cenário do menino de família humilde deitado num cocho para animais, e o estábulo fétido — nada comparável aos presépios iluminados de hoje — possa ser ilustrado por um porta-joias velho, sem beleza, que guarda um diamante de valor inestimável, cujo brilho intenso ofusca a visão.

Tudo que o Eterno nos dá é bom. Se tentássemos fazer uma lista das bênçãos recebidas pela bondade do Pai, ela seria imensa e, certamente, por falta de memória, e até de gratidão, nos esqueceríamos muitas coisas.

 O apóstolo Paulo disse certa vez: Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”. Em outras palavras, ele estava dizendo: “eu posso suportar todas as coisas sem me abater, porque o meu contentamento está em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:11,12). Há uma música, intitulada “Razão da Minha Fé”, cuja letra ilustra bem o sentido das palavras de Paulo:

Me falte água ou alimento, ou suprimento para o amanhã que vem.
Se nos olhos me faltarem toda luz, só não me falte a presença de Jesus.

Sua presença é a razão da minha fé, sua presença me conduz onde estiver

Me falte o vento, o mar e o sol, onde estiver sei que não vou me abalar. Se na seara o meu trigo não produz, só não me falte a presença de Jesus.

Quando experimentamos Jesus descobrimos que nada há mais precioso que Sua presença; de todas as bênçãos, Ele é a melhor! Tudo pode nos faltar, podemos suportar qualquer coisa, mas não podemos viver sem Ele! O Natal nos ensina que aquele menino é o maior presente de Deus para a humanidade. Pense nisso!

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Os deuses Morrem

 Os deuses morrem, e os sepulcros comprovam isso...

Maradona
Imagem: Unsplash


Pr. Cleber Montes Moreira

 

O Jornal francês “L’Eequipe” publicou neste dia 26 de novembro: “Deus está morto”1. Os deuses morrem, inclusive os “imortais”. Quando morre um deus, morre também a alegria, a fé e a esperança de seus fiéis. Esta verdade ganhou destaque na publicação do Jornal Extra, intitulada: “Igreja Maradoniana convoca ‘culto’ para se despedir de Maradona.”2 Já o Metrópolis grafou: “Fiéis de luto”3 — sim, fiéis de luto pela morte de seu deus.

 

Maradona era um deus. De fato, com a sua morte ele conseguiu algo que só um ser divino poderia realizar: contrariando as leis naturais ele anulou, ainda que apenas pelo período de seu funeral, o perigo mortal que fez com que o governo argentino adotasse as regras mais rígidas possíveis para o enfrentamento do coronavírus. Tanto que os jornais exibem hoje imagens de pessoas aglomeradas, algumas de máscaras, outras sem, ao redor da Casa Rosada onde as autoridades esperam cerca de um milhão de pessoas — talvez bem mais — para o velório de seu ídolo.

 

O craque argentino está certamente entre os dois ou três maiores jogadores de futebol da história. Com a bola um gênio, sem ela um ser falho, um pecador, um mortal… Para a morte não há reis, príncipes, nem deuses.

 

Os deuses morrem. Morrem porque são deuses, feitos assim pelos homens. Como seres criados, os deuses são à semelhança de seu criador. “Aos homens está ordenado morrerem uma vez,” e também aos deuses, “vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27). Sim, também os deuses terão que prestar contas a Deus, àquele “que tem, ele só, a imortalidade”, “ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus”, diante do qual todo joelho se dobrará (1 Timóteo 1:17; 6:16; Romanos 14:11; Filipenses 2:10).

 

Os deuses morrem, e os sepulcros comprovam isso, mas Deus é eterno. Quem adora um deus um dia estará de luto, ou, se partir antes, perdido eternamente, mas os que adoram ao Senhor não serão confundidos, nem envergonhados, pois Ele é eterno.

 

Se o seu “deus está morto”, saiba que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8); Ele “é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5:20). Pense nisso!



1 https://www.lequipe.fr/abonnement/kiosque/le-journal/ab2ba183-ce7b-4c28-882d-006475cc446d (em 26 de novembro de 2020)

2 https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/igreja-maradoniana-convoca-culto-para-se-despedir-de-maradona-24764748.html (em 25 de novembro de 2020).

3 https://www.metropoles.com/esportes/futebol/fieis-de-luto-reveja-historia-da-igreja-de-maradona-da-argentina (em 25 de novembro de 2020)


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Perfeita, Eficaz e Suficiente

Nós temos a Bíblia, nosso fundamento de fé, onde encontramos toda a revelação de Deus, segundo Seu propósito, para por meio dela orientarmos nossas vidas

lendo a Bíblia
Imagem: Pixabay


“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:21)


Pr. Cleber Montes Moreira


É comum em alguns cultos alguém levantar dizendo ter recebido uma palavra de Deus, trazendo uma nova profecia, uma revelação, um recado… Temos profetas nos dias atuais? Se temos, esta é a forma de agir dos profetas de hoje?

Paulo, escrevendo aos Coríntios, disse: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.” (1 Coríntios 14:1). Então, profetizar é um dom. Entretanto, é preciso compreender que o ministério dos profetas no Velho Testamento se dá num contexto e numa forma diferente do modo como ocorre no Novo, especialmente no contexto do cristianismo. Antes, as profecias eram dadas por inspiração, hoje, porém, por iluminação. Os profetas de antes não tinham a Bíblia como a temos hoje, e a revelação de Deus se deu de uma forma progressiva (Hebreus 1:1). Hoje esta revelação está completa, perfeita, não tendo necessidade de nenhum acréscimo. Nós temos a Bíblia, nosso fundamento de fé, onde encontramos toda a revelação de Deus, segundo Seu propósito, para por meio dela orientarmos nossas vidas.

O profeta de hoje tem a luz do alto, dada pelo Espírito Santo, o Ensinador, para que compreenda e transmita com fidelidade aquilo que outrora fora revelado, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. O profeta que omitir, ou acrescentar algo às profecias, será tido como infiel, falso, incrédulo e digno de severa punição. É o que diz a Bíblia: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.” (Apocalipse 22:18-19 — grifo do autor).

Para não sermos enganados, precisamos conhecer a Bíblia. É o conhecimento da Santa Palavra que nos ajudará a discernir os falsos dos verdadeiros profetas, como disse João: “Amados, não creiais a todo o espírito1, mas provai se os espíritos2 são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1). Portanto, todo aquele que proferir algo que destoe da Bíblia, proferirá uma falsa profecia e, portanto, será considerado um falso profeta. Quem se levantar com uma nova revelação falará pelo homem, e não em nome de Deus, pois tudo quanto Deus quis revelar está na Bíblia. Não importa o título que ostente o falso profeta: pastor, bispo, apóstolo, evangelista, irmão ou irmã de oração… As Sagradas Escrituras dizem: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele” (Lucas 16:16). Depois de João não houve nenhuma revelação nos moldes do Antigo Testamento, nem haverá, mas sim a iluminação divina para que, compreendendo as profecias, os profetas de hoje anunciem clara e fielmente o reino de Deus, chamando pecadores ao arrependimento e à salvação em Cristo.

Mais uma vez recordo de Martinho Lutero, que disse: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir.” Portanto, não me procurem com uma outra palavra, ou outra revelação além das Escrituras, seja dada por palavras, sonhos, visões etc. Eu tenho a Bíblia. Ela me basta. Ela é perfeita, eficaz e suficiente. O que for além dela é de procedência maligna, é mentira e não merece crédito.


1 Aqueles que são movidos por espíritos enganadores proferem falsos ensinos.

2 Todo ensino deve ser confrontado com as Escrituras para que seja comprovada ou não sua autenticidade.


sábado, 29 de agosto de 2020

Meus sonhos ou a vontade de Deus?

 No contexto do falso evangelho, focado na criatura, o homem sonha, e Deus realiza; o homem decreta, e Deus faz acontecer; o homem ordena, e Deus obedece; o homem é deus, e Deus é servo

Bíblia
Imagem: Unsplash


“Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.” (Efésios 5:17)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


Há um deus adorado por alguns evangélicos que está cada vez mais em evidência, um deus que realiza sonhos e que está sempre a serviço do homem. Confesso que já estou cansado de certas frases compartilhadas em redes sociais, tais como: “Deus dá vida aos nossos sonhos”; “Sonhar é humano, mas realizar os seus sonhos é obra de Deus”; “Sonhe, os sonhos alimentam nossa fé”; “Pela fé verei meus sonhos realizados por Deus”; “Deus realiza sonhos”; “Deus não engaveta seus sonhos, e na hora certa Ele te surpreende dizendo: O tempo chegou”. Há uma canção gospel cuja letra diz:

Deus vai fazer o que você sonhar (…)

Deus vai realizar os teus sonhos

Mesmo em tempo de seca

Muita chuva terá

Você agora está no deserto

Mas eu sei que está perto

Da tua benção chegar (…)

 

A maioria, quando diz “Os sonhos de Deus jamais serão frustrados”, está, na verdade, pensando em seus sonhos, e não na vontade divina. Criador e criatura inverteram seus papéis: O homem sonha, e Deus realiza. O homem decreta, e Deus faz acontecer. O homem ordena, e Deus obedece. O homem é deus, e Deus é servo. Desculpem, mas este não é o Deus da Bíblia, embora seja o deus de muita gente que se diz cristã.

Que tal uma mudança de foco? Que tal a vontade de Deus como prioridade? Que tal submetermos todos os nossos sonhos, anseios, ideais e planos àquele que sabe o que é melhor, com o objetivo de sermos seus instrumentos para a realização de Sua vontade?

Quem prioriza seus sonhos pensa como o mundo e não tem a mente de Cristo. Quem se conforma ao padrão secular não pode experimentar a “boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2), pois seu entendimento está entenebrecido. Mais que isso, quem prioriza seus sonhos e despreza a vontade de Deus não tem parte com o Senhor, pois Ele mesmo disse: “Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.” (Marcos 3:35).

Deus não é Deus de sonhos. A Bíblia não fala dos sonhos de Deus, mas de Sua vontade e realizações. Quem dirige a história não precisa sonhar. Cabe ao homem desejar servi-lo e submeter-se à Sua vontade, como instrumento. Aprendamos com Jesus: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4:34). Do contrário, “certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-Poderoso” (Jó 35:13). Pense nisso!


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Movidos pela ganância

Pastores e líderes espirituais há que se tornaram especialistas em gestão eclesiástica, tecnocratas do evangelho; eles foram treinados para uma liderança eficaz objetivando o crescimento e a lucratividade

lucro
Imagem: Pixabay

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas…” (2 Pedro 2:3)               

Na Bíblia King Kames Atualizada (BKJA), lemos: “Movidos por sórdida ganância, tais mestres os explorarão com suas lendas e artimanhas…”


Pr. Cleber Montes Moreira


Na sociedade atual há uma briga acirrada, e até desleal, pela conquista de espaço e mercado. Empresas e marcas estão sempre em disputa. Basta ver os comerciais da TV: Marcas de refrigerantes, cervejas, remédios, produtos para limpeza, higiene, beleza e serviços estão sempre concorrendo com seus similares na telinha. Também nos outdoors e em qualquer outro espaço de mídia publicitária. O importante é vender! Não importa se para conquistar os clientes a propaganda seja enganosa.

Infelizmente, o mesmo tem ocorrido no meio dito evangélico. Quantos nomes de igrejas você conhece? Provavelmente um “sem número”; elas se proliferam por toda parte. Tradicionais, conservadoras, modernas, irreverentes, informais, inovadoras, inclusivas, sem rótulos… Tem para todos os gostos e necessidades do freguês. Elas estão sempre competindo umas com as outras no afã de atrair pessoas. Cada uma tem seu slogan, frases de efeito, mensagens publicitárias e promessas. Elas ocupam espaço na TV, no rádio, internet, outdoors e em todos os lugares possíveis.

Até algumas igrejas históricas deixaram de ser igrejas e passaram a tratar as coisas com uma visão secular de negócio, lucro, crescimento e gestão meramente humana. Nesta visão, o que importa não é cada indivíduo, e sim a massa. Pessoas passaram a ser tratadas como números e clientes. Líderes agora são gestores, e pastores são especialistas em administração; eles se tornaram tecnocratas do evangelho, cuja missão é gerir, e não pastorear; atrair, e não transformar; promover adesões, e não conversões. Eles se preocupam com a lã, e não com as ovelhas. Se não der lucro, por causa da lei de mercado, a “empresa” tem que rever sua administração. Tudo isso porque os lobos devoradores, disfarçados de homens de Deus, são movidos por sórdida ganância. É a infalível Palavra de Deus se cumprindo.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

O fracasso do sucesso

 Tudo que alguém possa fazer ou conquistar sem antes considerar a vontade divina é fracasso. No fim, o que se constatará é o fracasso do sucesso, pois todo sucesso fora dos planos de Deus é fracasso

celebração
Imagem: Unsplash


“E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao Senhor. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar.” (Êxodo 32:5 e 6)


Pr. Cleber Montes Moreira


Como as pessoas geralmente reconhecem o sucesso de um líder religioso? Normalmente pelos sermões que prega, pelo carisma, pela projeção de sua imagem, pelo tamanho de sua igreja, pelo salário que recebe, pelo carro que possui, pelas grifes que usa etc. Em certa ocasião, um amigo desabafou: “O valor de um pastor é medido pela quantidade de membros de sua igreja.”

Arão, durante a ausência de Moisés, fez o maior sucesso. Ao ceder ao clamor popular por um deus para adorar, conquistou a simpatia de muitos. Diante do ídolo que construíra, um bezerro de ouro, o povo se apresentou com grande entusiasmo, tanto que resolveu erguer um altar e convocar a todos para uma grande celebração no dia seguinte. O que muitos líderes de hoje querem é ver o povo alegre e festejando. Este panem et circenses (pão e circo) gospel rende aplausos e gera um ambiente favorável para a liderança. Veja, por exemplo, o que ocorre nas chamadas “igrejas da prosperidade”, onde os pastores, bispos e apóstolos são bem quistos e até idolatrados. Dar ao povo o que ele quer é garantia quase infalível de sucesso, por isso que muitos, movidos pela ganância, se rendem aos caprichos de seus liderados.

Fico pensando até onde Arão e seu povo iria se Moisés não descesse do monte e se não houvesse uma intervenção divina. Podemos dizer que o sucesso sem Deus é mero fracasso. O sucesso de Arão foi um fracasso. O sucesso dos líderes gananciosos de nosso tempo é fracasso. Toda conquista fora dos desígnios de Deus é fracasso. Todos os sonhos realizados, toda obra empreendida, toda riqueza acumulada, toda fama alcançada, tudo que alguém possa fazer ou conquistar sem antes considerar a vontade divina é fracasso. No fim, o que se constatará é o fracasso do sucesso, pois todo sucesso fora dos planos de Deus é fracasso.

Quer ser bem-sucedido? Quer experimentar o verdadeiro sucesso? Siga o conselho dado a Josué pelo próprio Deus: “Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido.” (Josué 1:7,8 — grifo do autor). Por fim, tenha em mente que, independente do que pensam as pessoas, o sucesso sem Deus é fracasso, mas o “fracasso” com Deus é sucesso!

sábado, 22 de agosto de 2020

Quando um líder faz concessões…

Quando um líder se desvia da Verdade e faz concessões para agradar seus liderados, a consequência é uma sucessão de erros que lava à morte

bezerro
Imagem: Pixabay


Texto Bíblico: Êxodo 32:1 a 35)


Pr. Cleber Montes Moreira


O maior patrimônio de um líder cristão é sua integridade. Viver à vista de Deus, ser fiel, não negociar a fé ou fazer barganhas, não baratear o evangelho, não abrir mão de princípios, não ceder, não se corromper, ainda que diante de certas pressões, é o que se espera daqueles que lideram. Entretanto, vemos que há muitos que se desviam para agradar ao povo e criar em torno de si uma atmosfera (provisória) de conforto. Estes, ao contrário de Paulo, se preocupam mais em agradar aos homens que a Deus (1 Tessalonicenses 2:4), sempre visando certos benefícios.

Na ausência de Moisés, o povo pediu a Arão: “Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós” (Êxodo 32:1). Ele tinha duas alternativas, atender ao clamor popular, ou ser fiel a Deus. Escolheu a mais cômoda: pediu que lhe trouxessem ouro e criou um bezerro para ser adorado, diante do qual ofereceram holocaustos e apresentaram ofertas. O resultado? Morreram naquele dia cerca de três mil pessoas.

Quando um líder se desvia da Verdade e faz concessões para ficar em paz com seus liderados, a consequência é a morte: pessoas deixam de receber orientação segura, de ouvir a verdade, igrejas enfraquecem e almas deixam de ser salvas. Há quem se comporte como Arão: Enquanto Jesus não volta, consente o pecado, adota o politicamente correto, faz vista grossa ou apoia o erro abertamente, na intenção clara de preservar seu status, poder e amizade com os que se corrompem, criando ou permitindo que sejam criados bezerros de ouro. Gente assim não cultiva a fé genuína, mas camufla sua incredulidade.

Você é líder cristão? Não faça como fez Arão. Considere a natureza de seu chamado. Viva sempre na dependência do Espírito e preserve a sua integridade.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Perdoar é possível

Perdoar não é uma obrigação, não é uma arte, não é uma ciência, perdoar é uma virtude, é um dom do Espírito; o perdão deve ser mais que uma frase decorada, mais que uma oração automatizada, deve ser um princípio de vida

perdão
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“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” (Mateus 6:14,15)


Pr. Cleber Montes Moreira


Em 22 de janeiro de 2016, a Missão Portas Abertas publicou em seu site uma nota sobre um cristão que foi atacado por militantes do Boko Haram, que invadiram sua casa na tentativa de decapitá-lo. A Organização, que apoia cristãos perseguidos ao redor do mundo, informou que Yakubu (nome fictício) sobreviveu por um milagre e foi capaz de perdoar seus agressores. Ao ler este relato, logo lembrei-me da última oração de Estêvão, que, ao ser apedrejado, intercedeu pelos seus perseguidores: “E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu” (Atos 7:60). Cultivar o perdão foi algo que Estêvão aprendeu com o Mestre, que do alto da cruz rogou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O caso de Yakubu e Estêvão não são fatos isolados. Há, na história do cristianismo, muitos outros relatos de cristãos que foram capazes de perdoar seus agressores, mesmo diante da morte iminente. O perdão é valor praticado e ensinado pelo Senhor. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mateus 6:12) deve ser para nós mais que uma frase decorada, mais que uma oração automatizada, deve ser um princípio de vida. E não importa o tamanho da agressão, o perdão será sempre maior que tudo. Uma calúnia, um desaforo, uma agressão física, uma traição… há quem tenha sofrido bem mais que isso, há quem tenha suportado dores bem mais terríveis e, mesmo assim, praticado o perdão. Perdoar não é uma obrigação, não é uma arte, não é uma ciência, perdoar é uma virtude, é um dom do Espírito.

Pense um pouco: Qual o maior perdão já praticado em toda a história da humanidade? Certamente o perdão de nossos pecados. Este perdão é fruto do amor divino, “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8), portanto, o segredo para perdoar é amar. Quanto mais amamos, mais perdoamos. Assim, se amarmos as pessoas como Cristo as ama, se colocarmos em prática o “amarás o teu próximo como a ti mesmo”, seremos capazes de perdoar. E quem nos capacita a amar e perdoar é o Espírito Santo; se Ele governa nossas vidas, perdoar é possível.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

O maior tesouro

 O evangelho não é uma fórmula mágica para enriquecimento material e satisfação da vontade e anseios humanos

comércio
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“Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?” (Mateus 19:27)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Muitas pessoas compreendem o evangelho como uma fórmula mágica para enriquecimento material e satisfação da vontade e anseios humanos. Há até quem ouse tentar barganhar com o Senhor: “Se Deus me curar…”, “Se Deus ouvir minha oração…”, “Se Deus me der um emprego…”, “Se Deus me der um carro novo…”, “Se Deus me ajudar nos estudos…”, “Se Deus restaurar minha família…”, Se Deus fizer isso ou aquilo, “prometo passar a crente”, “prometo ser um dizimista fiel” etc. Mas o Poderoso não abriu um balcão de negócios no qual se pode trocar bênçãos temporais por promessas humanas. O ser humano, em seu estado de miséria, não está em condições de negociar com Deus, bastando-lhe somente a abundante graça, sem a qual está perdido.

O contexto do texto lido nos fala de um jovem rico que estava tão apegado às riquezas temporais que não podia servir a Cristo. Assim também estão todos os que colocam seu coração neste mundo, esperando no Senhor apenas para esta vida, esquecendo-se de que é necessário buscar o reino de Deus em primeiro lugar (Mateus 6:36). Para aqueles que assim se comportam, eis o que Paulo diz: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1 Coríntios 15:19).

Ao contrário daquele jovem, rico, mas, do ponto de vista espiritual, miserável, os discípulos deixaram tudo para seguir o Mestre. Literalmente, tudo! E, que recompensa tem os que assim fazem? E nós que “deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?”, perguntou Pedro. A resposta do Senhor foi: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” (Mateus 19:29). Que riqueza pode ser maior que a vida eterna? A saúde, o emprego, a família, bens materiais? Nada é maior e mais precioso que a salvação, oferecida graciosamente.

O evangelho não é barganha. Para entrar para o reino de Deus é preciso deixar de amar o mundo e de se preocupar deliberadamente com as coisas seculares. Quem quer ganhar o mundo acaba perdendo a própria vida: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26). Por isso Jesus disse que “é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24). Quem tem seu coração no mundo está perdido, mas quem, por amor a Cristo, renuncia ao mundo, “receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” E este é o maior tesouro que alguém pode encontrar. Pense nisso!

domingo, 9 de agosto de 2020

Onde o céu começa

 Não existe “lar doce lar” sem a presença de Cristo; com Ele até o mais humilde casebre irradia luz e alegria. A Sua Palavra, lida e ensinada, amada e praticada, transforma nosso lar no lugar “onde o céu começa”

casa
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“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Deuteronômio 6:6-7)


Pr. Cleber Montes Moreira


Li no adesivo de um carro uma frase muito interessante: “O céu começa em casa”. Logo pensei: se para alguns o céu começa em casa, para outros é lá que o inferno tem início. Penso que um lar com Jesus é céu, mas sem Ele é inferno.

A Bíblia diz que “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam…” (Salmos 127:1). Muitos querem edificar seus lares nas areias movediças da autossuficiência, de tradições familiares ou religiosas, do velho ou novo moralismo etc. Se esquecem de que todo esforço neste sentido é vão, e que somente é possível ter uma família equilibrada, sadia e firme diante das intempéries se ela estiver firmada na base sólida da Palavra de Deus.

A Bíblia é o manual para a formação de famílias saudáveis. Ela tem orientações para o esposo, a esposa, pais, filhos etc. Ela transmite valores eternos, e quem fizer caso deles será bem-sucedido. Podemos parafrasear assim o Salmo primeiro, versos 1, 2 e 3: “Bem-aventurada é a família que não vive segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.”

Sabemos que Satanás tem se esforçado para desfazer a Obra do Criador, e sua maior estratégia é destruir a família. Ele tenta afastar seus membros da presença de Deus, usando todos os meios possíveis, inclusive a mídia, para propagar valores invertidos. Traições, desobediência, rebeldia, desrespeito, inveja, ódio, violência, pornografia, ridicularização dos valores bíblicos, heterofobia (isso existe), são apenas alguns ingredientes dos enredos de filmes, novelas e programas de auditórios da TV que entram nos lares e minam as colunas que dão firmeza às famílias. Às vezes de forma imperceptível, devagar, o pecado vai entrando e, quando se percebe, o estrago está feito.

Muitas lutas podem ser travadas nos lares, podendo ser motivadas por desvio dos cônjuges, brigas, consumo de álcool e drogas, consumismo, má administração do tempo, escassez de saúde, desemprego, falta de dinheiro etc. A família sem Jesus estará vulnerável e propícia ao esfacelamento.

Se você quer que o céu comece em sua casa precisa viver e ensinar os valores bíblicos em seu lar. Seus ensinos e seu exemplo terão papel poderoso e determinante na influência positiva da sua vida sobre os demais membros de sua família. Pense nisso!

sábado, 8 de agosto de 2020

Incrédulos louvam?

 Fora do relacionamento com Deus ninguém é capaz de produzir qualquer expressão agradável ao Pai, nada que possa ser chamado, verdadeiramente, de louvor

louvor
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Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:23, 24)


Pr. Cleber Montes Moreira


Sei que o texto acima fala sobre adoração. Adorar é um termo muito abrangente, é mais que louvar, entretanto, quero particularizar e discorrer mais especificamente sobre o louvor, considerando-o como um ato, elemento, ou aspecto da adoração.

Pessoas que conversavam num grupo, elogiavam a participação de alguém durante um evento secular, diziam que “fulano louvou muito bonito”. Alguém, logo após seu “louvor”, teria perguntado se pertencia a alguma igreja evangélica. A resposta dada foi que não, e que jamais havia frequentado uma. Pelas informações, não tem um testemunho de conversão nem qualquer compromisso com o evangelho de Cristo.

“Louvar” está em moda, e incrédulos também louvam. Não entrando no mérito da qualidade, nem do conteúdo dos louvores atuais, as músicas gospel têm ótima aceitação, penetram fundo no emocional das pessoas e, muitas canções tornam-se populares, de modo que mesmo os que vivem alheios às questões religiosas as conhecem e até cantam. Aliás, louvar já não é mais coisa só de crente; há muita gente louvando por aí: louvam em casa, nas ruas, nos programas de TV, nos auditórios, nas festas, durante shows etc. Há até um certo cantor que certa feita avisou: “não sou evangélico, sou cantor gospel”. Agradeço pela sinceridade, mas pergunto: incrédulos louvam? Seus louvores chegam a Deus?

O salmista afirmou que “os mortos não louvam ao Senhor” (Salmos 115:17a). Os mortos são aqueles que não têm vida, sejam os ídolos, sejam os que os adoram, sejam os mortos vivos deste mundo, sejam os que já partiram sem um encontro com Cristo. Mortos não louvam, e toda pessoa sem o Salvador está morta em ofensas e pecados (Efésios 2:1). O perdido não pode louvar nem agora e nem depois da morte. O louvor dos incrédulos são palavras jogadas ao vento, sem qualquer utilidade, pois ninguém pode louvar com os lábios se não louvar primeiro com a vida.

Os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade, e não como a samaritana que adorava o que não conhecia (João 4:22,23). O mesmo princípio se aplica ao louvor, pois o louvor é parte da adoração. Louvor sem conhecimento, compromisso e vida com Deus pode ser qualquer coisa, menos louvor. Da mesma forma que a oração eficaz é aquela feita por um justo, é o louvor do redimido que chega aos céus. Fora da relação pessoal com Deus não há verdadeiro adorador, nem qualquer expressão agradável ao Pai. A samaritana tinha, talvez, vínculos com a religião de seus antepassados, porém não cultivava um relacionamento pessoal com o Pai Eterno.

Há muitos que se intitulam, ou são intitulados adoradores, há muita coisa chamada louvor, mas não se impressione, assim como “nem tudo que reluz é ouro”, nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” tem parte com Ele.

Deus não busca louvores, Ele busca vidas santas dispostas no altar; Ele não busca adoração, mas adoradores que adorem em espírito e em Verdade, porque nem tudo o que sai da boca sai do coração, e nem todo barulho que o homem produz são louvores que brotam de uma vida transformada. Pense nisso!

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

“Coisa nenhuma há senão este maná”

Este é o tempo em que muitos olham para certas igrejas e reclamam: “Mas eles só têm este Pão?”, “Não têm nada além da mensagem Bíblica para oferecer?”, “Apenas este maná?”, e saem em busca de algo mais apetitoso

púlpito
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“Mas agora a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos.” (Números 11:6)

 

Pr. Cleber Montes Moreira

 

O maná é o alimento com o qual Deus, miraculosamente, sustentou seu povo durante a travessia do deserto. Era saudável, nutritivo, gratuito, sua aparência “era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel” (Êxodo 16:31), portanto, gostoso. Mesmo assim o povo reclamava por ter apenas este maná para comer. A queixa teria iniciado com estrangeiros cheios de gula, que contagiaram os israelitas com suas murmurações. Seriam mestiços de israelitas com egípcios, fruto de casamentos mistos. Eles se lembravam dos peixes, dos pepinos, das melancias, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos que comiam no Egito (v. 5). Agora, tinham apenas “este maná”, expressão que parece denotar desprezo.

Certa pessoa disse que se transferiria para outra igreja, porque o seu pastor “só prega doutrina”. Há quem despreze a exposição bíblica por sentir desejo por outros tipos de sermões, mais adequados às suas expectativas. É por isso que aqueles que não suportam a sã doutrina constituem para si, cada vez mais, mestres segundo os seus próprios desejos (2 Timóteo 4:3). Como a oferta de outros alimentos cresce a cada dia, o povo da gula tem diante de si um cardápio vasto: sermões de autoajuda, sofismas, filosofias humanas, mensagens antropocêntricas, triunfalistas, entretenimento, pregação de prosperidade, falsos milagres, revelações, profecias extrabíblicas, e muitas outras coisas. Há sempre uma nova opção neste mercado imenso, especializado em satisfazer o apetite da clientela.

As igrejas que insistem em oferecer o Pão do Céu, que dá vida ao mundo (João 6:33), passam pela mesma experiência de Jesus, quando abandonado pela multidão que queria apenas benefícios temporais: “Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (João 6:66), da mesma forma como tantos que já não suportam a Palavra da Verdade deixam suas congregações em busca de novas experiências.

Este é o tempo em que muitos olham para certas igrejas e reclamam: “Mas eles só têm este Pão?”, “Não têm nada além da mensagem Bíblica para oferecer?”, “Apenas este maná?”, e saem em busca de algo mais apetitoso.

Que não haja entre nós nenhum anseio por outro alimento, senão o desejo pala Palavra da Vida, pelo Pão do Céu. Que nos contentemos com apenas “este maná”, o maná da vida que é Cristo e seus ensinos. Que haja em nosso meio fome, não fome por um falso evangelho, mas fome e sede pela autêntica Palavra do Senhor. Amém!

quinta-feira, 30 de julho de 2020

A ‘graça’ que tolera o erro é desgraça

Contrariando as Escrituras, muitas igrejas abandonaram a pregação contra o pecado e passaram a ostentar o que chamam de “cristianismo cheio de ‘graça’ e ‘acolhedor’”

Bíblia
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“Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação.” (1 Coríntios 5:1,2)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Por causa de sua visão distorcida sobre a graça, a igreja em Corinto tolerava o pecado em seu seio, e fazia isso com certo orgulho. Da mesma forma, hoje, algumas igrejas, sob o viés de uma nova interpretação das Escrituras e a pretexto de amor e misericórdia, deixaram de cumprir a disciplina bíblica e adotaram uma postura de tolerância e inclusão que dá aos membros a liberdade de conservarem certas práticas pecaminosas. Alguns chamam isso, equivocadamente, de resiliência. Na verdade, trata-se de falsa espiritualidade que, com aparência de piedade, nada mais é que conformação com os padrões sociais vigentes, o que chamamos de mundanismo ou secularismo. Muitas igrejas locais, levadas por essa visão errada de cristianismo, passaram a estabelecer “novos diálogos” sobre certos temas, como o aborto, a aceitação de homossexuais na membresia, a relação da igreja com movimentos e ideologias político-sociais etc. Em decorrência disso, cresce, cada vez mais, o liberalismo em meio aos ditos evangélicos.

Assim como em Corinto, já não há tristeza quando o pecado se estabelece em meio aos crentes, mas, ao contrário, uma ostentação do que entendem ser um cristianismo cheio de “graça” e acolhedor. Não importando mais o arrependimento, todos são chamados como estão, sem necessidade de qualquer mudança ou transformação para a comunhão com um deus tolerante e perfeitamente moldado para atender, sob medida, aos anseios dos que sofrem, principalmente das minorias. Assim, pecadores não transformados — devassos, idólatras, maldizentes, alcoólatras, exploradores, corruptos etc. (v. 11) —, sentam-se à mesa da comunhão e comem, para a sua própria condenação, não discernindo o caráter do Corpo de Cristo.

Paulo encerra sua exortação dizendo: “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo.” (v. 13). A graça que tolera o erro, é desgraça. Quando o assunto é pecado, não se deve fazer vista grossa. A disciplina é ensino bíblico e deve ser cumprida com amor e zelo, do contrário o fermento do mal contaminará toda a massa.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Vivo, porém morto

Santidade e santarrice não combinam. Aquele cuja vida cristã é representativa, ainda que possa enganar a muitos, está totalmente exposto diante de Deus, daquele que sabe quem tem fama de vivo mas está morto

dia dos mortos
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“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela…” (2 Timóteo 3:5)

“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1)


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Mariana é dona de uma voz inconfundível. Quando louva o auditório silencia. Parece que o Céu desce à Terra. Certa noite, após o pastor pregar uma poderosa mensagem sobre “Como Deus cuida de Seus filhos”, o auditório, repleto, se emocionou ao ouvi-la entoar maviosamente: “Aflito e triste coração, Deus cuidará de ti! Por ti opera a Sua mão, que cuidará de ti […].”

Ao contrário da piedade aparente, a adoradora domingueira leva uma vida dupla: aos domingos, e em datas especiais, como casamentos e aniversários, canta na igreja, porém, aos sábados e dias de festas frequenta lugares inadequados para um cristão, bebe, e ainda posta em seus perfis nas redes sociais fotos e legendas que não condizem com a fé cristã. Certa ocasião postou um convite para um evento de universitários intitulado “Festa da Pinga”. No templo, santa, no mundo, profana; ostenta vida, mas está morta.

Mariana não é exceção. Ela nos revela um comportamento cada vez mais frequente entre os crentes, principalmente entre os mais jovens: “um pé na igreja, outro no mundo”, como se pudessem ao mesmo tempo servir Cristo e satisfazer a carne, desconsiderando a exortação que diz: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4).

Para aqueles que acham que “brincar de crente” é muito divertido, fica a advertência: Santidade e santarrice não combinam. O hipócrita — aquele cuja vida cristã é representativa — pode enganar a muitos, mas não a Deus. Ele conhece as obras de cada um, e sabe quem tem fama de vivo mas está morto. Pense nisso!

terça-feira, 21 de julho de 2020

Vidas cheias de poder

Vidas cheias de poder são as que verdadeiramente pertencem e se sujeitam ao Espírito de Deus; são aquelas que o Eterno usa para a sua glória

pentecostes
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“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo…” (Atos 2:2-4)


Pr. Cleber Montes Moreira


A Bíblia não diz que houve vento nem fogo, mas um som como que de um vento, e línguas que se pareciam com labaredas de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Mesmo diante da clareza do texto, alguns não conseguem compreendê-lo.

É notório que muitos estão em busca dos sinais, do “extraordinário” de Deus, e não do próprio Deus, desprezando assim o importante: uma vida transformada, submissa e cheia do Espírito Santo. Esta busca insensata leva a enganos e produzi frustrações.

Conheci um homem que abandonou sua igreja e foi para outra em busca de uma experiência extraordinária: ele queria ser “batizado com o Espírito Santo”. Ficou por lá algum tempo, sempre orando, jejuando, e fazendo o que achava ser necessário para que seu sonho fosse realizado: queria falar em línguas, profetizar, e fazer outras coisas que somente pessoas “batizadas com o Espírito Santo” faziam. Enquanto se esforçava, observava algumas vidas “cheias de poder” por meio das quais deus — porque não poderia ser Deus — realizava grandes “sinais e maravilhas”: o pastor estava em adultério, alguns líderes eram maus pagadores, outros crentes tinham vida dúbia. Um dia ele pensou: “Isso não pode ser obra divina”. Após concluir que aquelas manifestações eram apenas encenações, aquele irmão, arrependido, me procurou chorando. Orei com ele e o aconselhei a procurar seu antigo pastor e a retornar para a igreja da qual havia saído, coisa que ele fez.

Aquele crente jamais falou em “línguas”, nunca “curou” alguém pela imposição de suas mãos, nunca recebeu nenhuma nova “profecia”, nem realizou algum outro sinal, porém, ao estudar sua Bíblia transformou-se num excelente crente e num ótimo evangelista. Ele descobriu que não precisava falar na “língua dos anjos”, mas comunicar o evangelho na língua dos homens (v. 8), e o Espírito o revestiu de poder para isso.

Há muita gente procurando “vento” e “fogo” como evidência da manifestação do Espírito Santo, no entanto, certos fenômenos e certas demonstrações de poder podem vir de outras fontes:“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”; “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (Mateus 24:24; 2 Coríntios 11:13,14 — grifos do autor).

O Pai da mentira e seus servos podem realizar “grandes sinais e prodígios”; podem enganar a muitos produzindo coisas extraordinárias, mas sua obra não resistirá à prova.

Vidas cheias de poder são as que verdadeiramente pertencem e se sujeitam ao Espírito de Deus, as demais, independente de suas realizações, são vidas vazias. Pense nisso!