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terça-feira, 9 de junho de 2020

“Eis-me aqui…”

O chamado para o ministério pastoral não é uma escolha pessoal, mas uma convocação divina. Não é um chamado para o “sucesso”, para receber honrarias deste mundo, mas para confrontá-lo com a Palavra da Verdade, o que implica desconforto. Diante desta realidade, poucos são os que se sentem encorajados a dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”


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Imagem: Free Images

“Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.” (Isaías 6:8)

 

Pr. Cleber Montes Moreira


“Eis-me aqui, envia-me a mim.”

Decisão firme, coração obediente,

Pronto, assim, para atender a convocação

E a vontade divina cumprir.


Enquanto homens tomam seus caminhos,

Quero no Caminho do Senhor andar.

Não importa se longe, ou aqui pertinho,

Estou pronto para a Palavra anunciar.


Quando, onde, ou como?

São preocupações desnecessárias.

O tempo é o de Deus,

O onde Ele indicará,

O como? O Senhor proverá.


Há uma mensagem a ser pregada,

Há almas famintas de Pão,

Da Água da Vida estão sedentas,

Carentes da divina provisão.

Por isso sigo, resoluto…

Não é hora de dizer “Não!”



Em 28 de setembro de 2015


sexta-feira, 5 de junho de 2020

O valor de um pastor

"Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver." (Hebreus 13:7)

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Pr. Cleber Montes Moreira

O valor de um pastor não é medido por sua popularidade, poder de persuasão ou quantidade de pessoas que atrai, mas sim por seu caráter e fidelidade a Deus (João 6:66 e 67);

O valor de um pastor não é medido pela aprovação de homens, mas pela aprovação de Deus. O pastor é segundo o coração de Deus e não segundo o coração dos homens (Jeremias 3:15);

O valor de um pastor não é medido pelo tamanho de sua igreja, mas por suas qualidades éticas, morais e espirituais;

O valor de um pastor não é medido pelo volume das entradas financeiras de sua igreja, mas por sua capacidade de suprir seu rebanho com a Palavra de Deus. Há pastores que se preocupam com a lã. Há pastores que se preocupam com as ovelhas;

O valor de um pastor não é medido pelo salário que ganha, mas pelo serviço que presta;

O valor de um pastor não é medido por sua capacidade política e de articulação, pois muitas vezes ele deixa de ser “politicamente correto” para permanecer justo e reto diante de Deus;

O valor de um pastor não é medido pelos cargos que ocupa na denominação, mas pelo serviço que presta à Obra de Deus;

O valor de um pastor não é medido pela satisfação de seus ouvintes, mas por sua pregação coerente aos valores do evangelho bíblico capaz de transformar vidas. A sua mensagem, ao invés de massagear o ego humano, às vezes desagrada por confrontar o ouvinte com a verdade;

O valor de um pastor não é medido pelo seu poder ou status, mas por sua submissão e obediência a Deus;

O valor de um pastor não é medido por sua autossuficiência. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza de homens que às vezes julgamos fracos e incapacitados (2 Coríntios 12:9);

O valor de um pastor não é medido por sua condição física, mas por sua condição espiritual;

O valor de um pastor não é medido pela quantidade de amigos ou pessoas que o rodeiam, mas sim por seu amor às pessoas;

O valor de um pastor não é medido pelos seus discursos, mas pela autoridade de seu viver (Mateus 7:9);

O valor de um pastor não é medido pelo crescimento quantitativo ou não da membresia de sua igreja, mas pelas transformações que suas mensagens geram em seus ouvintes. Há por aí templos cheios de pessoas perdidas, e igrejas pequenas onde pessoas experimentam a salvação em Cristo;

O valor de um pastor não é medido pelo seu poder de empolgar sua igreja ou plateia, pois seu chamado é para pastorear e não para “animar” auditório;

O valor de um pastor não é medido pelas crises que passa ou deixa de passar, mas pela maneira como se comporta em momentos difíceis;

O valor de um pastor é medido por critérios divinos e não humanos.

O pastor é dependente de Deus, e não de homens;

O pastor é homem frágil e pequeno, por meio do qual Deus realiza coisas grandes e extraordinárias;

O pastor sabe que seu chamado é para pastorear e não para gerir empresas; ele não se preocupa com números, mas com a saúde de suas ovelhas;

O verdadeiro pastor não se “contextualiza” ao mundo, mas se esforça para tirar vidas do mundo;

O pastor de valor forma valores;

Se você tem um pastor, agradeça a Deus, ore por ele e ame-o!

“Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hebreus 13:17)


OBS.: em abril de 2011. Para acessar a postagem original clique aqui.



domingo, 24 de maio de 2020

Amigos ou bajuladores?

 Ao contrário dos bajuladores um amigo verdadeiro sempre nos dirá a verdade, não aquilo que desejamos ouvir, mesmo com  risco de ser incompreendido.

Imagem: Pixabay

“Quem repreende o próximo obterá por fim mais favor do que aquele que só sabe bajular.” (Provérbios 28:23 –  NVI).


Pr. Cleber Moreira


A ideia do texto é a de um homem repreendendo o outro. Não se trata de uma repreensão insana, mas ponderada, coerente e para o bem. Isso ocorre quando um pai adverte o filho, quando um amigo instrui o outro, quando um professor ensina o aluno que erra a fazer certo, sempre na intenção de seu bem-estar.

A maneira como reagimos às ‘repreensões’ diz muito sobre quem somos. O néscio é amigo dos bajuladores, mas o instruído considera os que falam sinceramente, ainda que a princípio suas palavras possam produzir algum desapontamento e tristeza. Um falso elogio tem efeito oposto: produz alegria, eleva a autoestima, encoraja, mas é sempre um ato de hipocrisia que em nada coopera para o bem, podendo até contribuir para o fracasso. Uma boa crítica nos leva ao aperfeiçoamento, mas a lisonja pode produzir cegueira. É por isso que uma crítica construtiva vale mais que um falso elogio, e o sábio sabe disso.

Para o tolo a repreensão é um agravo, mas para o entendido uma é demonstração sincera de amizade que deve ser entendida como um auxílio em seu aprimoramento. Quem quer o nosso bem não nos bajula, mas fala sinceramente. Pense nisso, e considera quem são os verdadeiros amigos.

domingo, 10 de maio de 2020

“Eita Mulherão”

"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis." (Provérbios 31:10)

Imagem: Pixabay

Pr. Cleber Montes Moreira

Certo jovem, ao ver uma mulher linda e atraente passar, soltou um grito: “Eita mulherão!” Obviamente se referia ao corpo escultural; à forma e não à essência; à beleza física e não ao caráter. Mulherão é sinônimo de seios fartos, de lábios carnudos, de glúteos volumosos, pernas torneadas dentre outros atributos. O padrão é o das dançarinas dos programas de palco, das que aparecem nas capas de revistas e, até das que se oferecem em anúncios como “acompanhantes”. Neste sentido mulherão é a concepção formada por uma mente doentia, sensualista, desconectada de valores mais elevados; é a interpretação mais vulgar do que significa ser mulher.

Na Bíblia temos vários exemplos de mulheres que merecem admiração, mulheres valorosas, exemplares, mulheres de fé e verdadeiras servas. Cada uma pode ser considerada, verdadeiramente, um mulherão: DÉBORA, escolhida para ser juíza; certa SUNAMITA, que pediu ao marido que construísse um quarto a mais em sua casa para hospedar o profeta Eliseu. ESTER, que se tornou rainha e foi instrumento divino para salvar seu povo da destruição. RUTE, nora de NOEMI, era mulher honesta e trabalhadora. ANA, mulher de oração, mãe do profeta Samuel. ABIGAIL, “mulher de bom entendimento e formosa”, que livrou sua família (1 Samuel 25:3). A anônima VIÚVA POBRE, cuja liberalidade tornou-se exemplo a ser seguido. MARIA DE BETÂNIA, que encontrou tempo para ouvir o Mestre, deixando, por algum momento, seus afazeres. A SAMARITANA, pecadora arrependida que se tornou missionária entre o seu povo. MARIA, mãe de Jesus, que em vez de exaltar-se, reconheceu sua condição de serva (Lucas 1:48). DORCAS, discípula cheia de “boas obras” (Atos 9:36). LÍDIA, que abriu sua casa para a pregação do evangelho. LÓIDE e EUNICE, que transmitiram ao jovem Timóteo os valores da “fé não fingida” (2 Timóteo 1:5). Tantas outras aparecem nas Sagradas Escrituras, como verdadeiras heroínas. Cada uma delas pode ser considerada, literalmente, um mulherão!

Mulherão é a mãe, a filha, a esposa, a amiga, a companheira, a mulher íntegra, a trabalhadora, a que cuida com zelo de sua família, a que em seu lar cultiva os valores cristãos, a que é exemplo de fé e obediência a Deus. Qualquer outra concepção do que seja um “mulherão” será fruto de devaneio.