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sábado, 26 de dezembro de 2020

O maior presente

 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 — grifo do autor)

presépio
Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


Há uma frase muito conhecida que virou chavão, principalmente entre os evangélicos, extraída de uma canção que diz que “o melhor de Deus ainda está por vir”. Tal afirmação contraria João 3:16, onde lemos que Deus nos “deu o seu Filho unigênito”, que é Jesus. Sendo Ele a revelação perfeita do Pai — de modo que “quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9) —, tendo sido profetizado por Isaías como o “Deus conosco” (Isaías 7:14; Mateus 1:23), que expectativa podemos ter de algo melhor que o próprio Senhor? Quem ainda espera o “melhor de Deus” não compreendeu o verdadeiro sentido do Natal. Talvez o cenário do menino de família humilde deitado num cocho para animais, e o estábulo fétido — nada comparável aos presépios iluminados de hoje — possa ser ilustrado por um porta-joias velho, sem beleza, que guarda um diamante de valor inestimável, cujo brilho intenso ofusca a visão.

Tudo que o Eterno nos dá é bom. Se tentássemos fazer uma lista das bênçãos recebidas pela bondade do Pai, ela seria imensa e, certamente, por falta de memória, e até de gratidão, nos esqueceríamos muitas coisas.

 O apóstolo Paulo disse certa vez: Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”. Em outras palavras, ele estava dizendo: “eu posso suportar todas as coisas sem me abater, porque o meu contentamento está em Cristo que me fortalece” (Filipenses 4:11,12). Há uma música, intitulada “Razão da Minha Fé”, cuja letra ilustra bem o sentido das palavras de Paulo:

Me falte água ou alimento, ou suprimento para o amanhã que vem.
Se nos olhos me faltarem toda luz, só não me falte a presença de Jesus.

Sua presença é a razão da minha fé, sua presença me conduz onde estiver

Me falte o vento, o mar e o sol, onde estiver sei que não vou me abalar. Se na seara o meu trigo não produz, só não me falte a presença de Jesus.

Quando experimentamos Jesus descobrimos que nada há mais precioso que Sua presença; de todas as bênçãos, Ele é a melhor! Tudo pode nos faltar, podemos suportar qualquer coisa, mas não podemos viver sem Ele! O Natal nos ensina que aquele menino é o maior presente de Deus para a humanidade. Pense nisso!