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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Ser cristão ou ser “a Universal”?

 Pessoas há que, estimuladas pelo marketing agressivo, tornam-se simpatizantes e até seguidoras de um evangelho cujo foco está no sucesso temporal, e não na salvação eterna

religião
Imagem: Unsplash


“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” (Hebreus 11:13)


Pr. Cleber Montes Moreira


Há um comercial de TV muito conhecido no qual pessoas bem-sucedidas contam sua história de vida, declaram seu progresso, vitórias e sucessos, e terminam seu testemunho sempre com a frase: “Eu sou a Universal!” Esta é uma propaganda motivacional que visa vincular a ideia de prosperidade, de conquistas, de sucesso e felicidade àquela denominação religiosa. Pessoas há que estimuladas pelo marketing agressivo, tornam-se simpatizantes e até seguidoras deste tipo de evangelho cujo foco está no sucesso temporal, e não na salvação eterna. Interessante que, ao contrário destas pessoas, os heróis da fé não tiveram vida fácil. Na verdade, o escritor bíblico diz que eles “morreram na fé, sem ver o cumprimento das promessas…” Simplesmente creram. Se guiaram pela fé e não por vistas. Viveram na Terra como estrangeiros e peregrinos (Hebreus 11:13).

Dentre os personagens mencionados no capítulo 11 de Hebreus, a narrativa sobre Moisés é realmente interessante e oportuna. Diz o texto: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.” (Hebreus 11:24-27). Ele tomou o caminho contrário ao que prega hoje o evangelho da prosperidade: recusou ser chamado filho da filha de Faraó, o que significa que rejeitou todas as glórias e benesses do reino, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, considerando obedecer a Deus algo mais precioso que os tesouros do Egito. No final, não entrou na Terra, apenas a viu de longe.

O texto bíblico ainda diz: “E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados” (Hebreus 11:36,37).

Certamente, pessoas como os heróis da fé não podem ser garotos-propaganda deste falso evangelho. O que teriam a dizer se testemunhassem naquele comercial de TV? Contar suas humilhações não seria politicamente correto.

O que é mais importante, ser cristão, ser guiado pela fé, ainda que em meio ao sofrimento, ou ser a Universal? Eu já fiz a minha escolha, e você?