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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Seguir o amor, ou seguir a Verdade?

A “doutrina do amor” — falso amor — é o referencial para aqueles que desprezaram a Bíblia; é fonte normativa e instrumento para a “reimaginação” de toda estrutura considerada “injusta” e “opressora”

Bíblia
Imagem: Priscilla du Preez, Unsplash


“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:15)


Pr. Cleber Montes Moreira


Há um falso evangelho sendo alardeado, fundamentado e pautado no amor — ou, pelo menos, no seu entendimento hodierno. Relembro o caso do pastor, expoente deste “evangelho”, que publicou em seu perfil no Facebook: “Onde estiver o amor, ali estou eu.” A teologia deste evangelho é chamada de Teologia Inclusiva, e seus seguidores enfatizam o amor em detrimento da verdade. Este é um cristianismo que descamba para o universalismo. Na prática, se alinha a certas ideologias políticas, milita em defesa de certas minorias e pela inclusão de pessoas sem o arrependimento na membresia das igrejas, desconsiderando que a mensagem cristã, proclamada pelo próprio Cristo, consiste em “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 4:17). É como se dissessem aos pecadores: “Venham, possuam o reino e continuem como estão.”

Uma pastora, também expoente deste pensamento, disse num encontro que os valores da sociedade não caem prontos do céu, mas são produzidos a partir das perspectivas de diferentes grupos, incluindo os valores sexuais. A proposta do movimento que ela representa é uma releitura, uma reinterpretação, uma reimaginação da igreja, da fé, e mesmo das Escrituras. Uma igreja que aderiu a este pensamento, e que decidiu em sua assembleia receber homossexuais em sua membresia — o que implica batizá-los, realizar casamentos homoafetivos, conferir-lhes direitos e deveres —, justificou-se, por intermédio de seu pastor, com estas palavras: “O que a Igreja *** fez, revela que, mesmo não tendo todas as respostas para a questão da homossexualidade na Bíblia ou na doutrina histórica, decidimos seguir o caminho do amor.” Observem que o amor, e não a Verdade, é o referencial para a tomada de decisões, embasamento doutrinário e reimaginação de toda estrutura que se considera injusta e oposta ao amor.

Seguir o amor é um discurso politicamente correto, bonito, bem-aceito, que soa como acolhedor, inclusivo… Mas é, antes de tudo, diabólico. É uma perversão da Palavra de Deus, e o que o diabo mais sabe fazer é dar um novo sentido ao que Deus disse. Foi com este artifício que enganou Eva e Adão, tentou enganar a Jesus e tem enganado a muitos.

Percebam que Paulo exorta a seus leitores para que sigam a Verdade em amor, e não para que sigam o amor. A verdade a que se refere é o senhorio de Cristo, sua doutrina, elemento que propicia crescimento e firmeza, inclusive contra as heresias. Seguir o “amor” é seguir o engano, é falhar, é se afastar de Deus, é ser “meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Efésios 4:14). Seguir a Verdade em amor é seguir o Mestre.

Quem segue o amor está no mundo, quem segue a Verdade em amor está em Cristo. Pense nisso!