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terça-feira, 11 de agosto de 2020

“Posso entrar?”

 Uma igreja local sem Cristo é como um corpo sem cabeça, sem direção, sem propósito e sem vida; uma igreja sem o Senhor é qualquer coisa, menos igreja

celebração
Imagem: Unsplash

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”(Apocalipse 3:20)


Pr. Cleber Montes Moreira


A Carta à Igreja em Laodiceia é a última das sete cartas do Apocalipse escritas às igrejas da Ásia. Nela o Senhor não faz nenhum elogio, mas revela a sua condição terrível. Mornidão espiritual e soberba são duas características marcantes aqui reveladas. A igreja pensava ser rica, mas era pobre, cega e estava nua. No verso 20 surge a nota mais triste, digna de lamento, reveladora de sua desgraça: “Eis que estou à porta.” Esta palavra não é dita aos de fora, aos que desconhecem o evangelho, mas à igreja. Há uma porta fechada, e Jesus está batendo, como que dizendo, “posso entrar?”

Normalmente, quando pensamos em igreja, pensamos num grupo de pessoas salvas, obedientes ao evangelho, orientadas pela Verdade, adorando, servindo, proclamando o reino de Deus e vivendo segundo os valores deste mesmo reino. Pensamos num corpo saudável, onde há amor, comunhão, mutualidade e, antes de qualquer coisa, a presença e direção de Jesus Cristo. Mas, no caso de Laodiceia, o Senhor está do lado de fora, excluído. Ele bate à porta, mas ela está fechada por dentro. Ele não irá arrombá-la, continuará lá fora, esperando que a igreja queira abri-la.

Você já pensou numa igreja sem Jesus? Talvez não. Mas, infelizmente, Laodiceia não é um caso único. A revelação feita no texto sobre aquela igreja expõe a realidade de muitas outras de nosso tempo.

Uma igreja local pode ter um lindo templo, poltronas confortáveis, púlpito bonito, bom equipamento de som, datashow, boa música, muita gente no auditório, grupos de louvor, corais, solistas, boa estrutura, boas entradas financeiras, liderança capacitada, ministérios, realizar atividades diversas e, mesmo assim, faltar o principal. Se Jesus não estiver presente, não será uma igreja, apenas um ajuntamento de pecadores perdidos: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:21-23). A explicação está em que “todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia” (Mateus 7:26).

Uma igreja que não está edificada em Cristo é como uma casa edificada sobre terreno arenoso. Pode ser, a olho humano, bonita, operosa e atuante, mas lhe faltará o principal: o firme fundamento sobre o qual a verdadeira igreja é construída! E este fundamento é Jesus: “sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18 — ler também Efésios 2:20).

O Salvador faz parte da comunhão de sua igreja local? Ele é o cabeça de sua igreja, ou ela é dirigida por homens? Lembre-se: uma igreja sem Cristo é como um corpo sem cabeça, sem direção, sem propósito e sem vida.

Posso entrar? Reflita sobre a gravidade desta pergunta.