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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Eu me envergonho…

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15)

pastor
Imagem: Unsplash


Pr. Cleber Montes Moreira

 

Paulo exorta a Timóteo para que se apresente perante Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar. Assim também deveria ser a vida de todo pastor: andar à vista do Altíssimo, aprovado, exercendo o ministério com integridade, não tendo do que se envergonhar diante de Deus nem dos homens. Entretanto, há tantos que se tornam causa de escândalos e pedras de tropeço. O pior é que muitos não sentem vergonha de seus atos, às vezes, cometidos intencionalmente. Há pastores, e há os lobos em pele de pastor.

Há muitos que se envergonham quando erram e retomam o caminho, há os que não sentem vergonha alguma, e há os que nos causam vergonha…

Eu me envergonho quando vejo pregadores cobrando altos cachês para pregarem em igrejas e em eventos.            

Eu me envergonho dos pastores que agem como “animadores de auditório”, como humoristas, cativando atenção para si e não para Deus.

Eu me envergonho dos pastores que deixam de prover alimento para prover entretenimento para suas ovelhas.

Eu me envergonho dos pastores que se esquecem da Bíblia e capricham em citar frases e ensinos de certos personagens que não têm nenhum compromisso com a Verdade.

Eu me envergonho dos pastores que trocam a teologia bíblica pela sabedoria humana.

Eu me envergonho quando vejo pseudopastores brigando em redes sociais e se atacando mutuamente.

Eu me envergonho quando vejo pastores praticando deliberadamente o proselitismo, pescando em aquários, investindo, desonestamente, sobre o rebanho que Deus confiou a outro.

Eu me envergonho quando certos líderes e pregadores pedem, sem qualquer pudor, dinheiro para proveito próprio, com a desculpa de sustentar seus ministérios, para depois ostentarem mansões, carrões e até jatinhos.

Eu me envergonho de ver tantos obreiros banalizando o casamento, divorciando-se de suas esposas sem motivo justo e se envolvendo em outros relacionamentos (ou aventuras amorosas).

Eu me envergonho dos pregadores que usam a Bíblia a pretexto de suas más intenções, citando textos isolados e interpretando-os de forma interesseira.

Eu me envergonho dos pastores que não conhecem a Bíblia.

Eu me envergonho dos pastores que desprezam a oração e a vida devocional.

Eu me envergonho dos pastores que pregam o que não vivem.

Eu me envergonho dos pastores que pregam o liberalismo em suas igrejas, consentindo imoralidades e abrindo as portas para o mundo entrar.

Eu me envergonho dos obreiros que, em nome do amor, se desviam da Sã Doutrina, como se o verdadeiro amor pudesse subjugar a verdade.

Eu me envergonho dos que pregam um evangelho inclusivo, a pretexto de consentirem que suas ovelhas vivam na prática de certos pecados, bem como de atrair pessoas sem visar sua transformação em Cristo.

Eu me envergonho de pastores que colocam certas teologias, movimentos e correntes acima da Bíblia, e cultuam certos personagens, dando a eles ênfase exagerada.

Eu me envergonho dos pastores que não zelam por seus púlpitos, entregando-os a qualquer um.

Eu me envergonho dos pastores que não zelam pela coerência da música em suas igrejas, permitindo que se cante de tudo, inclusive músicas com letras que contradizem a fé cristã.

Eu me envergonho dos pastores que fazem acordos e militam na política para dela se beneficiarem, muitas vezes transformando seus púlpitos em palanques, e suas igrejas em “currais eleitorais”.

Eu me envergonho dos pastores que não se dedicam ao pastoreio, mas que agem como tecnocratas eclesiásticos, sendo, muitas vezes, excelentes administradores, porém péssimos e negligentes no cumprimento de sua verdadeira missão.

Eu me envergonho dos pastores que impõem suas mãos precipitadamente sobre candidatos despreparados, de convicções duvidosas, seja por amizade, política de boa vizinhança ou qualquer outro motivo, desprezando as exigências bíblicas para o ministério.

Eu me envergonho dos pastores que aderem ao politicamente correto e desprezam o bíblico.

Eu me envergonho dos pastores que não exercem a disciplina sobre seu rebanho.

Eu me envergonho dos pastores que, por covardia, na intenção de não prejudicarem seus ministérios, não ousam mexer com certas pessoas, ou famílias da igreja, quando estas necessitam de disciplina.

Eu me envergonho dos pastores que abrem as portas para heresias.

Eu me envergonho dos pastores que glorificam a si mesmos, que alimentam a sua vaidade, em vez de glorificar ao Senhor dos Senhores.

Eu me envergonho…