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terça-feira, 5 de maio de 2020

“Cristianismo” à parte de Cristo

“E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46 – leia de 46 a 49)

Imagem: Pixabay


Pr. Cleber Montes Moreira


A vida religiosa, quando erguida sobre uma interpretação errada da Palavra de Deus, seja a partir de alguma tradição, teologia, visão, ou qualquer achismo humano, é como uma casa construída sobre a areia de nosso pensamento. Esta prática forma um cristianismo à parte de Cristo, ou seja, uma vida cujo alicerce é humano, e não divino. O resultado é um “cristianismo” ou religião nominal.

Nominalismo é a prática que leva o nome daquilo ao qual se opõe. Ou seja, é como o Denorex1: parece, mas não é. É chamado pelo nome daquilo que não representa, é falsidade. Assim eram os doutores da Lei: diziam servir a Deus, mas serviam a si mesmos; diziam ser os guardiões da Lei, porém viviam segundo sua própria lei; ensinavam os mandamentos de Deus, todavia praticavam seus próprios mandamentos. Eram eles quem atavam fardos pesados e difíceis, e os colocavam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estavam dispostos a levantar um só dedo para movê-los (Mateus 23:4); tudo o que faziam era para serem vistos pelas pessoas, buscavam lugar de honra e gostavam de ser chamados de mestres. Jesus os chamou de “hipócritas” (Mateus 23:13), pois viviam uma piedade e uma religiosidade representativa.

Ao contrário dos escribas, fariseus e outros religiosos nominais, os discípulos devem seguir o exemplo do seu Mestre Jesus (João 13:13-15) e reproduzir em sua vida o Seu caráter. Só quem vive um cristianismo autêntico faz jus ao nome de cristão. Quem se comporta doutra maneira pode até ostentar aparência religiosa, porém, no tempo do Senhor, sua obra será revelada. Ou seja, a casa vai cair.


1 Denorex é um antigo xampu anticaspa que ficou famoso na década de 80 por utilizar o seguinte chavão em sua companha publicitária: “Parece, mas não é”.